Ponto de vista
Dia mundial da pessoa idosa
Rubens Rolla Filho
Todos os Conselhos Municipais dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPIs) da Baixada Santista vêm se reunindo regularmente desde outubro de 2025.
Essa demanda surgiu na Conferencia Nacional, realizada em Brasília ano passado, onde identificamos bandeiras comuns aos municípios.
Na última reunião, realizada em Itanhaém, aprovamos uma carta para ser divulgada no dia 1 de outubro próximo, por ser o dia mundial da pessoa idosa.
Diante da importância do tema, publico a seguir o teor do documento:
“Dia Mundia da Pessoa Idosa: celebrar também é resistir.
Comemorar o Dia da Pessoa Idosa, diante das desigualdades sociais e da insuficiência de políticas públicas, é transformar a celebração em resistência, conscientização e defesa de direitos.
A data deve dar visibilidade às demandas dessa população, e, em especial, daqueles que vivem nas regiões onde o acesso aos serviços públicos é mais limitado, fortalecendo redes de proteção e apoio.
Serviços públicos de qualidade não são apenas importantes para a população idosa: são essenciais para garantir autonomia, segurança e dignidade.
Transporte público acessível, calçadas seguras, atendimento de saúde adequado, acesso gratuito à medicamentos, assistência social, serviços de convivência e moradia digna fazem diferença concreta na vida cotidiana.
A digitalização dos serviços, quando não acompanhada de inclusão, também amplia a exclusão de quem não domina as novas tecnologias.
Em algumas regiões, isso é ainda mais grave, pois muitas pessoas idosas enfrentam dificuldades de acesso à internet e a equipamentos.
Comemorar o Dia da Pessoa Idosa, diante das desigualdades sociais e da insuficiência de políticas públicas, é transformar a celebração em resistência
Por isso, modernizar os serviços deve significar também criar alternativas acessíveis, com acolhimento e suporte para quem mais precisa.
Somam-se a isso a solidão, o isolamento social, a insegurança alimentar, as doenças crônicas, a fragilidade financeira e o risco de abandono – problemas que poderiam ser reduzidos por ações efetivas do Estado.
Comemorar o Dia da Pessoa Idosa, diante das desigualdades sociais e da insuficiência de políticas públicas, é transformar a celebração em resistência
Centros de convivência, atendimento domiciliar, serviços de assistência social, acesso à saúde e medicamentos, moradia digna, programas de inclusão digital e campanhas permanentes de enfrentamento ao etarismo são instrumentos fundamentais para combater a exclusão e valorizar o envelhecimento.
Mais do que celebrar uma data, é preciso garantir direitos.
Envelhecer com dignidade não pode ser privilégio: deve ser um direito assegurado pelo Estado e por toda a sociedade.
CONSELHOS MUNICIPAIS DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA DA BAIXADA SANTISTA
Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente”