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02 DE MARÇO DE 2015

Lixo bem encaminhado

Por: Da Redação

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Pneu velho, garrafa plástica, restos de comida, papel de bala, entulho e lixo em geral. O que você faria, caro leitor, caso se deparasse com toda essa sujeira espalhada no quintal de sua residência? Com certeza, essa situação lhe traria grande indignação e exigiria rapidez na limpeza, para evitar a contaminação de alimentos e doenças para a família.

Pois bem, os hábitos de limpeza e saúde, que tanto preservamos em casa, deveriam também se estender para fora dela e se transformarem em prioridade para todos, principalmente diante de uma realidade de degradação do meio ambiente, que ameaça a nossa qualidade de vida.

Nos últimos 10 anos, a quantidade de lixo produzida no Brasil aumentou 21% e o seu crescimento se deve, sobretudo, à elevação do poder aquisitivo e ao maior consumo da população. O lixo, se não for tratado, torna-se uma mazela para o saneamento básico, trazendo diversas doenças à população, como verminoses e micoses, além de mau cheiro e dano visual nas cidades.

Problema
Em mais da metade dos municípios brasileiros, todo tipo de material descartado vai para os lixões (área sem preparação do solo) ou aterros sanitários (terreno preparado e impermeabilizado), que requerem a ocupação de grandes áreas para a disposição final de resíduos e que, saturados, oferecem riscos à saúde humana e animal, e ao meio ambiente.
Embora não existam áreas desocupadas em Santos, a nossa cidade recebe resíduos da maioria dos municípios da Baixada Santista no aterro particular Sítio das Neves.Somente Itanhaém e Praia Grande encaminham o material para Mauá. Por isso, é preciso agir com pensamento metropolitano para resolver a situação das cidades, que trazem resíduos para Santos, comprometendo em pouco tempo a vida útil desse aterro.

Recentemente, 44 cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte e o Governo de Minas Gerais firmaram parceria público-privada (PPP), com empresa especializada para transportar e concentrar a disposição final do lixo urbano numa área do Estado em condições de receber um empreendimento de tal dimensão, sem prejuízos ambientais.

Conscientização
A solução segue modelos de países desenvolvidos como França e Alemanha, que também passaram a educar a população para obter sua colaboração. Assim, a Prefeitura de Santos, em uma ação educativa do programa Cidade sem Lixo, conscientiza os santistas a não descartarem materiais nas ruas, que provocam alagamentos, entopem bueiros e canalizações, causando doenças e perdas materiais.

Jogar lixo nas ruas pode ser considerada uma atitude de desdém contra si mesmo e à sociedade. Portanto, cuide do meio ambiente como o principal patrimônio humano, justamente para garantir a qualidade de vida às futuras gerações.

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