Triste realidade

Baixada Santista perde quase 2 mil postos de trabalho apenas neste ano

A despeito do crescimento de vagas no País, a Baixada Santista tem registrado déficit de vagas. Até maio, foram quase 2 mil empregos formais que desapareceram.

27 de junho de 2019 - 17:06

Da Redação

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(Atualizado às 12h10 desta sexta em razão dos dados do Ministério do Trabalho terem sido atualizados)

A despeito do Governo Federal anunciar o aumento na oferta de vagas de empregos no País, com quase 32 mil empregos como superávit entre admissões e demissões, a Baixada Santista tem sofrido com a redução nas oportunidades de vagas.

Dados (as informações detalhadas por municípios  estão disponíveis no Caged, do Ministério do Trabalho) revelam que somente nos cinco primeiros meses de 2019 foram 1887 vagas de déficit.

Até abril, este número acumulado era de 957 vagas fechadas.

Ou seja, em um mês, o déficit de oferta de vagas com carteira assinada chegou a 930. Praticamente o dobro.

Ao todo, foram 46.586 admissões contra 48.473 demissões no período.

A diferença de oferta de vagas equivale a quase 60% do total de oportunidades excedentes criadas ao longo de todo o ano passado na Baixada Santista.

Os números chamam a atenção, pois o País teve um superávit de quase 326 mil oportunidades no mesmo período neste ano.

Por sua vez, São Paulo correspondeu a 132.624 deste montante – 40% do total de empregos acrescidos.

 

Desemprego

Cada vez menos pessoas têm conseguido registro de emprego na região. Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Por cidades

Das 9 cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista, apenas 3 tiveram superávit em vagas nos primeiros meses de 2019.

São os casos de Cubatão (saldo de 255 vagas), Praia Grande (saldo de 372) e Mongaguá (positivo com 45).

Destas, porém, apenas Mongaguá ampliou a diferença em relação ao total de vagas acumuladas no mês anterior (eram 29 de saldo em abril).

Novamente, a pior situação ocorre em Guarujá, com o um déficit entre admissões e desligamentos de 919 vagas, seguido por Santos, com 794 vagas a menos e Bertioga, com 482 empregos como saldo negativo.

Em 2018

 

Em 2018, o superávit de vagas na Baixada Santista (entre admissões e demissões) foi de 3.332 empregos.

Santos registrou um superávit de 1.842 vagas, seguido por Praia Grande, com 625, e Cubatão, com 559.

Por outro lado, Guarujá foi a cidade que mais sentiu a redução de vagas em 2018, com 427 empregos perdidos no saldo, seguida por São Vicente, com 148.

A situação, porém, se mantém nestes primeiros meses de 2019.

Vale lembrar que estes dados referem-se apenas aos trabalhadores com carteiras assinadas.

 

 

Situação dos empregos formais na Baixada Santista

(janeiro a abril/19)

 

Bertioga:  – 482 vagas   (1.484 admissões e 1.966 demissões)

Cubatão:  + 255 vagas (4.327 admissões e 4.072 demissões)

Guarujá:  – 919 vagas (5.090 admissões e 6.009 demissões)

Itanhaém: – 44 vagas (1.636 admissões e 1.680 demissões)

Mongaguá: + 45 vagas (1.007 admissões e 962 demissões)

Peruíbe: – 100 vagas (1.120 admissões e 1.220 demissões)

Praia Grande: + 372 vagas (6.371 admissões e 5.999 demissões)

Santos: – 794 vagas (21.228 admissões e 22.022 demissões)

São Vicente: – 220 vagas (4.323 admissões e 4.543 demissões)

Total:   – 1.887 vagas (46.586 admissões e 48.473 demissões)

 

Fonte: Caged – MTE

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