Com iminência de viver uma epidemia, Santos anuncia ações contra dengue; cidades da Baixada também | Boqnews
Com iminência de viver uma epidemia, Santos anuncia ações contra dengue; cidades da Baixada também
Ao ler o título desta reportagem o leitor pode até pensar que essa é uma notícia velha, algo que acontece todos os anos. Desta vez, não. Autoridades de toda a Baixada Santista demonstram preocupação e buscam alternativas para o aumento crescente no número de casos de dengue nas últimas semanas. Santos está na  iminência de uma epidemia da doença. Novamente.

E o fato que mais preocupa os especialistas é que  o período de pico nos registros da doença acontece justamente nos meses de março e abril (quando as chuvas se intensificam e, junto com elas, o calor, fatores primordiais para a proliferação do mosquito transmissor). Soma-se a isso o fato do tipo 4 da dengue estar presente na região. Uma variação da doença que poucas pessoas contraíram.

Por estes motivos, as administrações municipais correm contra o tempo para minimizar o problema. Santos lançou, na última semana, o Plano de Mobilização, que envolverá diversas esferas do Poder Público e da sociedade para não que o cenário de 2010 não se repita, quando houve a última epidemia. Naquele ano, oficialmente, mais de 8 mil pessoas foram infectadas e 23 morreram. Em 2013, dobrou o número de casos em relação ao ano passado. A maior incidência está no bairro do Macuco. 

Alerta - O secretário de Saúde do Município, Marcos Calvo, fez a apresentação do plano na última quarta-feira (27). Ele apresentou os números da doença na Cidade (ver quadro na página ao lado) e explicou que, neste ano, já foram registrados casos graves, mas os pacientes não tiveram complicações. 

"O fato que a se a pessoa tem um tipo de dengue ela está imunizada para aquele vírus, funciona como vacina. Se tivermos um novo tipo de vírus, há mais pessoas suscetíveis. Toda uma população que pode pegar a doença novamente de forma mais grave", afirma.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, é considerado o estado de epidemia em um município com mais de 250 mil habitantes quando há 100 casos para cada 100 mil habitantes. "Somando os 216 casos dos dois primeiros meses deste ano com os 88 casos do segundo semestre de 2012 chegamos a 304 casos. Do ponto de vista técnico, não estamos em estado epidêmico, mas estaremos em breve". Isso ocorrerá com 420 casos confirmados.

Ações - O objetivo do plano é juntar três principais questões, destaca o secretário: o controle do vetor, o melhor tratamento ao doente e a educação e orientação aos moradores. 

O monitoramento dos pontos considerados estratégicos (escolas, equipamentos públicos, ferros-velhos e borracharias será feito de forma efetiva. "Temos mais de 170 agentes na rua fazendo esse acompanhamento bem próximo". 

Um trabalho que tem sido feito desde o ano passado e é intensificado agora é o controle do mosquito por geoprocessamento. "Há uma empresa contratada pela prefeitura que tem 438 armadilhas, dispostas a cada 200 metros e, a cada semana, elas são monitoradas para identificar a presença do mosquito", conta Marcos Calvo.

Destas armadilhas, é gerado um mapeamento completo da Cidade, com os pontos mais críticos. Esse levantamento será divulgado semanalmente no Diário Oficial. Também serão distribuídos cartazes, panfletos, além de publicidade na mídia e um vídeo institucional protagonizado pelo jogador Neymar. 

A Fundação Lusíada (Unilus) servirá como base para que sejam feitos exames mais precisos para diagnosticar o tipo de dengue que a pessoa contraiu e a melhor forma de tratá-lo. O acompanhamento àqueles que contraíram o vírus também será feito de forma mais incisiva, com telefonemas para monitorar a evolução da doença. Além disso, o Creci será acionado para colaborar na questão dos imóveis fechados. 

Outra ação é comandada pelo médico infectologista Marcos Caseiro. Ele comanda debates na internet e orienta os agentes que fazem o serviço. "Dengue é uma doença viral e não há medicação específica a ela. É uma doença que depende do organismo produzir os anti-corpos. Não existe antibiótico ou anti-viral". Ele lembra que o período mais grave  acontece entre o quarto e o sétimo dia após o início do período febril. 

Notificações - O chefe da seção de Controle de Vetores da Secretaria de Saúde de Santos, Marcelo Brenna do Amaral, destaca que a área portuária tem sido vistoriada com frequência.  "Fazemos um trabalho mais intenso, além da questão do monitoramento das armadilhas e ações imediatas onde o caso está acontecendo". Todos os imóveis especiais são vistoriados mensalmente.

Ele ainda destaca que ainda há resistência por parte de alguns moradores à visita dos agentes. Muitas vezes, eles só fazem a vistoria com notificações. "Digo com franqueza: usamos com mais frequência que gostaria. A maior parte do caso resolvemos com a notificação". Brenna lembra que ainda algumas pessoas pensam que o problema "é do vizinho". "Cada um tem que fazer sua parte", destaca. 

