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Opiniões

16 DE MARÇO DE 2016

Calvário compartilhado

Por: Da Redação

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A palavra calvário é religiosamente mencionada quando relatam a crucificação de Jesus. Na linguagem popular, diz-se quando passamos por um período de longo sofrimento ou martírio.

O termo serve para retratar o momento do Brasil, que há mais de dois anos sofre em virtude das crises econômica e política. Vivemos um período de estagnação e os empresários estrangeiros (e nacionais), que nos viam como o país do futuro, agora fogem daqui desesperadamente.

O brasileiro, por sua vez, vem sendo chicoteado num caminho sem fim. Faltam-lhe dinheiro e emprego e a incerteza sobre o que lhe reserva, pelo menos o faz, bravamente, demonstrar um sentimento há muito abandonado: a indignação.

Algoz
E o cidadão brasileiro espera que essa pesada cruz seja transferida para o cangote do seu algoz: Luiz Inácio “Lula” da Silva. Ele é, como disse, certa vez, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obana, “o cara”, aquele que, provavelmente, financiou um dos piores e mais corruptos governos que se viu neste pais.

O ex-presidente tem sido agora o alvo dos internautas, que inunda a web com postagens agressivas; e da justiça, ao ficar mais próximo das investigações da Lava-Jato, quando policiais federais o levaram, na semana passada, para depor sobre o desvio de dinheiro público para partidos diversos, políticos graúdos e executivos na Petrobrás.

Entenda-se essa operação: a justiça apura possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro praticados pelo ex-presidente. Evidências mostram que o esquema – além de beneficiar empresas, que enriqueceram às custas dos cofres da estatal, também favoreceu Lula, financiaram campanhas eleitorais e o caixa de sua agremiação política, o PT.

Contraste
Nesta fase, são investigados pagamentos feitos por construtoras beneficiadas no esquema Petrobras em favor do Instituto Lula e de sua empresa de palestras que ele faz ao redor do mundo, em razão de suspeitas levantadas pelos ingressos e saídas dos valores. A maior parte do dinheiro que entrou nas duas empresas ao longo de 2011 a 2014, segundo a justiça, veio de construtoras do esquema Petrobrás.

Enquanto a justiça apura se Lula tem culpa no cartório, o Brasil vive seu périplo econômico de andar para trás. Recentemente, agências de classificação de risco (que avaliam a capacidade de um país em honrar sua dívida) rebaixou a nota brasileira e tirou o selo de bom pagador.

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