Padrinho oficial | Boqnews

Opiniões

08 DE AGOSTO DE 2015

Padrinho oficial

Por: Da Redação

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

Há muito se sabe que a diretoria da Codesp é objeto de desejo dos políticos, que disputam avidamente as indicações de seus apadrinhados. Se antes os pedidos eram feitos ao pé do ouvido, agora as solicitações de favorecimento são realizados por escrito, sem qualquer pudor.

Padrinho oficial II
Para quem duvida, basta conferir a coluna da jornalista Mônica Bergamo, publicada na Folha de S. Paulo da última sexta-feira (7), dando conta de que parlamentares do PMDB, PSD, PR e PTB enviaram ofício ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) sugerindo nomes para a diretoria da Codesp.

Padrinho oficial III
O documento, levado às mãos de Temer pelo deputado federal Beto Mansur (PRB), primeiro
secretário da Câmara, relaciona os indicados e seus respectivos padrinhos, a saber: Carlos Eduardo Bueno Magano, para o cargo de Diretor Comercial e de Negócios, por indicação de Mansur (PRB) e pelo deputado federal Ricardo Izar (PSD);  Cleveland Sampaio Lofrano, para o cargo de Diretor de Infraestrutura e Obras, indicado pelos deputados federal Milton Monti (PR) e Nelson Marquezelli (PTB); e Francisco José Adriano, para o cargo de Diretor de Planejamento e Assuntos Estratégicos, indicado pelos deputados federais Marcelo Squassoni (PRB) e Baleia Rossi (PMDB).

Desculpa furada
Alegando “problemas técnicos”, a Câmara de Santos adiou mais uma vez a disponibilização, em seu site oficial, das informações públicas como determina a Lei da Transparência, que incluem a divulgação de contratos, licitações, editais e também os nomes e respectivos salários dos servidores lotados na Casa.

Desculpa furada II
Apesar da lei federal vigorar há mais de três anos, o que, convenhamos, é tempo suficiente para a solução de qualquer “problema técnico”, o atual presidente do Legislativo santista Marcus de Rosis (PMDB) ainda não pode se gabar de comandar a primeira Câmara da Baixada Santista a apresentar a Lei de Acesso à Informação na íntegra como havia anunciado, cumprindo assim o que determina a lei, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Desculpa furada III
A bem da verdade, o desprezo ao cumprimento da lei se dá desde que a legislação foi sancionada, em maio de 2012, quando a Câmara era presidida por Manoel Constantino (PMDB) seguido pelo vereador Sadao Nakai (PSDB), um contumaz defensor da transparência na atividade pública, pelo menos no campo retórico.

Desculpa furada IV
Nos bastidores da Câmara é recorrente que a disponibilização das informações, especialmente no que diz respeito à divulgação dos nomes e respectivos salários dos servidores, deverá gerar mal estar na Casa, uma vez que as remunerações mais polpudas estão associadas a funcionários que têm como maior especialidade possuir grau de parentesco com autoridades e políticos da Cidade.

Na ativa
Promotor de Direito recém-aposentado, Octávio Borba de Vasconcelos Filho nem bem curtiu  a novidade e já está atuando em nova atividade. Foi nomeado assessor especial do gabinete do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Para a criação da nova função, o cargo de assessor executivo, outrora vinculado à Secretaria de Serviços Públicos, passou para o gabinete e mudou de nomenclatura, mas manteve o símbolo C-1 (salário de R$ 10.410).

Em família
Empenhadas nas comemorações dos 20 anos da autarquia estadual Agem – Agência Metropolitana da Baixada Santista, que ocorrerão em 2016, as diretoras Marinilza Monteiro Pereira e Renata Abibe Ferrarezi Bernardino têm algo em comum. Ambas são parentes dos nomes fortes do Executivo santista. Marinilza Pereira é esposa do atual vice, Eustázio Pereira, enquanto Renata Ferrarezi é cunhada do prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

Pedra no sapato
Falando em Eustázio Pereira, o vereador Benedito Furtado (PSB) voltou à carga contra o vice e também presidente da Capep na sessão da última quinta na Câmara. Entre as indagações apresentadas estão: quais os períodos em que o presidente esteve de licença médica ou particular, o total de vezes que assumiu o cargo como prefeito (em substituição) e, se no período, ele se licenciou da Capep. Fogo amigo?

Quem Responde? Até quando… os cargos importantes e bem remunerados em empresas públicas e autarquias serão utilizados como moeda de troca envolvendo interesses políticos?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.