Confira histórias de casais de diferentes idades, que se conheceram na escola, museus ou mesmo em baladas e estão juntos até hoje | Boqnews
Confira histórias de casais de diferentes idades, que se conheceram na escola, museus ou mesmo em baladas e estão juntos até hoje
Alguns casais se conhecem ainda jovens e passam por todas as fases da vida juntos. Outros apenas vivem etapas juntos, seja enquanto jovens, adultos ou as pessoas da melhor da idade. Não existe limite para namorar e amar. Os relacionamentos apenas mudam a cada etapa da vida. 

"Acho muito importante enfatizar que o namoro em qualquer idade é o momento das pessoas se conhecerem. Creio que nos dias de hoje o namoro está quase em extinção e quando falo namoro estou falando de pequenos gestos, de carinho e cuidado. O beijo é um aspecto muito importante do namoro e percebo que as pessoas durante o namoro estão discutindo tantas regras, tomando tantas decisões e controlando-se mutuamente que acabam não tendo tempo para apenas namorar, encontrar-se, sentir saudades, reencontrar-se. Sentir a emoção de esperar e conquistar", ressalta a psicóloga, especializada em sexualidade, Márcia Atik, colaboradora do jornal Boqnews.

Na juventude
Para ela, os namoricos de adolescentes são necessários para que moças e rapazes começam a se perceber como seres desejosos e desejáveis, portanto tal iniciativa é vista como um aspecto do desenvolvimento psicológico e sexual.

Para a terapeuta, o namoro deve evoluir em comprometimento na mesma medida em que o jovem pode assumir e ser responsável pelos seus atos. "Os jovens acham que tudo na vida deles é para sempre e um único perigo é encararem o namoro adolescente com uma responsabilidade adulta. O que faz com que os sentimentos e afetos fiquem exaltados e por não estarem ainda amadurecidos para essa intensidade podem se perder nesse amor louco", ressalta

"Não acho que essas brincadeirinhas de namorar enquanto crianças seja necessária, mas infelizmente vemos pais que acabam estimulando crianças a precocemente verem nos seus amiguinhos uma possibilidade de namoro, ao invés de apenas companheiros de brincadeiras", relata.

Na Terceira Idade
Por outro lado, para Márcia Atik, a capacidade de amar e namorar naquilo que o namoro traz de benefícios é importante sempre. "Não há idade limite para se pendurar as chuteiras", brinca. "Mas devem ser namoros em que as trocas sejam a tônica e nessa troca o companheirismo é o que alimenta a alma e tudo o que nos enriquece é saudável e necessário", completa.


Eternos namorados

O casal Ruth da Silva Bueno e Joaquim Bueno refletem no olhar o verdadeiro significado do amor. Durante um passeio no Sesc, na tarde de quinta-feira (6), ao serem perguntados se eram namorados ou casados a resposta foi unânime: "Somos eternos namorados! Estamos há 60 anos juntos. 57 casados e 3 de namoro", contam. 

Os dois, mesmo com o caminhar lento pela idade - ela está com 81 e ele com 84 anos -  relatam que nunca perderam o carinho e a vontade de estar juntos. "Estamos sempre nos conquistando e nunca brigamos. Acho que o segredo é que cada um ceder na hora certa. Nossos filhos, por exemplo, nunca nos viram elevar a voz. É assim que somos", conta Ruth. 
Os dois são da Capital e se conheceram em um museu em São Paulo. 

"Começamos a conversar um dia e depois passamos a nos encontrar todas as tardes no museu. Ficamos três anos namorando para depois casar e nunca mais nos separarmos", conta. 

"Em todo este tempo, nada mudou. O sentimento é o mesmo, o amor é igual a quando nos conhecemos... pelo menos para mim. Você tem algo a falar?", pergunta Ruth ao marido. Ele, por sua vez, olha, dá uma risada e diz "Nada mudou mesmo".  



Eliana Fraccaroli e Nilton Vaz (seis meses juntos)

Viúvos, os dois até acharam que não encontrariam mais alguém, porém, por intermédio de amigos, se conheceram e começaram a dançar juntos. Estão prestes a completar seis meses de namoro. "É uma delícia reaprender a namorar. Traz uma alegria e tanto", conta Eliana. Os dois já ultrapassaram os 60 anos. "Temos muito carinho, respeito e amor, além de cumplicidade, afinal passamos pelas mesmas situações. Estamos refazendo as nossas vidas juntos", conta. Cada um na sua casa, os dois se encontram aos finais de semana e também durante a semana para fazer passeios, encontrar amigos ou simplesmente namorar... 

