Baixada Santista soma 60 praias impróprias para banho
Boletim de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgado na quinta-feira (8) mostra que 60 praias da Baixada Santista estão impróprias para banho.
Desse modo, apenas 11 praias da região apresentam a bandeira verde.
Aliás, do total de 175 praias monitoradas no litoral paulista, 89 estão classificadas como próprias, enquanto 86 aparecem como impróprias.
Feriado
Quem pretende aproveitar o feriado de 12 de outubro, na próxima segunda-feira, para passar alguns dias no litoral de São Paulo deve incluir um cuidado no planejamento: evitar o banho de mar nas 24 horas seguintes a chuvas fortes. A recomendação é da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), e vale até mesmo para praias classificadas como próprias para banho.
Isso porque os temporais podem alterar rapidamente a qualidade da água. Durante as chuvas intensas, o escoamento pelas ruas e pelos sistemas de drenagem pode levar lixo e outros resíduos até o mar, tornando a água temporariamente inadequada para banho.
“A bandeira verde indica que a praia apresentou boas condições no monitoramento, mas esse cenário pode mudar depois de uma chuva intensa. Por isso, recomendamos aguardar pelo menos 24 horas antes de entrar no mar, mesmo em praias classificadas como próprias”, explica Karla Cristiane Pinto, bióloga do Setor de Qualidade de Águas Litorâneas da Cetesb.
Por que esperar 24 horas faz diferença?
A previsão do tempo reforça a importância dos cuidados durante o feriadão. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há expectativa de chuva no estado de São Paulo ao longo da semana, com possibilidade de precipitações também no litoral durante o sábado (10), domingo (11) e segunda-feira (12).
A orientação de aguardar 24 horas após chuvas fortes é uma medida preventiva. Com o passar das horas, a movimentação do mar e a circulação das correntes ajudam a dispersar e diluir as substâncias trazidas pelas enxurradas, contribuindo para a recuperação gradual da qualidade da água. O intervalo, porém, não garante que o mar esteja automaticamente adequado para banho.
Desse modo, a atenção deve ser redobrada nas proximidades de rios, córregos e canais de drenagem que desembocam no mar, onde a chegada de resíduos pode ser mais intensa.
Além disso, o banho em águas impróprias pode provocar problemas gastrointestinais, como diarreia, náuseas e vômitos, além de irritações e infecções de pele, olhos e ouvidos.
Como saber se uma praia está própria para banho?
Para avaliar as condições de banho, a Cetesb coleta semanalmente amostras de água em pontos fixos das praias, que são encaminhadas para análise em laboratório. O monitoramento verifica a quantidade de enterococos, bactérias utilizadas como indicadores da qualidade da água.
Sendo assim, a classificação considera os resultados das cinco semanas mais recentes, permitindo acompanhar as condições de cada praia ao longo do tempo. Quando a quantidade dessas bactérias ultrapassa os limites estabelecidos pela legislação, o local é classificado como impróprio para banho.
Os resultados são atualizados todas as quintas-feiras e podem ser consultados gratuitamente pelo aplicativo Cetesb Mobile, disponível nas lojas virtuais para Android e iOS, ou pelo site da Cetesb.
Além disso, nas praias, a sinalização também orienta os banhistas: bandeira verde indica condições próprias para banho; vermelha, impróprias. Antes de pegar a estrada, vale conferir a classificação mais recente do destino escolhido.
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