O que é bom para os EUA | Boqnews
9 de agosto de 2016

O que é bom para os EUA

Eduardo Gianetti, autor do livro Trópicos Utópicos, de 2016, tem razão. O Prestes tinha falado sobre isso. Os Brasileiros tem a mania de copiar tudo que os gringos ou outras nações fazem. São macacos, como dizem os Argentinos. Qualquer coisa que os norte-americanos fazem, então, imitamos. Qualquer dia veremos garotos mostrando as nádegas nas janelas dos automóveis como nos filmes de jovens da América do Norte.

O caso do Uber é sintomático. “Se os norte-americanos ganham dinheiro com isso, vamos copiar”. E se cria a Uber brasileira. E pagamos pros criadores ‘estaduzinenses’ pela cópia. Pois quem ganha grana mesmo, são eles… O aplicativo desembarcou no país e gerou conflitos em São Paulo, Minas, Rio, Santos e várias outras cidades e estados e criou uma batalha de liminares na justiça brasileira (?)… E virou manchete nos principais telejornais do país…

Os EUA são impressionantes. Se criarem, desculpem-me o termo chulo, “bostas cheirosas que dão lucro”, em pouco tempo os brasileiros imitarão. Vide exemplo do Facebook.

Não escrevo isso com sentimento de lutar contra o “imperialismo yanke”, até por que isso não existe. A esquerda brasileira há muito tempo é subserviente com a noção de tecnologias estrangeiras. A direita nem precisamos questionar, pois querem ser da Bolsa de Nova York. E todos, da esquerda à direita, querem ser os “Lobos de Wall Street”. A propósito, tenho amigos norteamericanos que sinto falta e o nosso país é um exemplo de amizade entre os povos. Mas nem tudo que vem dos EUA é bom para o nosso país, como muita coisa de nosso país não é bom para os EUA. Nossa economia capenga tem que todo o tempo se ajustar aos ditames norte-americanos ou europeus… Precisamos inverter isso. Mas culturalmente e espiritualmente sempre nos aproximamos e nos vinculamos… e somos internacionalistas sem saber…

A questão é que não conseguimos ser uma nação pois não sabemos ser originais e fazer do nosso modo. Se algum brasileiro criar algo inteligente os gringos compram…

Brasileiros vendem a alma pros gringos com muita facilidade. Até alteram leis nacionais pras suas conquistas…

SE O POKÉMON É BOM PRO JAPÃO…

Se o teatrólogo e dramaturgo brasileiro, Augusto Boal, fosse vivo e seu “Teatro do Oprimido” fosse reescrito, nós teríamos uma peça sobre a “Teoria da Dependência” diferente daquela em que o ator fica nu ao se retirar dele tudo o que usamos e pagamos de royalties aos donos estrangeiros das marcas e mercadorias. Ao invés da calça jeans, do tênis e do sabonete, talvez o Windows, a Apple ou uma Samsung como exemplos. Na prática ficaremos nus, pois todas essas tecnologias não nos pertencem… Por exemplo, escrevo em uma tecnologia gringa… um tablet coreano. Mas com deslize “antropófago oswaldiano”… pelo menos tento…

Vejam, a brasilidade só será conquistada quando não copiarmos e imitarmos modelos de nenhum país.

O Brasil tem e deve seguir seu próprio caminho. Ter vergonha por imitar pra ser brasileiro. Se descobrir como nação e se reinventar, mostrarmos ao planeta inteiro que somos uma nação.

Não queremos modelos externos. Queremos ser brasileiros. Com honestidade.

Sei que é difícil, mas…

Se me perguntarem se sou contra ou a favor do Uber direi que não sou contra nem a favor. Não sou dono de taxi e nem possuo automóvel de luxo ou uma lata velha para utilizar o aplicativo corporativo para trabalho. Mas como usuário, algum dia, talvez, utilize o Uber e dirão que escrevi isso e aquilo. Fazer o quê? É difícil lutar contra a invasão de mentes em busca de lucro… E, se no Brasil, já existe lei que aprovou esse aplicativo – na capital paulista por um “esquerdista”, vou fazer o quê?

E.T.: não vi a abertura das Olimpíadas do Rio, pois trabalhava. Mas muitos passageiros que viram me contaram, no dia seguinte, e enalteceram-na com um brilho nos olhos…
Se sentiram, por alguns minutos, culturalmente, BRASILEIROS.

Estranho esse sentimento.

….

Clóvis Duduka Monteiro, jornalista, ator, taxista autônomo e cidadão planetário.

Brasil obedece os outros países… que vergonha.
Tenham vergonha…

Clóvis Duduka Monteiro, Da Redação
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