Alckmin anuncia pacote de R$ 13,4 bi para concessões no setor de transporte | Boqnews
Foto: Douglas Luan
19 de novembro de 2015

Alckmin anuncia pacote de R$ 13,4 bi para concessões no setor de transporte

O governo separou o sistema de transportes intermunicipais rodoviário do Estado, que atinge 425 milhões de quilômetros, em cinco áreas a serem licitadas: Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Santos. Segundo Alckmin, o objetivo é modernizar a frota

O governo separou o sistema de transportes intermunicipais rodoviário do Estado, que atinge 425 milhões de quilômetros, em cinco áreas a serem licitadas: Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Santos. Segundo Alckmin, o objetivo é modernizar a frota

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), lançou nesta quinta-feira (19) um novo pacote para concessões de rodovias, aeroportos, metrô e para o sistema de ônibus intermunicipais no valor total de R$ 13,4 bilhões.

O governo espera gerar aproximadamente 280 mil empregos e incrementar o PIB do Estado em aproximadamente R$ 10,4 bilhões com o plano de concessões.

Os maiores investimentos devem acontecer em rodovias: R$ 10,5 bilhões. O Estado vai oferecer 2,2 mil quilômetros de vias, em quatro lotes que atravessam o Estado, boa parte formando corredores de ligação entre Minas Gerais e o Paraná. O objetivo é dar aos motoristas alternativas às rodovias federais, como a Regis Bittencourt. O prazo da concessão será de 30 anos.

O governo paulista também oferecerá ao setor privado a operação de cinco aeroportos para aviação executiva hoje feita pelo Estado. Os terminais, que serão licitados em um único lote, estão localizados em Bragança Paulista, Campinas, Jundiaí, Ubatuba e Itanhaém. Com prazo de 30 anos, a concessão deve atrair R$ 91,8 milhões em investimentos, sendo R$ 34,5 milhões nos primeiros quatro anos.

O governo separou o sistema de transportes intermunicipais rodoviário do Estado, que atinge 425 milhões de quilômetros, em cinco áreas a serem licitadas: Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Bauru e Santos. Segundo Alckmin, o objetivo é modernizar a frota, com serviço de wi-fi e ar-condicionado. O investimento previsto é de pelo menos R$ 2,6 bilhões. Cerca de 152,8 milhões de passageiros são atendidos por essas linhas ao ano.

Também está no pacote a concessão da operação da linha 5-lilás do metrô, que está em obras e tem entrega prevista para o final de 2017. A linha liga as estações do Capão Redondo e Adolfo Pinheiro, na zona sul de São Paulo. O investimento inicial será de R$ 200 milhões.

Com a ampliação da linha 5-lilás, o governo espera atender cerca de 780 mil usuários -atualmente, são 250 mil.

O decreto assinado nesta quinta pelo governador autoriza ainda o aprofundamento dos estudos para exploração da linha 5-lilás e da linha 17-ouro (monotrilho) em conjunto. “Há duas hipóteses para a concessão: a licitação poderá ser da linha 5 sozinha ou junto com a linha 17”, disse Alckmin. A linha 17-ouro vai interligar o aeroporto de Congonhas, na zona sul, e a linha 13-jade ao aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo o tucano, mais de 50% das obras das duas linhas já foram executadas.

Em julho, o governo tucano anunciou a concessão para a iniciativa privada da operação da linha 5-lilás do metrô. Essa parte do sistema metroviário tem atualmente 9,3 quilômetros de extensão. Em processo de expansão desde 2009, a linha deve ganhar até 2018 mais 11,5 km, com dez novas estações e terminando na estação chácara Klabin, em interligação com a linha 2- verde.

Atualmente, só uma das cinco linhas do metrô de São Paulo tem operação privada: a linha 4-amarela, que liga a Luz, no centro, ao Butantã, na zona oeste. As demais linhas são administradas pelo Estado.

A futura linha 6-laranja do metrô, entre a Brasilândia, zona norte, e a estação São Joaquim, centro, também está sendo feita em regime de PPP (parceria Público Privada).

Da Redação
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