Escravos do serviço público | Boqnews
19 de janeiro de 2016

Escravos do serviço público

Para Edmur, não há problemas em ganhar dois salários no serviço público, apesar do corte de gastos exigido pelo governador Geraldo Alckmin

Para Edmur, não há problemas em ganhar dois salários no serviço público, apesar do corte de gastos exigido pelo governador Geraldo Alckmin (foto: Arquivo/Boqnews)

A declaração ao repórter Carlos Ratton, do jornal Diário do Litoral, do ex-deputado e atual subsecretário de Assuntos Metropolitanos do Estado de São Paulo, Edmur Mesquita, de que ele se considera ‘um escravo do serviço público’ é risível. Afinal, com salário bruto de quase R$ 24 mil e líquido de R$ 18 mil, pagos pelos contribuintes paulistas, trata-se de uma escravidão muito bem remunerada. E escravidão não combina com salários milionários. Nem com salários…

Edmur se justificou dizendo que está tudo dentro da lei. Ninguém diz ao contrário. O problema não é este, mas o valor pago aos conselheiros destas autarquias. Ele é apenas um – entre dezenas ou centenas de outros – que se vale desta brecha. E isso ocorre em todas elas, inclusive nas esferas municipais.

Aliás, a prática de engordar os salários ocupando cargos nos conselhos de autarquias é mais comum do que se imagina. Enquanto o governador Geraldo Alckmin tenta enxugar gelo cortando gastos por todos os lados, vários dos seus assessores engordam seus holleriths fazendo parte destes conselhos que se reúnem, no máximo, uma vez por mês. Não se trata de algo irregular, mas um escárnio com a grande maioria da população que banca os salários destes ‘escravos do serviço público’.

Afinal, além de Mesquita, que é subsecretário de Assuntos Metropolitanos do Estado e acumula o cargo de conselheiro da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), ganhando bruto o salário de quase R$ 24 mil e líquido cerca de R$ 18 mil – pouco mais de 20 salários mínimos – , também merece destaque o vice-governador Marcio França, que é conselheiro-presidente do IPT, da agência Desenvolve São Paulo e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Em novembro passado, ele embolsou R$ 26 mil líquidos de um total de R$ 33 mil brutos. Mais que o próprio governador, que retirou pouco mais de R$ 16 mil líquidos.

Indicado por França, o ex-secretário do Estado de Turismo e atual secretário adjunto da pasta comandada pelo vice-governador, Claudio Valverde Santos, também integra o Conselho de Administração do IPT e da Companhia Paulista de Eventos e Turismo – Cpetur (mas em novembro passado – data com as informações mais recentes publicadas no portal – ele não fora remunerado). Na soma, recebeu R$ 16 mil líquidos. Praticamente o mesmo que o governador.

Todos os dados integram o Portal da Transparência do governo paulista. Com estes salários, quem não se habilita a ser escravo do serviço público?

Da Redação
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