Secretário de Saúde anuncia ações de combate ao mosquito transmissor: evolução da doença preocupa autoridades
Secretário de Saúde anuncia ações de combate ao mosquito transmissor: evolução da doença preocupa autoridades



Região em alerta com a doença

As demais cidades da Baixada Santista também registraram aumento no número de notificações e registros de casos de dengue. Por isso, intensificam o combate à doença.

Depois de Santos, o município com mais pessoas infectadas  é Guarujá: 114 nos dois primeiros meses do ano - nenhuma delas do tipo 4, o mais grave. Enseada, Morrinhos e Cachoeira são as regiões com maior incidência.

A Secretaria de Saúde do município mantém ações constantes, com objetivo de monitorar o vírus circulante, favorecendo o controle e a diminuição da letalidade da doença. Atividade de pesquisa larvária, intensificação das ações de campo na área de maior infestação, ações educativas, vistoria, divulgação, monitoramento e investigação são algumas atividades.

Em Praia Grande, mais 101 casos foram confirmados até o momento. No mesmo período do ano passado, foram sete. A pasta de Saúde do Município destaca que o quadro, porém, está sob controle já que, no comparativo com o último período epidêmico, em 2010, nos dois primeiros meses do ano, mais de mil casos haviam sido registrados.   

Mesmo assim, as autoridades do município aumentam as ações de combate ao mosquito. Além de novos veículos, foram adquiridas máquinas para nebulização e roupas especiais, além de investimento na atualização de seus profissionais. Na próxima semana, os trabalhos de Bloqueio de Nebulização, conhecidos popularmente como fumacê, acontecerão nos bairros mais críticos: Caieras, Quietude e Esmeralda, e na sequência será estendida aos demais bairros do município.

São Vicente tem 50 casos de dengue confirmados. Em 2012, a Cidade registrou 298 casos e em 2011,  32. A Secretaria da Saúde do município está viabilizando um plano de enfrentamento nos setores de Atenção Básica e de Urgência e Emergência, que visa ampliar a identificação dos casos suspeitos e intensificar as ações de prevenção.

Já Cubatão registrou 41 casos e 436 estão esperando confirmação. Ano passado, no mesmo período, foram apenas oito. Em 2010, ano epidêmico, a cidade teve 2.003 pessoas infectadas. O município também estuda ações para intensificar o combate ao mosquito Aedes Aegypti.    
1 de março de 2013

Com iminência de viver uma epidemia, Santos anuncia ações contra dengue; cidades da Baixada também

