Santos

Construção da segunda fase do VLT em Santos terá início em 2015

O primeiro trecho de 11 km entre Barreiros e o Terminal Porto está 70% concluído, com início de operação comercial estimado para março de 2015

01 de outubro de 2014 - 14:30

Da Redação

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Mais um importante investimento irá contribuir para os deslocamentos dos moradores de Santos e região. Até o final do ano, deverá ser realizada a pré-qualificação das empresas para a concorrência pública da segunda fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que interligará o futuro terminal Conselheiro Nébias (primeiro trecho) até a região central da cidade, no Valongo.

A informação foi passada nesta terça-feira (30) pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, durante o Seminário de Mobilidade Urbana Sustentável da Baixada Santista, promovido pela prefeitura e a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), na Associação Comercial de Santos. “No final de outubro vamos começar as audiências públicas, o que deve durar entre 45 e 60 dias. Nossa estimativa é lançar a pré-qualificação até o final do ano e a licitação no primeiro trimestre do ano que vem”.

De acordo com o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Joaquim Lopes, o primeiro trecho de 11 km entre Barreiros (São Vicente) e o Terminal Porto (Santos) está 70% concluído, com início de operação comercial estimado para março de 2015.

“Estamos prevendo no primeiro trecho realizar cinco viagens hora por sentido, com intervalo de 10 minutos e meio. Até o final de 2016, com o trecho até o Valongo, serão 11 viagens hora/sentido, com intervalo de 3,5 a 7 minutos”, disse Lopes, lembrando que o VLT estará integrado com o transporte coletivo e sistema cicloviário das duas cidades.

A expansão do VLT até o Valongo, inicialmente prevista pela avenida Conselheiro Nébias, teve o traçado alterado por sugestão da Prefeitura de Santos. “O projeto do VLT nesta segunda fase, além de contribuir para a mobilidade urbana, será determinante para a requalificação do entorno do Mercado Municipal”, destacou o prefeito Paulo Alexandre Barbosa.

Integração
O chefe do Executivo santista também lembrou os investimentos do município para incentivo ao transporte coletivo, uso das bicicletas e diversificação de modais, além dos projetos para novos acessos na entrada da cidade e os túneis ligando a cidade ao Guarujá e a São Vicente.

“A Baixada Santista vive um momento de pujança econômica e precisamos preparar a região para o futuro, para preservarmos o nosso maior patrimônio que é a qualidade de vida”, disse Paulo Alexandre, lembrando a criação do Plano Metropolitano de Desenvolvimento Estratégico da Baixada Santista, lançado recentemente pela Agem, que prevê ações a serem adotadas até 2030.

Traçado VLT – 2ª fase
Ruas Campos Mello, Dr. Cochrane e João Pessoa, avenida São Leopoldo, ruas São Bento, Visconde do Embaré, Amador Bueno, Constituição e Luiz de Camões e avenida Conselheiro Nébias até a Francisco Glicério. Extensão de 8 km.

Projeto santista é citado como exemplo
O projeto de Santos para a construção de corredor e túnel metropolitano ligando a cidade a São Vicente foi elogiado pelo engenheiro e ex-secretário Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana, Júlio Eduardo dos Santos.

A iniciativa foi a única da região contemplada com recursos para obra dentro do Pacto da Mobilidade do governo federal. O empreendimento é orçado em R$ 456,3 milhões e terá R$ 228 milhões a fundo perdido da União e o restante financiado, sendo metade pela prefeitura e a outra parte pelo governo estadual. “O maior gargalo para execução de obras de mobilidade no País é que há muitas ideias e poucos projetos”, disse Santos, ressaltando que obras do setor devem ser debatidas com a sociedade em eventos como o Seminário de Mobilidade Urbana Sustentável.

Já o engenheiro e mestre em Transportes Metropolitanos da USP, Sérgio Ejzenberg, abordou a importância da avaliação dos custos de implementação e por passageiro em cada meio transporte: corredor de ônibus, VLT e metrô.

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