“Esquecer a crise e olhar para frente!”. A frase define bem para quem planeja empreender em um cenário da economia brasileira desfavorável, com redução dos investimentos, retração do consumo e, consequentemente, aumento do desemprego.
Em épocas de crise, todas as empresas, da indústria ao comércio, passando pelos prestadores de serviços, sofrem os primeiros efeitos da estagnação e depois da recessão, principalmente as micro e pequenas empresas, que, normalmente, sustentam a classe média do País.
Por não terem margem para sobreviverem a ajustes de preços, tributos, tarifas e aluguéis, os menores empresários apostam em driblar a crise e crescer a partir dela, com base na criatividade e na inovação.
Modelo
A Grécia, que é um país bem parecido com o Brasil, porque poupa pouco e consome muito, vive uma crise crônica em sua economia, desde o estouro mundial da bolha financeira em 2008. Apesar disso, os pequenos empreendedores gregos não esperaram o governo resolver os seus problemas e buscaram maneiras de superarem a recessão local.
Nesse período de dificuldades econômicas, a Grécia criou 41 mil novos empreendimentos no comércio varejista e na prestação de serviços, além de abrir centenas de start-ups (empresas embrionárias) e dezenas de incubadoras e condomínios de empresas que competem entre si para desenvolverem as melhores ideias de negócios.
No Brasil, as microfranquias são apontadas como um caminho interessante para vencerem os obstáculos neste momento de aperto econômico por serem modelos de negócios que geralmente lidam com novos produtos e serviços, explorando mercados em ascensão.
Visão
Santos se antecipou na busca dessas boas oportunidades para enfrentar as adversidades neste momento. Tanto é verdade que o setor de franquias na Cidade saltou de 304 para 368 unidades em 2014, num crescimento de 21,1%, comparado com 2013. O resultado coloca o Município numa posição de destaque em relação ao restante do País, que cresceu, em média, 7,7% no ano passado.
A Prefeitura de Santos dá um grande exemplo de incentivo à abertura de novos negócios na Cidade, com a recente criação da Sala do Empreendedor Santista, que, em menos de nove meses, já contabiliza a criação de quase 2 mil novas empresas, principalmente devido à rapidez na liberação do alvará de licença, em média de oito dias.
Os brasileiros, e, especialmente, os santistas já não esperam mais uma solução rápida do Governo Federal para frear a crise econômica e, por isso mesmo, aproveitam o momento de aperto em suas contas, como estímulo para conquistarem uma situação melhor.
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