Ao ler o título desta reportagem o leitor pode até pensar que essa é uma notícia velha, algo que acontece todos os anos. Desta vez, não. Autoridades de toda a Baixada Santista demonstram preocupação e buscam alternativas para o aumento crescente no número de casos de dengue nas últimas semanas. Santos está na  iminência de uma epidemia da doença. Novamente.
E o fato que mais preocupa os especialistas é que  o período de pico nos registros da doença acontece justamente nos meses de março e abril (quando as chuvas se intensificam e, junto com elas, o calor, fatores primordiais para a proliferação do mosquito transmissor). Soma-se a isso o fato do tipo 4 da dengue estar presente na região. Uma variação da doença que poucas pessoas contraíram.
Por estes motivos, as administrações municipais correm contra o tempo para minimizar o problema. Santos lançou, na última semana, o Plano de Mobilização, que envolverá diversas esferas do Poder Público e da sociedade para não que o cenário de 2010 não se repita, quando houve a última epidemia. Naquele ano, oficialmente, mais de 8 mil pessoas foram infectadas e 23 morreram. Em 2013, dobrou o número de casos em relação ao ano passado. A maior incidência está no bairro do Macuco. 
Alerta – O secretário de Saúde do Município, Marcos Calvo, fez a apresentação do plano na última quarta-feira (27). Ele apresentou os números da doença na Cidade (ver quadro na página ao lado) e explicou que, neste ano, já foram registrados casos graves, mas os pacientes não tiveram complicações. 
“O fato que a se a pessoa tem um tipo de dengue ela está imunizada para aquele vírus, funciona como vacina. Se tivermos um novo tipo de vírus, há mais pessoas suscetíveis. Toda uma população que pode pegar a doença novamente de forma mais grave”, afirma.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, é considerado o estado de epidemia em um município com mais de 250 mil habitantes quando há 100 casos para cada 100 mil habitantes. “Somando os 216 casos dos dois primeiros meses deste ano com os 88 casos do segundo semestre de 2012 chegamos a 304 casos. Do ponto de vista técnico, não estamos em estado epidêmico, mas estaremos em breve”. Isso ocorrerá com 420 casos confirmados.
Ações – O objetivo do plano é juntar três principais questões, destaca o secretário: o controle do vetor, o melhor tratamento ao doente e a educação e orientação aos moradores. 
O monitoramento dos pontos considerados estratégicos (escolas, equipamentos públicos, ferros-velhos e borracharias será feito de forma efetiva. “Temos mais de 170 agentes na rua fazendo esse acompanhamento bem próximo”. 
Um trabalho que tem sido feito desde o ano passado e é intensificado agora é o controle do mosquito por geoprocessamento. “Há uma empresa contratada pela prefeitura que tem 438 armadilhas, dispostas a cada 200 metros e, a cada semana, elas são monitoradas para identificar a presença do mosquito”, conta Marcos Calvo.
Destas armadilhas, é gerado um mapeamento completo da Cidade, com os pontos mais críticos. Esse levantamento será divulgado semanalmente no Diário Oficial. Também serão distribuídos cartazes, panfletos, além de publicidade na mídia e um vídeo institucional protagonizado pelo jogador Neymar. 
A Fundação Lusíada (Unilus) servirá como base para que sejam feitos exames mais precisos para diagnosticar o tipo de dengue que a pessoa contraiu e a melhor forma de tratá-lo. O acompanhamento àqueles que contraíram o vírus também será feito de forma mais incisiva, com telefonemas para monitorar a evolução da doença. Além disso, o Creci será acionado para colaborar na questão dos imóveis fechados. 
Outra ação é comandada pelo médico infectologista Marcos Caseiro. Ele comanda debates na internet e orienta os agentes que fazem o serviço. “Dengue é uma doença viral e não há medicação específica a ela. É uma doença que depende do organismo produzir os anti-corpos. Não existe antibiótico ou anti-viral”. Ele lembra que o período mais grave  acontece entre o quarto e o sétimo dia após o início do período febril. 
Notificações – O chefe da seção de Controle de Vetores da Secretaria de Saúde de Santos, Marcelo Brenna do Amaral, destaca que a área portuária tem sido vistoriada com frequência.  “Fazemos um trabalho mais intenso, além da questão do monitoramento das armadilhas e ações imediatas onde o caso está acontecendo”. Todos os imóveis especiais são vistoriados mensalmente.
Ele ainda destaca que ainda há resistência por parte de alguns moradores à visita dos agentes. Muitas vezes, eles só fazem a vistoria com notificações. “Digo com franqueza: usamos com mais frequência que gostaria. A maior parte do caso resolvemos com a notificação”. Brenna lembra que ainda algumas pessoas pensam que o problema “é do vizinho”. “Cada um tem que fazer sua parte”, destaca. 
Secretário de Saúde anuncia ações de combate ao mosquito transmissor: evolução da doença preocupa autoridades
Secretário de Saúde anuncia ações de combate ao mosquito transmissor: evolução da doença preocupa autoridades
Região em alerta com a doença
As demais cidades da Baixada Santista também registraram aumento no número de notificações e registros de casos de dengue. Por isso, intensificam o combate à doença.
Depois de Santos, o município com mais pessoas infectadas  é Guarujá: 114 nos dois primeiros meses do ano – nenhuma delas do tipo 4, o mais grave. Enseada, Morrinhos e Cachoeira são as regiões com maior incidência.
A Secretaria de Saúde do município mantém ações constantes, com objetivo de monitorar o vírus circulante, favorecendo o controle e a diminuição da letalidade da doença. Atividade de pesquisa larvária, intensificação das ações de campo na área de maior infestação, ações educativas, vistoria, divulgação, monitoramento e investigação são algumas atividades.
Em Praia Grande, mais 101 casos foram confirmados até o momento. No mesmo período do ano passado, foram sete. A pasta de Saúde do Município destaca que o quadro, porém, está sob controle já que, no comparativo com o último período epidêmico, em 2010, nos dois primeiros meses do ano, mais de mil casos haviam sido registrados.   
Mesmo assim, as autoridades do município aumentam as ações de combate ao mosquito. Além de novos veículos, foram adquiridas máquinas para nebulização e roupas especiais, além de investimento na atualização de seus profissionais. Na próxima semana, os trabalhos de Bloqueio de Nebulização, conhecidos popularmente como fumacê, acontecerão nos bairros mais críticos: Caieras, Quietude e Esmeralda, e na sequência será estendida aos demais bairros do município.
São Vicente tem 50 casos de dengue confirmados. Em 2012, a Cidade registrou 298 casos e em 2011,  32. A Secretaria da Saúde do município está viabilizando um plano de enfrentamento nos setores de Atenção Básica e de Urgência e Emergência, que visa ampliar a identificação dos casos suspeitos e intensificar as ações de prevenção.
Já Cubatão registrou 41 casos e 436 estão esperando confirmação. Ano passado, no mesmo período, foram apenas oito. Em 2010, ano epidêmico, a cidade teve 2.003 pessoas infectadas. O município também estuda ações para intensificar o combate ao mosquito Aedes Aegypti.    
Da Redação
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