Assim como ocorreu no último pleito santista, nove candidatos disputarão a principal cadeira do Palácio José Bonifácio este ano, conforme ficou definido nas convenções partidárias encerradas durante a semana. São eles: Carina Vitral (PCdoB), Débora Camilo (PSOL), Edgar Boturão (PROS), Genival Bezerra (PSDC), Hélio Hallite (PRTB), Luiz Xavier (PSTU), Marcelo Del Bosco Amaral (PPS), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e Paulo Schiff (PDT).
Magoados
Ao optar pelo nome do vereador tucano Sandoval Soares para ser o vice da sua chapa que buscará a reeleição, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) deixou sequelas incuráveis. Gente com sobrenome importante da Cidade que sonhava com a vaga de vice ficou magoada e promete se vingar na solidão da urna, especialmente os que gostam de ostentar títulos de nobreza fazendo uso de falsos brilhantes.
O campeão voltou
O marqueteiro Ricardo Mucci assumiu o comando da campanha à reeleição de Paulo Alexandre Barbosa. Em tempos olímpicos, vale lembrar que Mucci é pentacampeão na disputa pelo Paço José Bonifácio. Afinal, coordenou as duas campanhas vitoriosas de Beto Mansur, as duas de João Paulo Papa e a que elegeu Barbosa para seu primeiro mandato.
Esquadrão político
O vereador Antonio Carlos Banha Joaquim (PMDB) reuniu um experiente esquadrão político para ajudá-lo na disputa pela permanência na Câmara santista. O time será composto pelos ex-vereadores Mantovani Calejon,Tomas Soderberg, José Antonio Marques Almeida, o JAMA, e Carlos Eduardo Adegas. O desafio da equipe é fazer de Banha o candidato ao Legislativo mais votado do pleito.
Apostando no carisma
Apesar de não gozar do mesmo prestígio de eleições anteriores, o Partido dos Trabalhadores acredita ainda em suas forças em Santos. A aposta é que o carisma pessoal da ex-prefeita Telma de Souza garantirá sua eleição à Câmara e, de quebra, ainda favorecerá o ingresso de outro candidato da coligação. Quem viver, verá.
Demora
O PV de Santos acionou sua bancada nacional, por meio do deputado federal Mendes Thame, para reivindicar ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, a suspensão da exigência de apresentação, pelos candidatos, da Certidão de Antecedentes Criminais. O motivo: a demora na expedição do documento pelos fóruns pode inviabilizar candidaturas nesta eleição.
Demora II
Muitos candidatos também estão preocupados com a demora para obtenção do CNPJ que necessitam para dar início às campanhas.Isso porque o número do registro obrigatoriamente deve constar em todos os materiais destinados à publicidade. A preocupação decorre do fato de que, este ano, o período destinado à propaganda será de 45 dias, metade do tempo anterior.
Passo importante
O deputado federal João Paulo Papa (PSDB) comemorou, e muito, a sanção presidencial ao projeto de lei que cria o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento do Saneamento Básico, do qual foi relator. A partir de 2018, as empresas prestadoras de serviços públicos de saneamento poderão aumentar seus investimentos tendo, como contrapartida, a concessão de créditos para o pagamento de tributos.
Passo importante II
A nova lei estimulará a ampliação considerável dos investimentos neste setor, uma vez que empresas estaduais de água e esgoto recolhem ao Tesouro Nacional, todos os anos, cerca de R$ 4 bilhões de PIS/COFINS. Atualmente, embora o abastecimento de água atinja mais de 80% da população, apenas 48,6% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgotos.
Prêmio questionado
Cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral em abril passado e declarada inelegível até 2020, a ex-deputada estadual Vanessa Damo Orosco (PMDB) foi premiada em julho com o cargo de superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Estado de São Paulo. Com a cassação, o deputado Cássio Navarro (PMDB), de Praia Grande, suplente da legenda, herdou sua vaga.
Prêmio questionado II
O MPF, no entanto, quer saber qual é a experiência acumulada pela superintendente recém-empossada na área ambiental. Isso porque as agências reguladoras e empresas estatais exigem que seus dirigentes tenham experiência comprovada de, no mínimo, 10 anos na área de atuação da instituição.
Quem responde?
Será…
que os candidatos debutantes conseguirão ter alguma chance diante nas novas regras de financiamento e propaganda que passam a valer nesta eleição?
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