“O mar não está pra peixe! A conta não fecha! Estou na pindaíba! Meu bolso está furado! Estou tendo que apertar o cinto!”. Essas frases são distintas, mas são as mais comuns ditas pela população, quando a situação financeira não anda boa.
A crise econômica que assola o País certamente afetará o cotidiano dos brasileiros em 2016, obrigando as pessoas a cortarem na carne tudo o que possa encarecer a sua vida financeira neste momento. Da escola particular dos filhos até o plano de saúde, as despesas das famílias terão que ser reduzidas drasticamente. Aliás, esse período ruim tem ocasionado demissões em massa nas indústrias em geral, que acabam reduzindo o quadro de pessoal na hora do aperto financeiro, para diminuir os seus gastos. Além disso, há o fechamento de grandes empresas, provocando um efeito cascata nos prestadores de serviços, que também são obrigados a encerrar suas atividades.
Danos
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) apontam que o número de empregos com carteira assinada na Baixada Santista caiu pelo segundo ano consecutivo. Em 2015, foram fechados 15.704 postos. Ao longo dos últimos 12 meses, ocorreram 122.460 contratações contra 138.164 demissões. As demissões na Usiminas, em Cubatão, inicialmente com 1.800 trabalhadores dos 4.500 previstos para os primeiros meses de 2016 devem causar danos econômicos em todas as cidades da região.
Isso deverá diminuir a circulação de dinheiro nos Municípios, afetando indiretamente o comércio e a prestação de serviços, que também poderão desempregar em determinados setores. Essa onda de fechamento de vagas obriga grande parte dos trabalhadores a buscar alternativas de renda e muitos deles encontram na abertura de um pequeno negócio a saída para superar a perda do trabalho e recomeçar a sua vida profissional.
Oportunidade
Podem estar nestes milhares de demitidos, vários novos empreendedores que, em pouco tempo, poderão se tornar microempresários de sucesso. Basta que as prefeituras invistam em programas que estimulem a formalização de pequenas empresas de segmentos diversos, como comércio de roupas, alimentos e cosméticos, ramos da construção civil e prestação de serviços de baixo investimento.
A Prefeitura de Santos, por exemplo, aposta na sala do Empreendedor e no LicitaSantos. O primeiro conseguiu reduzir para oito dias o tempo médio de abertura de empresas de baixo risco. Já o segundo está ampliando a participação das empresas locais nos processos licitatórios do Município, dando mais chances de negócios aos empresários santistas.
Em breve e com poucos recursos, essas iniciativas estarão contribuindo para o crescimento econômico da Cidade, com o incentivo ao empreendedorismo e gerando mais postos de trabalho. É hora de arregaçar as mangas e enfrentar essa recessão, sem medo de conquistar novos horizontes.
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