Milhares se reúnem em Copacabana contra o governo Dilma
O protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff reúne milhares de pessoas na orla de Copacabana na manhã deste domingo (15).
A avenida Atlântica está tomada por pedestres que seguem em direção ao Posto 5, próximo à obra do Museu da Imagem e do Som. Uma parcela considerável do público veste roupas nas cores verde e amarela, sendo que muitos usam a camisa da seleção brasileira.
A Tropa de Choque da PM do Rio, além de outras patrulhas policiais, acompanham de perto a movimentação.
“Queremos punição para os atos de corrupção” é a mensagem estampada em uma das dezenas de faixas trazidas pelo público, que já ocupa mais de dez quarteirões da orla da praia.
Às 9h30, horário marcado para o início da manifestação, o hino nacional foi executado em um trio elétrico do movimento que se intitula como Vem Pra Rua. Minutos depois, a multidão gritava em coro: “Fora PT!”
Dilma defende a ‘livre manifestação’
A presidente Dilma Rousseff pediu para que, neste domingo, os cidadãos protestem “sem violência” nas manifestações organizadas em diversas cidades do país para criticar o governo.
“Valorizo muito o fato de que, hoje no Brasil, as pessoas podem se manifestar livremente e não podemos aceitar qualquer tipo de violência que impeça esse direito. Sou a favor da democracia. Espero que amanhã o Brasil prove a sua maturidade democrática”, disse a governante em seu perfil oficial no Facebook.
“[O governo] não tem o menor interesse, o menor intuito nem tampouco o menor compromisso com qualquer processo de restrição da livre manifestação. Neste país, nós temos o direito de manifestar. O que não temos o direito é de ser violentos. Sabemos que isso não pode acontecer”, disse a presidente.
Na sexta, centrais sindicais e movimentos sociais que organizaram manifestações em cidades do país. Rejeitaram a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas expressaram insatisfação com os rumos de seu governo e fizeram críticas à sua política econômica.
Os atos ocorreram em 23 capitais e, segundo estimativas da Polícia Militar, mobilizaram pelo menos 26 mil pessoas. Segundo os organizadores, foram 170 mil pessoas. Em São Paulo, o Datafolha calculou que 41 mil pessoas participaram.