A noite que a orla de Santos parou | Boqnews
A noite que a orla de Santos parou
No início da última semana, capitais como São Paulo, Goiânia e Rio de Janeiro tiveram as ruas tomadas pela população. População essa que colocou o direito de reivindicar em prática e caminhou nas principais avenidas para mostrar a insatisfação com os reajustes das tarifas do transporte coletivo.

Em São Paulo, cerca de 5 mil pessoas se reuniram no quarto dia de manifesto, segundo a Polícia Militar. As manifestações, organizadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), que defende melhorias no transporte público sem a participação da iniciativa privada, se espalhou por outras capitais e cidades brasileiras, como Santos.

Na última quinta (13), por volta das 17 horas, a Praça Mauá foi o primeiro local de encontro para os manifestos contra os preços do transporte público da Baixada Santista - embora Santos ainda não tenha passado por reajustes nas tarifas, o transporte metropolitano sofreu reajustes. 

Ao todo, estima-se que 300 pessoas se reuniram no primeiro dia. Guardas municipais e alguns policiais militares acompanharam a passeata, que foi pacífica. Os manifestantes seguiram para a Avenida São Francisco e no caminho fecharam as duas pistas do túnel. Durante a passeata, o grupo também invadiu a Câmara durante a sessão, que precisou ser suspensa. 

Para Mariana Ribeiro Prestes, que acompanhou toda a manifestação na quinta-feira, a princípio o local estava vazio, mas aos poucos o pessoal foi chegando. "Acredito que conseguimos reunir por volta de 500 pessoas. Até que enfim a cidade de Santos, que tem em sua história grandes lutas pela democracia, está acordando", ressalta.

"Estamos mostrando nossa indignação com tudo que esta acontecendo na Baixada Santista e em todo o Brasil", conclui Mariana, de 52 anos, tradutora de russo e filha do político Luiz Carlos Prestes.

No segundo dia de manifesto na Cidade, realizado na última sexta (14), o local de encontro foi na Praça da Independência no Gonzaga por volta também das 17 horas. Em pouco tempo, a orla foi bloqueada e a CET Santos aconselhou aos motoristas que evitassem a orla da praia da Avenida Ana Costa até o sentido José Menino. A orla literalmente parou.
No local, manifestantes seguiam gritando contra os abusos das empresas de ônibus, portando cartazes. No trajeto, os manifestantes podiam ouvir gritos a favor e contra a causa. 

Nos ônibus, todos parados ao longo da avenida pessoas gritavam indignadas a favor da manifestação, batendo palmas e outras gritavam contrariadas.

 "Nossa luta é pelo abuso que pagamos para utilizar o transporte público, ainda mais o metropolitano", ressaltou Felipe Fojo, formado em Logística de Transporte. 

"Quando vi o pessoal na manifestação, desci do meu prédio para participar e reinvindicar junto. Acredito nesta luta. Acho os valores do tranporte público um abuso", conta Adelma Matos.

De acordo com informações de policiais que acompanhavam a manifestação, tudo estava acontecendo de forma pacífica, assim como no primeiro dia. Porém, já no final do ato, algumas pessoas acabaram discutindo, gerando pequenos momentos de atenção. O momento mais tenso foi quando manifestantes obrigaram pessoas que portavam faixas de partidos políticos a baixarem, alegando não se tratar de um ato político. 

A organização do manifesto foi feito pelas redes sociais, por meio do Facebook, onde existe um evento criado que avisa tudo o que acontece. A manifestação de forma pacífica percorreu a avenida da praia, que ficou parada. Na divisa, os participantes, por meio de voto, decidiram voltar até a Praça da Independência, onde escolheriam mais um dia e local para realizar outro manifesto. 

Em nota oficial, a Prefeitura de Santos declarou que considera legítimo o direito dos manifestantes em relação ao protesto contra o aumento das passagens, mas deixa claro que ainda não houve reajuste na tarifa de transporte coletivo em Santos (R$ 2,90).

