Mais recursos

08 DE OUTUBRO DE 2021

Câmara de Santos aprova aditamento de R$ 6 milhões para a CET

Câmara de Santos aprovou R$ 6 milhões para repasse à CET, totalizando R$ 30 milhões neste ano. Objetivo é pagar impostos e equilibrar gastos

Por: Fernando De Maria

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A Câmara de Santos aprovou um incremento no valor de R$ 6 milhões no repasse de recursos da Prefeitura para a CET – Santos.

As verbas, aprovadas pelos vereadores, servirão para a operação e fiscalização de trânsito e projetos e obras de modernização e sinalização viária, divididos de forma equânime.

Em entrevista ao Jornal Enfoque – Manhã de Notícias desta quinta (8), o presidente da CET, Antonio Carlos Gonçalves, salientou que o repasse servirá para ajustar os gastos da empresa.

Ele concedeu entrevista ao jornalista Francisco La Scala Jr.

No ano passado, a Prefeitura repassou R$ 27 milhões para a CET (R$ 24 milhões e outros R$ 3 milhões complementares).

No entanto, a reserva de recursos para este ano chegou a R$ 24 milhões.

“Portanto, já estamos defasados em, pelo menos, R$ 3 milhões”, revela.

O valor adicional seria para evitar atrasos em pagamentos, especialmente de impostos.

Gonçalves diz que o repasse para 2022 já está ajustado para R$ 30 milhões.

No entanto, um valor suplementar deverá ser feito no final do próximo ano, em razão do reajuste salarial dos 540 funcionários da empresa.

“O índice será o mesmo repassado aos servidores municipais”, salienta.

A previsão é um repasse aproximado de cerca de 7% (índice que pode ser alterado) no orçamento.

O presidente da CET também destacou a necessidade de reformulação na estrutura da empresa, onde existem mais funcionários administrativos que operacionais.

“A pirâmide está invertida”, reconhece.

Assim, o prejuízo acumulado da CET chega a R$ 55 milhões (dados até o final de dezembro passado).

Em 2021, a CET fechou com déficit de R$ 1,4 milhão.

Subsídio

Gonçalves também falou sobre o subsídio concedido à empresa concessionária no valor de R$ 800 mil mensais até o final do ano.

Por sua vez, a empresa, por sua vez, queria um repasse de R$ 1 milhão/mês.

Ou seja, o subsídio chega a R$ 0,80 por passageiro, em média.

“Dificilmente a gente vai sair disso”, explica.

Além disso, o orçamento entregue pela Prefeitura à Câmara prevê repasse de R$ 9,8 milhões (R$ 800 mil mensais) à empresa pela subvenção à tarifa, hoje de R$ 4,65.

“Esta negociação já vai começar em janeiro do próximo ano”.

 

Portanto, as razões decorrem da queda de passageiros – eram 3,2 milhões antes da pandemia, caiu para 1 milhão no ano passado e atualmente está em 1,7 milhão, atingindo o contrato entre a empresa e a CET.

Além disso, há o impacto dos aplicativos no cotidiano e arrecadação, refletindo no valor tarifário.

Em abril, acabará o atual contrato entre a empresa e a Prefeitura, o que demandará uma nova licitação.

 

Obras avançam na Rua Campos Melo e provocam queixas de moradores e comerciantes. Foto: Nando Santos / Arquivo

VLT 

O avanço da segunda fase do VLT também foi alvo de indagações de internautas, que criticaram a falta de comunicação, fato negado por Gonçalves.

Além disso, ele cita como exemplo a criação de 85 vagas de estacionamento ao longo da Rua Campos Mello, do lado esquerdo.

“A princípio o projeto não previa qualquer vaga ao longo da via. Conseguimos acertar esta quantidade para facilitar o estacionamento”, destaca.

Atualmente, as obras ocorrem na Rua Campos Mello para reformulação das galerias pluviais.

Ele também explicou que a empresa está fazendo estudos para alterar algumas linhas de ônibus municipais com a entrada em vigor da segunda fase do VLT.

“Algumas linhas intermunicipais fazem o mesmo trajeto de outras municipais”, enfatiza.

Assim, Gonçalves lamentou que a proposta entre EMTU e a empreiteira Queiroz Galvão não prevê o enterramento da fiação, que prosseguirá sendo aérea.

“Infelizmente, isso não será possível, pois não foi previsto no contrato”, lamenta.

Semáforos intermitentes

Dessa forma, o presidente também falou dos problemas nos semáforos intermitentes em razão das chuvas.

Assim, na semana passada,  30 pontos amanheceram intermitentes.

Santos tem 430 cruzamentos semafóricos – ou seja, 7% deles ficaram inoperantes em um único dia.

Além disso, o motivo deste problema em dias chuvosos decorre da entrada de água nas caixas enterradas no solo.

“Estamos colocando luvas de gel para evitar que isso ocorra”, destaca.

Portanto, a verba aprovada pela Câmara também tem este objetivo.

Outros temas

Assim, Gonçalves também falou sobre o programa Faixa Viva, que voltará com força na orla da praia durante a temporada.

Além disso, o plano de reformulação de toda a sinalização horizontal e vertical do Município.

E ainda: multas, fiscalização de trânsito pelas câmeras do CCO – Centro de Controle Operacional e a obrigação de colocação álcool em gel nos ônibus, algo que não ocorre em boa parte dos veículos municipais até hoje, após mais de 18 meses do início da pandemia.

 

Confira o programa completo

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