O trabalho desenvolvido no Porto pela Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), resultou na redução dos níveis de poluição provocada pelas atividades portuárias no solo, mananciais e estuário nos últimos cinco anos e será tema da edição deste sábado (27) do programa Globo Ecologia, que vai ao ar às 6h50.
A equipe do programa entrevistou o secretário municipal de Meio Ambiente junto com técnicos da Semam, que percorreram em lanchas diversos terminais dentro do estuário do Porto de Guarujá, onde é feito regularmente o monitoramento e controle ambiental. O programa foi gravado em junho.
Segundo o secretário, a contaminação do estuário começou nos anos 50, com a implantação do Parque Industrial de Cubatão. “Na época não existiam leis para controlar a poluição, o que só começou a ser feito de maneira rigorosa nos anos 80”.
Para ele, a poluição do canal, por décadas, deixou um passivo ambiental muito grande. Por esse motivo, atividades como a dragagem do canal devem ser executadas com muito cuidado para evitar a disseminação de resíduos tóxicos e metais pesados presentes nos sedimentos do estuário, como, por exemplo, o benzopireno, que é altamente cancerígeno, além de outros metais pesados que causam problemas de saúde pública.
O papel da Secretaria Municipal de Meio Ambiente consiste em identificar, inventariar e buscar soluções para problemas encontrados, como a lavagem de contêineres com soda cáustica, que pode ser substituída por produtos que não agridem o meio ambiente e nem contaminam o lençol freático.
A atividade portuária, apesar de ser importante, é altamente impactante pelos problemas gerados, como vazamento de óleo, resíduos de produtos químicos e agrícolas que poluem o solo, a água e o ar; além do impacto na mobilidade urbana, gerado por milhares de caminhões que circulam todo dia pela Cidade, principalmente nos períodos de safra, e que trazem uma série de inconvenientes.
Controle das fontes poluidoras – A Secretaria de Meio Ambiente mantém um controle rigoroso das operações de carga e descarga de produtos químicos e alimentos, para evitar que os produtos acabem contaminando as águas. Na operação de açúcar, por exemplo, existe um método que, utilizando melaço, evita que se formem nuvens do produto nas operações de embarque do produto.
Outro problema é o vazamento de produtos químicos armazenados irregularmente, como aconteceu recentemente em um terminal da Cidade que abrigou um contêiner com gás fluorídrico, substância altamente tóxica letal, que mobilizou toda a equipe da Secretaria de Meio Ambiente. A empresa foi multada, mas, a solução para esses casos, segundo o secretário municipal, será a construção de um terminal de emergência, em área afastada dos centros urbanos da Região.
Nós últimos cinco anos, a Semam identificou mais de 500 fontes de poluição estuarina. “É um problema que precisa ser controlado. E isso se faz com projetos, que devem ter continuidade. Guarujá faz o controle, mas é preciso que as outras cidades que também exercem a atividade portuária na Região façam mesmo", concluiu.
O trabalho desenvolvido no Porto pela Prefeitura de Guarujá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam), resultou na redução dos níveis de poluição provocada pelas atividades portuárias no solo, mananciais e estuário nos últimos cinco anos e será tema da edição deste sábado (27) do programa Globo Ecologia, que vai ao ar às 6h50.
A equipe do programa entrevistou o secretário municipal de Meio Ambiente junto com técnicos da Semam, que percorreram em lanchas diversos terminais dentro do estuário do Porto de Guarujá, onde é feito regularmente o monitoramento e controle ambiental. O programa foi gravado em junho.
Segundo o secretário, a contaminação do estuário começou nos anos 50, com a implantação do Parque Industrial de Cubatão. “Na época não existiam leis para controlar a poluição, o que só começou a ser feito de maneira rigorosa nos anos 80”.
Para ele, a poluição do canal, por décadas, deixou um passivo ambiental muito grande. Por esse motivo, atividades como a dragagem do canal devem ser executadas com muito cuidado para evitar a disseminação de resíduos tóxicos e metais pesados presentes nos sedimentos do estuário, como, por exemplo, o benzopireno, que é altamente cancerígeno, além de outros metais pesados que causam problemas de saúde pública.
O papel da Secretaria Municipal de Meio Ambiente consiste em identificar, inventariar e buscar soluções para problemas encontrados, como a lavagem de contêineres com soda cáustica, que pode ser substituída por produtos que não agridem o meio ambiente e nem contaminam o lençol freático.
A atividade portuária, apesar de ser importante, é altamente impactante pelos problemas gerados, como vazamento de óleo, resíduos de produtos químicos e agrícolas que poluem o solo, a água e o ar; além do impacto na mobilidade urbana, gerado por milhares de caminhões que circulam todo dia pela Cidade, principalmente nos períodos de safra, e que trazem uma série de inconvenientes.
Controle das fontes poluidoras – A Secretaria de Meio Ambiente mantém um controle rigoroso das operações de carga e descarga de produtos químicos e alimentos, para evitar que os produtos acabem contaminando as águas. Na operação de açúcar, por exemplo, existe um método que, utilizando melaço, evita que se formem nuvens do produto nas operações de embarque do produto.
Outro problema é o vazamento de produtos químicos armazenados irregularmente, como aconteceu recentemente em um terminal da Cidade que abrigou um contêiner com gás fluorídrico, substância altamente tóxica letal, que mobilizou toda a equipe da Secretaria de Meio Ambiente. A empresa foi multada, mas, a solução para esses casos, segundo o secretário municipal, será a construção de um terminal de emergência, em área afastada dos centros urbanos da Região.
Nós últimos cinco anos, a Semam identificou mais de 500 fontes de poluição estuarina. “É um problema que precisa ser controlado. E isso se faz com projetos, que devem ter continuidade. Guarujá faz o controle, mas é preciso que as outras cidades que também exercem a atividade portuária na Região façam mesmo”, concluiu.