Bispo de Santos assina carta que alerta para ameaças à democracia no 2º turno
O bispo da Diocese de Santos, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, assinou uma carta elaborada por bispos católicos de diferentes regiões do Brasil sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Divulgado em 22 de outubro, o documento apresenta uma análise do cenário eleitoral com base nos princípios da Doutrina Social da Igreja.
A manifestação reúne argumentos sobre o papel dos eleitores, a preservação da democracia e a responsabilidade social dos futuros governantes. Os religiosos também citam ensinamentos da Igreja para discutir questões econômicas, políticas e ambientais.
Carta aborda direitos sociais e democracia
Entre os assuntos tratados estão as condições de trabalho, os programas de transferência de renda, a política de armamento e a proteção ambiental. Os bispos também expressam preocupação com propostas que, segundo a avaliação apresentada no documento, podem afetar a soberania brasileira e as instituições democráticas.
Na área trabalhista, a carta questiona posições atribuídas a uma das candidaturas sobre a jornada 6×1 e o pagamento por hora trabalhada. Em relação à economia, os signatários destacam a necessidade de políticas voltadas à redução da pobreza e à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.
O documento também discute a exploração de recursos naturais, as relações do Brasil com os Estados Unidos e o enfrentamento das mudanças climáticas. Para fundamentar essas posições, os religiosos recorrem a encíclicas e outros textos da Igreja Católica.
Convocação para o voto
A carta apresenta críticas a uma das candidaturas e compara suas propostas com os princípios defendidos pela Igreja. Os signatários, por outro lado, reconhecem que a outra opção eleitoral também está sujeita a críticas.
Ao final, os bispos incentivam a participação dos católicos nas eleições de 25 de outubro. O texto destaca a importância do voto nas decisões que envolvem os direitos sociais, a democracia e o atendimento às populações mais vulneráveis.
A manifestação termina com uma oração a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. De acordo com o documento, líderes religiosos podem aderir à carta até 24 de outubro.