Ponto de vista
Envelhecimento digno
Caro leitor, provavelmente você já ouviu ou disse frases do tipo, “É a idade do com-dor” ou “É problema de DNA (Data de Nascimento Avançada)!”, ditas na maioria das vezes quando não conseguimos fazer a limpeza em nossa casa como antes ou um simples exercício físico sem sentir uma dorzinha inesperada no corpo.
Os sintomas dessa fase da vida estão relacionados à terceira idade, mas não são, necessariamente, sinônimos de doença e inatividade. Por outro lado, será que estamos preparados para envelhecer? É possível manter uma boa qualidade de vida na velhice no lugar em que vivemos?
A resposta à primeira pergunta é compreender e aceitar esse processo natural do corpo humano, mudando hábitos de forma planejada e tomando os devidos cuidados para prevenir doenças.
Já na segunda questão, a solução para garantir boas condições de vida à terceira idade passa pelo planejamento intenso feito pelos governantes, pois viver em uma sociedade com muito mais idosos, requer ações públicas permanentes e bem elaboradas.
Vida longa
Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o Brasil futuramente será a sexta nação do mundo com o maior número de idosos. O País tem hoje 20,6 milhões de idosos, representando 10,8% da população total do planeta. A expectativa de vida dos brasileiros atualmente é de 75 anos e deverá chegar a 81 anos até 2050.
Como se pode observar, a velocidade do envelhecimento no Brasil tem superado a presteza na implementação de políticas públicas voltadas ao segmento. Vivendo mais, eles têm de se adaptar às condições oferecidas pelas cidades e nem sempre a infraestrutura é a grande aliada.
Um dos maiores desafios é preparar as grandes cidades com planejamento em acessibilidade, visto que a dificuldade de locomoção contribui para o isolamento cada vez maior dos idosos.
Dessa forma, intervenções necessárias como, por exemplo, barras para subir e descer escadas, calçadas largas e com pisos antiderrapantes e ônibus no mesmo nível da calçada são medidas urgentes para tornar as cidades mais transitáveis.
Soluções
A Prefeitura de Santos, por sua vez, vem intensificando a participação dos idosos na sociedade. Recentemente, garantiu recursos junto ao Governo do Estado para a construção de dois equipamentos de atendimento a idosos, denominados “Centros Novo Dia”.
O objetivo é oferecer acolhimento, proteção e convivência aos idosos, cujas famílias não têm condições de dar atenção e cuidado durante o dia, porque precisam trabalhar. Ao final da tarde, as pessoas voltam para suas casas, sem perder os vínculos familiares.
Além disso, a Prefeitura realiza a remodelação dos passeios públicos no Município, com mais guarda-corpos e luminárias, oferecendo mais segurança aos idosos.
Portanto, a responsabilidade de planejar o envelhecimento de nossos parentes não cabe somente às famílias, mas também ao Poder Público, que precisa cumprir com o seu dever de amparo aos idosos.