Renata Sobreira e  Mateus Xavier (3 anos e 1 mês juntos)

Na quinta-feira (6), o casal completou três anos e um mês - como gostam de frisar. "Fomos apresentados ainda no colégio, mas só depois que ela foi passar um tempo com a mãe no EUA que começamos a ficar juntos. Falávamos todos os dias pelo Skype, quando ela estava viajando, e um dia ela e a mãe, que ainda mora lá, me convidaram para ir aos EUA... Fui e depois disso não nos separamos mais", conta Mateus. Atualmente, ele está com 22 anos e ela com 21, e estudam na mesma universidade. Ela faz Psicologia e ele Fármacia, ambos na UniSantos.  Ele gosta de ficar em casa, ela prefere sair. Juntos vão ao cinema e restaurantes. Os dois concordam em uma coisa: nada de balada. "Estamos amadurecendo juntos. Hoje estou mais maduro no relacionamento", explica. 


Jefferson Neves e Karin dos Santos (3 anos juntos)

No dia 15, o casal completa três anos de namoro, aliás, dois como namorados e um como noivos. Karin conta que o conheceu em uma balada em Praia Grande e no primeiro beijo tocava Garotos, do Lenine. "Desde então começamos a sair e não nos separamos mais". A diferença de idade - hoje ele com 33 e ela com 24 - não teve importância. "Hoje sinto um pouco a diferença, mas pelo fato de eu ainda estar estudando e conquistando meu lugar no mercado de trabalho e ele já ter uma profissão e estar crescendo nela. Às vezes, acontecem uns conflitos, mas nada que a gente não consiga superar".  Ciumenta, ela diz que já amadureceu bastante com a relação. "Continuo com ciúmes, mas já sou menos explosiva!". Os dois, que já deram entrada em um apartamento, se casam em 2014. 

Mariá Segalla e Samyr Giovani (1 ano e 6 meses juntos)

Mariá, com 39 anos, conheçou Samyr, de 33, numa balada em Santos. Os dois conversaram e depois, com as coincidências da vida, se encontraram outras vezes. Começaram então a conversar pelo Facebook e marcaram para sair. "Na época, estava passando um tempo em Praia Grande. Saímos para jantar e depois voltei para o Sul. Logo em seguida retornei para Santos e decidi ficar por aqui. Desde então estamos juntos", conta. "O relacionamento com ele é bem mais maduro e ao mesmo tempo jovial. Já sei o que quero e ele também. Então fica mais fácil. Além disso, ele me proporciona coisas diferentes, até por ele ser do litoral e eu ser de uma região mais fria. É uma troca cultural. Acredito que o fato dele ter filho e eu também facilite. O fato dele ter sido pai jovem o fez amadurecer bastante", conta.
7 de junho de 2013

Confira histórias de casais de diferentes idades, que se conheceram na escola, museus ou mesmo em baladas e estão juntos até hoje

Alguns casais se conhecem ainda jovens e passam por todas as fases da vida juntos. Outros apenas vivem etapas juntos, seja enquanto jovens, adultos ou as pessoas da melhor da idade. Não existe limite para namorar e amar. Os relacionamentos apenas mudam a cada etapa da vida. 
“Acho muito importante enfatizar que o namoro em qualquer idade é o momento das pessoas se conhecerem. Creio que nos dias de hoje o namoro está quase em extinção e quando falo namoro estou falando de pequenos gestos, de carinho e cuidado. O beijo é um aspecto muito importante do namoro e percebo que as pessoas durante o namoro estão discutindo tantas regras, tomando tantas decisões e controlando-se mutuamente que acabam não tendo tempo para apenas namorar, encontrar-se, sentir saudades, reencontrar-se. Sentir a emoção de esperar e conquistar”, ressalta a psicóloga, especializada em sexualidade, Márcia Atik, colaboradora do jornal Boqnews.
Na juventude
Para ela, os namoricos de adolescentes são necessários para que moças e rapazes começam a se perceber como seres desejosos e desejáveis, portanto tal iniciativa é vista como um aspecto do desenvolvimento psicológico e sexual.
Para a terapeuta, o namoro deve evoluir em comprometimento na mesma medida em que o jovem pode assumir e ser responsável pelos seus atos. “Os jovens acham que tudo na vida deles é para sempre e um único perigo é encararem o namoro adolescente com uma responsabilidade adulta. O que faz com que os sentimentos e afetos fiquem exaltados e por não estarem ainda amadurecidos para essa intensidade podem se perder nesse amor louco”, ressalta
“Não acho que essas brincadeirinhas de namorar enquanto crianças seja necessária, mas infelizmente vemos pais que acabam estimulando crianças a precocemente verem nos seus amiguinhos uma possibilidade de namoro, ao invés de apenas companheiros de brincadeiras”, relata.
Na Terceira Idade
Por outro lado, para Márcia Atik, a capacidade de amar e namorar naquilo que o namoro traz de benefícios é importante sempre. “Não há idade limite para se pendurar as chuteiras”, brinca. “Mas devem ser namoros em que as trocas sejam a tônica e nessa troca o companheirismo é o que alimenta a alma e tudo o que nos enriquece é saudável e necessário”, completa.


