Curso sobre patrimônio cultural funerário valoriza história dos cemitérios de Santos
Servidores dos cemitérios municipais de Santos e profissionais de diferentes áreas iniciaram, no sábado (1), o Curso de Patrimônio Cultural Funerário, realizado no Parque Tecnológico (Vila Nova).
Desse modo, a capacitação, que busca ampliar os conhecimentos sobre a preservação da memória, da arte tumular e da história dos cemitérios, contou com a presença da prefeita em exercício Audrey Kleys na abertura.
Sendo assim, a programação seguirá nos dias 8, 22 e 29 de agosto. Um dos destaques será a atividade prática prevista para o dia 22, durante o Tour no Cemitério do Paquetá. Portanto, permitindo aos participantes conhecerem de perto aspectos históricos, artísticos e culturais do espaço.
Embora o curso tenha sido idealizado inicialmente para qualificar servidores dos cemitérios municipais, a iniciativa despertou o interesse de um público bastante diversificado, reunindo profissionais como museóloga, delegado de polícia e representantes de outras áreas, demonstrando a crescente valorização do patrimônio cultural funerário. O curso é ministrado pela professora Viviane Comunale.
Oportunidade
Para a chefe da Coordenadoria de Cemitérios, Elen Miranda, a capacitação representa uma oportunidade de aprimoramento profissional. Assim como, de valorização do trabalho desenvolvido nos cemitérios municipais. “Nós já estávamos buscando alguma capacitação voltada para a nossa área e vimos nesse curso uma grande oportunidade. Vamos ampliar ainda mais nossos conhecimentos, aprender mais sobre a arte tumular e a história dos cemitérios. É um desafio novo e muito enriquecedor. Dos 20 inscritos, 10 são servidores dos três cemitérios de Santos, o que demonstra o quanto estamos motivados e com vontade de aprender cada vez mais”, destacou.
A orientadora pedagógica de Patrimônios e Equipamentos do CULTSP PRO (Escolas de Profissionais da Cultura), Kamilla Dourado, ressaltou que a ampla procura reforça a importância de iniciativas voltadas à preservação desse patrimônio. “A proposta surgiu pensando nos servidores dos cemitérios municipais, mas acabou atraindo pessoas de diferentes áreas. Isso demonstra a importância de promover ações de formação voltadas à preservação e à difusão do patrimônio cultural funerário, um campo que vem conquistando cada vez mais visibilidade e reconhecimento”.
Além disso, segundo Kamilla, o interesse de profissionais de diferentes segmentos também evidencia o alcance das ações desenvolvidas pela Escola de Patrimônios. “Como orientadora pedagógica da Escola de Patrimônios, fico muito feliz em perceber que os cursos propostos pela escola têm extrapolado o interesse dos profissionais da cultura, alcançando também pessoas de diferentes áreas que reconhecem o valor do patrimônio cultural e a importância de sua preservação”, concluiu.
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