Com alta de juros, donos de imóveis usados viram ‘bancos’ particulares | Boqnews

Financiamento

23 DE MAIO DE 2022

Com alta de juros, donos de imóveis usados viram ‘bancos’ particulares

Presidente do Creci SP, José Augusto Viana Neto, destacou que em razão da elevação dos juros, proprietários de imóveis estão fazendo o papel dos bancos.

Por: Da Redação

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Em virtude da alta de juros cobrada pelos bancos, uma nova tendência tem ocorrido no mercado imobiliário.

Assim, os próprios donos de imóveis estão financiando a maior parte dos imóveis usados que foram vendidos em abril nas cidades da Baixada Santista.

Ou seja, de cada 100 imóveis usados vendidos em abril na região, 43 das casas e apartamentos foram comercializadas desta forma.

Apenas 20% tiveram vendas por meio de financiamentos bancários.

E outros 35% foram adquiridos à vista.

Os consórcios responderam por meros 1,67%  das vendas.

Os dados fazem parte da pesquisa feita pelo Creci SP com 98 imobiliários e corretores de Santos e outras sete cidades da região em abril passado.

“Financiar, no caso, significa o parcelamento do pagamento do valor do imóvel diretamente do comprador, às próprias custas dos proprietários”, salienta o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo, José Augusto Viana Neto.

Assim, tal acordo ocorre por meio de contrato particular de compra e venda, devidamente registrado em cartório e de forma legal.

Parcelas

Ou seja, o comprador paga parte do imóvel adquirido – cerca de 60% a 70% do total – ficando o restante (40% a 30%) acordado para financiamento entre as partes – com pagamento direto entre comprador e vendedor.

“A garantia do pagamento é o próprio imóvel”, salienta Viana Neto.

Isso ocorre, pois alguns potenciais compradores têm interesse em adquirir o imóvel, mas não dispõem dos recursos necessários para fazê-lo.

Assim, os compradores garantem um sinal e ficam responsáveis em pagar a diferença em parcelas que duram, no máximo, 36 meses (3 anos), com taxas menores que as praticadas pelos bancos muitas vezes.

“Como muitos compradores não têm acesso ao financiamento, por limitações de renda e exigências bancárias, os vendedores se vêm forçados a assumir um papel que não lhes caberia”, salienta.

Viana Neto participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias de hoje (23), onde falou sobre o mercado imobiliário regional.

Presidente do Creci SP, José Augusto Viana Neto, participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias onde falou sobre o atual cenário do mercado imobiliário na Baixadas Santista. Foto Carla Nascimento.

Segundo ele, em razão da elevação da taxa Selic, os bancos reajustaram seus índices, impossibilitando o acesso de consumidores na aquisição dos bens.

No entanto, por decisão do Banco Central, 65% dos valores aplicados na poupança devem ser destinados ao financiamento imobiliário.

“Assim, os bancos são obrigados a baixar as taxas para cumprir a determinação do Banco Central, sob o risco de pagarem multas”, salienta.

Dessa forma, embora a taxa Selic esteja atualmente em 12,75%, as taxas para financiamento bancário superam 8%, dependendo do banco, do valor financiado e outros fatores.

“A Selic pode estourar, mas os bancos não vão acompanhar a taxa de juros”, diz.

Condomínios

Viana Neto também comentou sobre  como os valores dos condomínios afetam as vendas.

Dessa forma, a alta deve-se principalmente nas edificações de classes média e média-alta que têm investido em segurança,  encarecendo os custos condominiais.

Ele também falou sobre os prós e contras na aquisição de bens arrematados em leilão, que exige conhecimento e visão apurada.

“Adquirir um imóvel em leilão é para profissionais experientes”, enfatiza.

“Já vi muitos profissionais terem prejuízo ao adquirirem um bem leiloado”, acrescenta.

Ele falou também sobre fatores que ajudam na valorização e desvalorização dos imóveis, como obras e violência, respectivamente.

Locação residencial

Assim, a locação de residências em abril na região registrou uma queda de 13,96%, conforme a pesquisa do Creci.

Dessa forma, eles alugaram mais apartamentos (71,43%) que casas (28,57%).

Mais da metade dos imóveis alugados (51,72%) tem aluguel mensal de até R$ 1.750,00.

Portanto, eles se distribuem por bairros de regiões nobres (38,89%), periferia (37,5%) e de áreas próximas ao Centro (23,61%).

Assim, o padrão construtivo médio ocorre na maioria desses imóveis (63,46%).

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