Santa Casa na UTI | Boqnews

Opiniões

13 DE DEZEMBRO DE 2015

Santa Casa na UTI

Por: Da Redação

array(1) {
  ["tipo"]=>
  int(27)
}

Um paciente que respira por aparelhos. Assim, podemos definir a crise pela qual passa a Santa Casa de Santos, o maior hospital da Baixada Santista, com dívida de R$180 milhões e atuando em seu limite financeiro.

E ela pode piorar ainda mais no curto prazo, pois, segundo o provedor da entidade, com a paralisação do atendimento nas unidades de saúde da cidades vizinhas, a demanda desses municípios deve ser direcionada para a nossa Santa Casa. Isso sem contar que profissionais de três setores cruciais ameaçam parar, caso não recebam seus salários e benefícios até o dia 1º de janeiro de 2016.

As Santas Casas de Misericórdia, os hospitais beneficentes e os filantrópicos são responsáveis por quase metade das cirurgias e internações feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos anos, essas instituições passam por uma enorme crise financeira em todo o País.

Agoniza
O grande problema é que, na maioria dos casos, os repasses feitos pelo Governo Federal – a conhecida tabela SUS – não são suficientes para sustentar os gastos nos atendimentos dos vários hospitais filantrópicos do Brasil, nem para garantir as despesas em infraestrutura e folha de pagamento dos funcionários.

Os procedimentos de média complexidade são os mais realizados, tais como partos, infartos, ortopedia, dentre outros, que custam três vezes mais do que o sistema paga normalmente. Um exemplo: o Governo Federal assegura cerca de R$ 500 num parto. Esse procedimento, no entanto, não custa menos de R$ 1,2 mil para os hospitais.

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) estima que 1.700 dos 2.100 hospitais associados operam hoje no vermelho. Isso é o reflexo da falta de compromisso do Governo Federal em custear devidamente a saúde pública brasileira, deixando aos Municípios a tarefa de equilibrar esse déficit e “manter a máscara de oxigênio” nas Santas Casas.

Prioridade
O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, sabe que a agenda da saúde do Município não será satisfatória se a Santa Casa não estiver com as suas contas em dia. Dessa forma, ele vem priorizando conversas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fim de garantir o empréstimo necessário para amenizar o problema financeiro da entidade.

O apoio da Administração Municipal à Santa Casa também tem sido feito com repasses pontualmente e até mesmo fazendo a antecipação desses recursos, além de tratativas com governos Estadual e Federal em busca de soluções à crise financeira da instituição.

Quanto ao dinheiro do BNDES, o prefeito diz que “está na fase conclusiva e que será liberado em breve”. Estamos esperançosos, pois a Santa Casa de Santos não aguenta mais agonizar no leito e pede socorro a todos para a sua saudável recuperação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.