Eternos namorados
O casal Ruth da Silva Bueno e Joaquim Bueno refletem no olhar o verdadeiro significado do amor. Durante um passeio no Sesc, na tarde de quinta-feira (6), ao serem perguntados se eram namorados ou casados a resposta foi unânime: “Somos eternos namorados! Estamos há 60 anos juntos. 57 casados e 3 de namoro”, contam. 
Os dois, mesmo com o caminhar lento pela idade – ela está com 81 e ele com 84 anos –  relatam que nunca perderam o carinho e a vontade de estar juntos. “Estamos sempre nos conquistando e nunca brigamos. Acho que o segredo é que cada um ceder na hora certa. Nossos filhos, por exemplo, nunca nos viram elevar a voz. É assim que somos”, conta Ruth. 
Os dois são da Capital e se conheceram em um museu em São Paulo. 
“Começamos a conversar um dia e depois passamos a nos encontrar todas as tardes no museu. Ficamos três anos namorando para depois casar e nunca mais nos separarmos”, conta. 
“Em todo este tempo, nada mudou. O sentimento é o mesmo, o amor é igual a quando nos conhecemos… pelo menos para mim. Você tem algo a falar?”, pergunta Ruth ao marido. Ele, por sua vez, olha, dá uma risada e diz “Nada mudou mesmo”.  
Eliana Fraccaroli e Nilton Vaz (seis meses juntos)

Viúvos, os dois até acharam que não encontrariam mais alguém, porém, por intermédio de amigos, se conheceram e começaram a dançar juntos. Estão prestes a completar seis meses de namoro. “É uma delícia reaprender a namorar. Traz uma alegria e tanto”, conta Eliana. Os dois já ultrapassaram os 60 anos. “Temos muito carinho, respeito e amor, além de cumplicidade, afinal passamos pelas mesmas situações. Estamos refazendo as nossas vidas juntos”, conta. Cada um na sua casa, os dois se encontram aos finais de semana e também durante a semana para fazer passeios, encontrar amigos ou simplesmente namorar… 
Renata Sobreira e  Mateus Xavier (3 anos e 1 mês juntos)

Na quinta-feira (6), o casal completou três anos e um mês – como gostam de frisar. “Fomos apresentados ainda no colégio, mas só depois que ela foi passar um tempo com a mãe no EUA que começamos a ficar juntos. Falávamos todos os dias pelo Skype, quando ela estava viajando, e um dia ela e a mãe, que ainda mora lá, me convidaram para ir aos EUA… Fui e depois disso não nos separamos mais”, conta Mateus. Atualmente, ele está com 22 anos e ela com 21, e estudam na mesma universidade. Ela faz Psicologia e ele Fármacia, ambos na UniSantos.  Ele gosta de ficar em casa, ela prefere sair. Juntos vão ao cinema e restaurantes. Os dois concordam em uma coisa: nada de balada. “Estamos amadurecendo juntos. Hoje estou mais maduro no relacionamento”, explica. 
Jefferson Neves e Karin dos Santos (3 anos juntos)
No dia 15, o casal completa três anos de namoro, aliás, dois como namorados e um como noivos. Karin conta que o conheceu em uma balada em Praia Grande e no primeiro beijo tocava Garotos, do Lenine. “Desde então começamos a sair e não nos separamos mais”. A diferença de idade – hoje ele com 33 e ela com 24 – não teve importância. “Hoje sinto um pouco a diferença, mas pelo fato de eu ainda estar estudando e conquistando meu lugar no mercado de trabalho e ele já ter uma profissão e estar crescendo nela. Às vezes, acontecem uns conflitos, mas nada que a gente não consiga superar”.  Ciumenta, ela diz que já amadureceu bastante com a relação. “Continuo com ciúmes, mas já sou menos explosiva!”. Os dois, que já deram entrada em um apartamento, se casam em 2014. 
Mariá Segalla e Samyr Giovani (1 ano e 6 meses juntos)

Mariá, com 39 anos, conheçou Samyr, de 33, numa balada em Santos. Os dois conversaram e depois, com as coincidências da vida, se encontraram outras vezes. Começaram então a conversar pelo Facebook e marcaram para sair. “Na época, estava passando um tempo em Praia Grande. Saímos para jantar e depois voltei para o Sul. Logo em seguida retornei para Santos e decidi ficar por aqui. Desde então estamos juntos”, conta. “O relacionamento com ele é bem mais maduro e ao mesmo tempo jovial. Já sei o que quero e ele também. Então fica mais fácil. Além disso, ele me proporciona coisas diferentes, até por ele ser do litoral e eu ser de uma região mais fria. É uma troca cultural. Acredito que o fato dele ter filho e eu também facilite. O fato dele ter sido pai jovem o fez amadurecer bastante”, conta.
Da Redação
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