A crise no Planalto acabou desembarcando no mar. Segundo informações da Clia Abremarl, a próxima temporada será bem enxuta em relação às anteriores. Apenas cinco navios de cruzeiros estão confirmados para navegarem pelo litoral (três da MSC e dois da Costa).
A Royal Caribbean, por exemplo, não irá operar em mares brasileiros. A companhia decidiu dar preferência aos roteiros que envolvem a Ásia e a Oceania. Outras embarcações foram deslocadas para a China, e outras ainda seguirão rumo ao Oriente Médio. Um dos navios da MSC fará a rota cubana – uma das novidades em passeios marítimos. Mesmo com o cenário nada promissor, a Costa optou em manter dois transatlânticos no Brasil. Um navio da NCL (Norwegian Cruise Line) também passará por aqui.
O parcelamento dos cruzeiros em até 10 vezes no cartão de crédito, bem como o congelamento do dólar em R$2,99, foram algumas das alternativas encontradas pelas armadoras, nesta última temporada para angariar passageiros e tentar driblar a crise do País. Descontos e gratuidade para terceiro e/ou quarto hóspedes, além de up grade nas cabines também foram outros recursos atrativos usados pelas companhias.
Vale lembrar que em 2010, praticamente no auge deste mercado, 20 navios chegaram a operar em águas brasileiras, entre embarque, desembarque e trânsito. A temporada 2016/2017 começa em novembro e termina em abril do próximo ano.
Rotas internacionais
Em relação aos cruzeiros internacionais, os dados apontam que, mesmo com a alta do dólar, e o desaquecimento da economia, houve um aumento significativo em relação ao número de viajantes em transatlânticos de lazer.
De acordo com a Abremar, cerca de 160 mil brasileiros navegam por ano no exterior. Lembrando que o Caribe foi o destino favorito escolhido pelos cruzeiristas.
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