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01 DE DEZEMBRO DE 2015

Pagando a conta

Por: Da Redação

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Um antigo provérbio chinês dizia que “se houver um general forte, não haverá soldados fracos”. A milenar frase oriental nunca foi tão atual para expressar toda essa grande crise institucional, política e econômica, que resulta em queda no crescimento do país.
Dos desmandos políticos em Brasília, passando pela falta de liderança da presidente Dilma ao medo dos investidores, essa instabilidade nacional afeta o Brasil como um todo e mexe nos orçamentos das famílias, das empresas e do poder público em geral.

A inércia do Governo Federal, aliada à corrupção no setor público, fez despencar a confiança do empresariado brasileiro em investir e gerou apreensão na população, que assiste agora o fechamento de empresas e o aumento do desemprego, bem como a redução do consumo familiar, comprometendo milhares de trabalhadores e o patrimônio dos empreendedores.

Fuga
A perda de competitividade no ambiente empresarial, por exemplo, já mostra seus efeitos danosos. De acordo com o relatório do Fórum Econômico Mundial (FEM), o Brasil caiu no ranking de competitividade, sendo o 75º entre 140 países.

Após mais de duas décadas de forte crescimento, pela primeira vez as grandes economias emergentes deixarão de ser atraentes para investir, registrando ampla saída de capitais este ano, de acordo com pesquisas internacionais. O investimento privado vem se reduzindo nos países emergentes desde 2011. No Brasil, a incerteza por parte dos empresários e a baixa competitividade tem impedido a entrada do crédito.

Com a falta de estratégia econômica do atual governo, a conta sobra para os municípios, que agora têm a tarefa digna de um craque de futebol, driblando seus problemas administrativos com a pouca receita que lhes sobram, além de matar no peito o passivo social herdado com a diminuição do faturamento das grandes indústrias e das empresas prestadoras de serviços, devido à redução de postos de trabalho qualificados.

Desempenho
Se a tarefa é manter o time jogando bonito, mesmo em campo encharcado, então louva-se o desempenho de alguns gestores públicos, como o do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, que em meio a esse turbilhão financeiro e social, segue buscando parcerias e tocando obras de infraestrutura importantes para atrair novos empreendedores para a Cidade.

Tanto que as obras da entrada da Cidade já começam em janeiro de 2016. De forte impacto positivo no comércio exterior do país, o empreendimento vai organizar e agilizar os diferentes tipos de tráfego no local, separando os veículos de cargas do porto de Santos dos de passeio. O investimento também é um dos principais pilares do desenvolvimento econômico da Cidade e servirá para fomentar a economia local.

Que o provérbio oriental citado no início deste artigo guie nossos governantes e os transformem em verdadeiros comandantes de guerra, dispostos a sofrer mas, independente da adversidades, vencer esta dura batalha.

(*) Celso Évora – Interino

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