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21 DE JANEIRO DE 2015

Sufoco

Por: Da Redação

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“Meu Deus, que calor!” Nesses dias de verão intenso, essa frase tem sido cada vez mais comum, quando se faz uma simples caminhada na praia, entra no carro estacionado na rua debaixo de um sol escaldante ou trabalha num local sem ar condicionado adequado.

Os últimos verões no Brasil têm sido cada vez mais quentes e vêm causando estragos também mundo afora. O calor não causa apenas doenças, como uma desidratação nas crianças ou nos idosos, mas mexe também com o ânimo das pessoas em geral e a disposição para o trabalho.

Segundo recente estudo das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e Aquecimento Global, a temperatura média da superfície da Terra aumentou 0,85% entre 1880 e 2012. Isso pode parecer insignificante, mas é suficiente para modificar todo clima de uma região, como períodos de poucas chuvas e elevação do nível dos oceanos. E para a Nações Unidas, não há dúvidas de que o principal agente é o homem.

EFEITOS 

No Brasil, as altas temperaturas verificadas na última década levaram a um maior consumo de energia nas residências e nos estabelecimentos comerciais, com o uso do ar condicionado, justamente num momento de sua escassez, devido as secas dos rios e represas e de majoração na tarifa dos consumidores.

Essa situação acaba gerando efeitos em cadeia de maneira perversa na economia do País. Assim, o crescimento do gasto de eletricidade pelos condicionadores de ar compromete o orçamento familiar e provoca maiores custos aos comerciantes, e, em decorrência disso, a diminuição do poder aquisitivo das pessoas e o aumento dos preços das mercadorias nas prateleiras.

Na realidade, o calor é uma consequência das mudanças climáticas e do aquecimento global, determinados pelo desenvolvimento mundial com pouco planejamento ambiental e respeito à natureza. Dessa forma, a humanidade precisa tomar medidas urgentes para tentar tirar o planeta do sufoco em que vivemos atualmente.

SOLUÇÕES

Por isso, é fundamental que o homem passe a investir em política energética inteligente, como a fabricação de carros com menor consumo de combustível, o incentivo à produção de novas energias, a diminuição do desmatamento mundial, a preservação dos oceanos e, finalmente, a plantação de árvores.

Em Santos, a Prefeitura investe em transporte público de qualidade, tendo a maior frota de ônibus com ar condicionado entre as cidades brasileiras, para diminuir a circulação de carros particulares. Outro avanço, é a expansão das faixas de ciclovias no Município, incentivando o uso da bicicleta, além da implantação em breve do VLT, que irá reduzir a movimentação de carros e ônibus das cidades vizinhas nas nossas vias. Todo esse esforço, ajuda a conter a poluição urbana e, obviamente, o calor.

Enfim, cabe aos gestores públicos levarem à frente o lema: mais transporte público eficiente e menos carros nas ruas, oferecendo maior qualidade de vida, sem afetar o crescimento da economia!

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