O tema da crise econômica no Brasil, desde o início do ano, tem sido a pauta de discussões por diferentes setores da nossa sociedade. “Fazer a lição de casa” e “cortar e equilibrar gastos públicos” são algumas expressões recorrentes do Governo Federal para mostrar a necessidade de combater a recessão. Mas, afinal, de quem é a culpa por este atual cenário econômico negativo? Não é de hoje que o Governo petista afirma que o motivo da desaceleração da economia brasileira é decorrente de causas externas. De fato, o impulso econômico dos chineses, que cresciam em média 10% ao ano na década passada, colaborou com o crescimento do Brasil nesse período, principalmente devido às exportações de matéria-prima para o país asiático.
Mas, com a diminuição do Produto Interno Bruto chinês para 8% neste ano e a desvalorização de sua moeda, o yuan, a China deverá diminuir as suas importações, devido ao seu baixo consumo e a consequente elevação do preço das mercadorias brasileiras, dificultando o nosso comércio exterior com a nação oriental.
Erro
Apesar disso, não se pode atribuir a culpa dos nossos problemas internos à conjuntura internacional. Isso porque, outros exportadores de matérias-primas, como Austrália, África do Sul, Indonésia, Chile e Rússia conseguiram sustentar taxas de crescimento bastante superiores à da brasileira em 2014.
Entretanto, especialistas acreditam que a falta de crescimento do País é proveniente dos erros da presidente no seu primeiro mandato, que incentivou o consumo do brasileiro com despesa pública e crédito popular, em vez de aumentar a capacidade produtiva nacional e a renda familiar de forma consistente. O esgotamento desse modelo de consumo levou ao desajuste das contas nacionais e ao endividamento das pessoas.
Economistas renomados acrescentam ainda que o País possui uma economia bastante fechada, em que as exportações respondem por apenas 10% do PIB, comprovando que as causas da desaceleração econômica do Brasil são derivadas de decisões internas equivocadas.
Incertezas
O Brasil precisa agora fazer o ajuste das contas nacionais para equilibrar o orçamento do Governo Federal, exigindo muitos sacrifícios da população brasileira, que ora se sente enganada pela propaganda eleitoral, que garantiu, na oportunidade, que o País estava em ótima situação econômica.
Porém, o ajuste econômico está sendo prejudicado pelas crises política e ética pelas quais passa a administração petista, com a falta de apoio do Congresso Nacional e a Operação Lava-Jato, prendendo membros do partido governista. A despeito disso, a indústria e o ambiente de negócios estão seriamente ameaçados pela escassez de recursos para investimentos em infraestrutura e produção. Tudo isso cria instabilidade governamental e insegurança política, jamais vistas no País.
Pode-se dizer, portanto, que voltamos no tempo e as incertezas em relação ao futuro são enormes. E ainda temos mais três anos e quatro meses da atual gestão pela frente…
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