Expedição ao terceiro ponto mais remoto do Brasil no Atlântico vira documentário imersivo em Realidade Virtual 360º
A produtora Release Eletrônico lança o documentário imersivo “Expedição Arquipélago de São Pedro e São Paulo”, uma produção em Realidade Virtual 360º e resolução 8K que convida o público a conhecer um dos territórios mais remotos do Brasil.
Com financiamento do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Fomento CULTSP e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), além de recursos do Ministério da Cultura e do Governo Federal, o projeto também conta com apoio institucional e logístico da Marinha do Brasil.
A produção conduz o espectador até o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado a quase 1.100 quilômetros do continente. Além da distância, as condições de acesso tornam o local um dos territórios mais restritos do país.
Por isso, o documentário utiliza a tecnologia de Realidade Virtual para aproximar o público desse ambiente singular. O espectador pode acompanhar a expedição, observar a rotina da Estação Científica, conhecer o farol e explorar as águas da região por meio de uma experiência audiovisual em 360º.
Experiência imersiva leva o público ao meio do Atlântico
A expedição parte de Natal, no Rio Grande do Norte, a bordo do Navio Balizador Comandante Manhães (H-20). A equipe percorre durante três dias o Atlântico Equatorial até alcançar as formações rochosas do arquipélago.
O local não possui praias nem faixas de areia. Por razões de segurança, a embarcação permanece a aproximadamente 500 metros das ilhas, presa a uma poita. A partir desse ponto, militares utilizam botes para transportar pesquisadores, equipamentos e mantimentos.
Durante a experiência em VR, o público acompanha diferentes momentos da viagem. Assim, a produção mostra desde a navegação em mar aberto até a rotina científica na estação, além de apresentar o ponto mais elevado do farol e as águas cristalinas da enseada principal.
O conteúdo pode ser acessado por smartphones, tablets, computadores e óculos de Realidade Virtual, como os dispositivos da linha Meta Quest.
Ciência e biodiversidade ganham destaque
Além da aventura, o documentário apresenta o trabalho de pesquisadores e militares que atuam na região e ajudam a manter a presença brasileira no Atlântico.
Nesse contexto, a produção destaca a importância do arquipélago para a pesquisa científica, a biodiversidade marinha e a soberania nacional na chamada Amazônia Azul.
Entre as iniciativas acompanhadas pela equipe está o projeto Sentinelas da Amazônia Azul, ligado ao Laboratório de Bioacústica/EcoAcoustic Research Hub da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e coordenado pela Prof.ª Dra. Renata S. Sousa.
A pesquisa monitora baleias e golfinhos ao longo das rotas migratórias. Dessa maneira, os pesquisadores ampliam o conhecimento sobre a presença e o comportamento dos cetáceos na região.
O documentário também acompanha o trabalho de pesquisadores e colaboradores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As equipes monitoram e preservam populações de aves marinhas, incluindo atobás e viuvinhas.
Além disso, cientistas realizam pesquisas sobre a fauna subaquática. Para isso, utilizam câmeras aquáticas e equipamentos de apoio para registrar os peixes que vivem na enseada.
A produção também apresenta a fauna terrestre do arquipélago. Entre os animais mais característicos estão os caranguejos-aratu (Grapsus grapsus), que ocupam as superfícies rochosas ao lado das colônias de aves marinhas.
Amazônia Azul reforça importância estratégica da região
O Arquipélago de São Pedro e São Paulo ocupa uma posição estratégica no Atlântico. Por esse motivo, a presença contínua de equipes científicas e militares contribui para a pesquisa, o monitoramento ambiental e a manutenção da soberania brasileira na região.
Nesse cenário, a produção busca aproximar o público de um território que poucos brasileiros conseguem visitar presencialmente.
Para o diretor e proponente do projeto, Silvio Reis Junior, a Realidade Virtual amplia o acesso ao conhecimento sobre o arquipélago e sobre a Amazônia Azul.
“O Arquipélago de São Pedro e São Paulo é um tesouro nacional que pouquíssimos brasileiros terão a oportunidade de visitar presencialmente. Levar essa experiência em Realidade Virtual 360º para as escolas, para a internet e para o público geral é uma forma de aproximar nossa população da Amazônia Azul, mostrando como o fomento cultural do Governo de São Paulo, a ciência nacional e a Marinha do Brasil trabalham juntos pela nossa soberania e pela preservação do oceano.”
Cultura e educação ampliam o alcance do projeto
Além da disponibilização gratuita na internet, o projeto prevê ações de difusão cultural e educativa. Entre as iniciativas estão palestras e atividades voltadas à divulgação científica.
A equipe também negocia exibições imersivas em instituições de ensino e espaços culturais do Estado de São Paulo.
Dessa forma, o projeto pretende utilizar a tecnologia não apenas como ferramenta audiovisual, mas também como recurso de educação e democratização do acesso à cultura e ao conhecimento científico.
Onde assistir
O público pode assistir gratuitamente ao documentário pela internet.
Portal oficial: www.portaldaamazoniaazul.com.br
YouTube: @portaldaamazoniaazul
Instagram: @release360
Formato: vídeo imersivo 360º / 8K VR
Compatibilidade: smartphones iOS e Android, tablets, computadores e óculos de Realidade Virtual.
Acesso: gratuito.
Ficha técnica
Realização e produção: Release Eletrônico
Produtor executivo e diretor: Silvio Reis Junior
Financiamento e fomento: Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Fomento CULTSP, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Apoio institucional e logístico: Marinha do Brasil
Parcerias científicas e institucionais: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Projeto Sentinelas da Amazônia Azul, Laboratório de Bioacústica, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Petrobras, Fundação de Estudos do Mar (FEMAR), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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