Guarujá
Outro manifesto está sendo organizado nas redes sociais, dessa vez em Guarujá, e está previsto para acontecer na segunda (17), às 17 horas, na Praça das Bandeiras. Com a frase Se a tarifa não abaixar, Guarujá vai parar!, o grupo recebeu, até o fechamento desta edição, mais de 150 confirmações para o manifesto.
14 de junho de 2013

A noite que a orla de Santos parou

No início da última semana, capitais como São Paulo, Goiânia e Rio de Janeiro tiveram as ruas tomadas pela população. População essa que colocou o direito de reivindicar em prática e caminhou nas principais avenidas para mostrar a insatisfação com os reajustes das tarifas do transporte coletivo.
Em São Paulo, cerca de 5 mil pessoas se reuniram no quarto dia de manifesto, segundo a Polícia Militar. As manifestações, organizadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), que defende melhorias no transporte público sem a participação da iniciativa privada, se espalhou por outras capitais e cidades brasileiras, como Santos.
Na última quinta (13), por volta das 17 horas, a Praça Mauá foi o primeiro local de encontro para os manifestos contra os preços do transporte público da Baixada Santista – embora Santos ainda não tenha passado por reajustes nas tarifas, o transporte metropolitano sofreu reajustes. 
Ao todo, estima-se que 300 pessoas se reuniram no primeiro dia. Guardas municipais e alguns policiais militares acompanharam a passeata, que foi pacífica. Os manifestantes seguiram para a Avenida São Francisco e no caminho fecharam as duas pistas do túnel. Durante a passeata, o grupo também invadiu a Câmara durante a sessão, que precisou ser suspensa. 
Para Mariana Ribeiro Prestes, que acompanhou toda a manifestação na quinta-feira, a princípio o local estava vazio, mas aos poucos o pessoal foi chegando. “Acredito que conseguimos reunir por volta de 500 pessoas. Até que enfim a cidade de Santos, que tem em sua história grandes lutas pela democracia, está acordando”, ressalta.
“Estamos mostrando nossa indignação com tudo que esta acontecendo na Baixada Santista e em todo o Brasil”, conclui Mariana, de 52 anos, tradutora de russo e filha do político Luiz Carlos Prestes.
No segundo dia de manifesto na Cidade, realizado na última sexta (14), o local de encontro foi na Praça da Independência no Gonzaga por volta também das 17 horas. Em pouco tempo, a orla foi bloqueada e a CET Santos aconselhou aos motoristas que evitassem a orla da praia da Avenida Ana Costa até o sentido José Menino. A orla literalmente parou.
No local, manifestantes seguiam gritando contra os abusos das empresas de ônibus, portando cartazes. No trajeto, os manifestantes podiam ouvir gritos a favor e contra a causa. 
Nos ônibus, todos parados ao longo da avenida pessoas gritavam indignadas a favor da manifestação, batendo palmas e outras gritavam contrariadas.
 “Nossa luta é pelo abuso que pagamos para utilizar o transporte público, ainda mais o metropolitano”, ressaltou Felipe Fojo, formado em Logística de Transporte. 
“Quando vi o pessoal na manifestação, desci do meu prédio para participar e reinvindicar junto. Acredito nesta luta. Acho os valores do tranporte público um abuso”, conta Adelma Matos.
De acordo com informações de policiais que acompanhavam a manifestação, tudo estava acontecendo de forma pacífica, assim como no primeiro dia. Porém, já no final do ato, algumas pessoas acabaram discutindo, gerando pequenos momentos de atenção. O momento mais tenso foi quando manifestantes obrigaram pessoas que portavam faixas de partidos políticos a baixarem, alegando não se tratar de um ato político. 
A organização do manifesto foi feito pelas redes sociais, por meio do Facebook, onde existe um evento criado que avisa tudo o que acontece. A manifestação de forma pacífica percorreu a avenida da praia, que ficou parada. Na divisa, os participantes, por meio de voto, decidiram voltar até a Praça da Independência, onde escolheriam mais um dia e local para realizar outro manifesto. 
Em nota oficial, a Prefeitura de Santos declarou que considera legítimo o direito dos manifestantes em relação ao protesto contra o aumento das passagens, mas deixa claro que ainda não houve reajuste na tarifa de transporte coletivo em Santos (R$ 2,90).
Guarujá
Outro manifesto está sendo organizado nas redes sociais, dessa vez em Guarujá, e está previsto para acontecer na segunda (17), às 17 horas, na Praça das Bandeiras. Com a frase Se a tarifa não abaixar, Guarujá vai parar!, o grupo recebeu, até o fechamento desta edição, mais de 150 confirmações para o manifesto.
Da Redação
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