São Vicente lança projeto de monitoramento das chuvas
São Vicente quer ampliar o monitoramento das chuvas e fortalecer a prevenção de riscos climáticos. Para isso, o município conta com o projeto De Olho no Tempo São Vicente, apresentado por representantes do CoopClima e da Universidade de São Paulo (USP) ao prefeito Kayo Amado. A reunião ocorreu nesta sexta-feira (17), no Paço Municipal.
A iniciativa pretende criar uma rede colaborativa de monitoramento climático. Para isso, reúne poder público, pesquisadores, estudantes e moradores. Dessa forma, o projeto busca ampliar o conhecimento sobre as condições meteorológicas da cidade.
Além disso, os dados poderão ajudar no planejamento de políticas públicas, principalmente nas regiões mais vulneráveis a inundações e outros impactos climáticos.
O prefeito Kayo Amado destacou a importância da parceria com a universidade para preparar a cidade diante dos desafios climáticos.
“São Vicente tem avançado na construção de uma cidade cada vez mais preparada para os desafios climáticos, e parcerias como essa são fundamentais para continuarmos evoluindo”, afirmou.
Segundo o prefeito, a localização de São Vicente, ao nível do mar, exige atenção. No entanto, o município conta com profissionais, professores e pesquisadores comprometidos com a busca por soluções.
Amado também ressaltou a importância de aproximar a ciência das escolas. Para ele, os estudantes precisam ter acesso a oportunidades de aprendizado e pesquisa. Por isso, a Prefeitura pretende fortalecer esse trabalho, valorizar os professores e incentivar os jovens a conhecer melhor o território onde vivem.
Projeto instalará miniestação meteorológica em escola
Uma das etapas do projeto prevê a instalação de uma miniestação meteorológica na UE Armindo Ramos, no Samaritá, na Área Continental de São Vicente.
O equipamento servirá de apoio às atividades educativas com alunos e professores. Assim, a escola poderá trabalhar o letramento climático e estimular o aprendizado sobre a observação e a análise das condições do tempo.
Além disso, os estudantes participarão da instalação de pluvipets, pluviômetros artesanais feitos com garrafas PET. A proposta é instalar os equipamentos nas próprias residências dos alunos.
Com essa medida, o projeto pretende ampliar a coleta de dados sobre as chuvas em diferentes pontos da cidade. Ao mesmo tempo, incentiva os moradores a participar da produção de informações científicas.
Monitoramento ajudará na prevenção de riscos
Os responsáveis pelo projeto vão analisar os registros dos pluvipets em conjunto com os dados das estações meteorológicas da Defesa Civil e da miniestação escolar.
Dessa maneira, a equipe poderá avaliar como essas informações contribuem para o gerenciamento de riscos climáticos. Os dados também poderão auxiliar o poder público na tomada de decisões.
A integração das informações busca fortalecer as estratégias de prevenção, sobretudo nas áreas sujeitas a alagamentos e inundações.
Parceria aproxima ciência e educação
O projeto reúne a Prefeitura de São Vicente, por meio das secretarias de Educação, Planejamento e Governança e da Defesa Civil, além de representantes do CoopClima e da Universidade de São Paulo (USP).
A iniciativa também conta com um termo de cooperação com o Instituto Anísio Teixeira (IAT). O órgão responde pela formação continuada dos professores da rede pública de ensino do Governo do Estado da Bahia.
Com essa parceria, o projeto busca fortalecer a troca de conhecimentos e ampliar a integração entre ciência e educação.
A coordenadora-geral da iniciativa, professora doutora Sylmara Dias, destacou a participação das escolas e das comunidades no processo.
“A proposta do De Olho no Tempo São Vicente é aproximar a ciência das escolas e das comunidades, unindo o conhecimento científico aos saberes da população. Queremos que estudantes, professores e familiares participem desse processo, aprendendo a observar as condições climáticas e a compartilhar informações que contribuam para a prevenção de riscos”, explicou.
Segundo Sylmara, o projeto também pretende transformar o aprendizado em uma ferramenta de conscientização e proteção.
“A ideia é transformar o conhecimento em uma ferramenta de conscientização e proteção. Aprender sobre o tempo também é aprender a prevenir”, concluiu.