Ponto de vista
Sonho nosso
“Estou esperando pelo dia de ter minha própria casa”. “Sair do aluguel é um sonho para mim e minha família”. Essas frases fazem parte dos sonhos e pensamentos dos milhões de brasileiros, que almejam um dia ter uma moradia própria, estando entre os principais objetivos das famílias em geral.
Apesar do desejo em comum dessas pessoas, a realidade dos grandes centros urbanos distancia, cada vez mais, os cidadãos da possibilidade de comprar o imóvel próprio. Ora, as aquisições de casas e terrenos pelas grandes incorporadoras para a construção de torres de edifícios residenciais e comerciais trazem à tona o grande problema do acesso à moradia.
Crônico
Segundo cálculos do Ministério das Cidades, o déficit habitacional no Brasil chega a aproximadamente 6 milhões de casas. Especialistas dizem que o problema não será resolvido apenas com a construção de novas habitações e que será necessário enfrentar a especulação imobiliária, além de avançar em políticas públicas.
Em Santos, a revisão do Plano Diretor é obrigatória no primeiro ano de mandato do prefeito, conforme previsto na Lei Orgânica, e tem vários objetivos, tais como definir estratégias para habitação, aproximar as moradias dos locais de trabalho, ampliar os programas de regularização fundiária e construir moradias de interesse social.
Porém, a Cidade enfrenta atualmente a falta de terrenos e áreas desocupadas para a construção de mais habitações populares, encarecendo, em consequência disso, os imóveis usados, sejam bangalôs, sobrados ou até mesmo pequenos edifícios, dificultando, notadamente, a aquisição de moradias pelas pessoas de baixa renda.
Fronteiras
A saída, portanto, para enfrentar esse problema, é expandir a construção de novas moradias populares pelas demais áreas da Região Metropolitana, assegurando habitações adequadas e com custo menor a fim de atender tal segmento da sociedade.
Assim, o maior empreendimento habitacional dos últimos 30 anos, denominado “Tancredo Neves 3”, prevê a construção de 1120 moradias para pessoas de baixa renda da Zona Noroeste de Santos, em terreno ao lado da Cidade Náutica, em São Vicente, consolidando um novo modelo de habitação na região e criando, definitivamente, o cidadão metropolitano.
Aliados
Por outro lado, a Prefeitura de Santos realiza o Programa Santos Novos Tempos, que tem como meta a entrega de cerca de 3.550 unidades habitacionais na Zona Noroeste para os próximos anos, sem esquecer ainda a execução de projetos e atividades de urbanização, saneamento básico e regularização fundiária nessa região da Cidade.
Enfim, as Prefeituras de Santos e São Vicente iniciam uma nova época, pensando como uma Região Metropolitana, formada por nove municípios, sem sonhos individuais em relação às questões habitacionais, mas com pretensões coletivas e abrangentes para toda a Baixada Santista.