Foto: Arquivo / Agência Brasil

Saúde pública

22 DE NOVEMBRO DE 2021

Santos e região devem ter nova explosão de casos de dengue e chikungunya em 2022

A diretora da Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras, abordou sobre dose de reforço, cruzeiros marítimos e outros assuntos

Por: Fernando De Maria

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Após um ano difícil, com explosão simultânea de casos de Covid, dengue e chikungunya, as cidades da Baixada Santista devem acompanhar o mesmo roteiro no primeiro semestre de 2022.

Pelo menos no tocante às arboviroses, doenças causadas pelos chamados arbovírus.

Elas incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya e febre amarela.

Os números deste ano já foram preocupantes e tendem a ser piores no próximo ano.

“Os indicadores não são otimistas”, reconhece a diretora da Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras.

A diretora relatou sua preocupação com os riscos de termos uma nova explosão de casos de dengue e chikungunya no próximo ano. Foto: Carla Nascimento

Ela participou do Jornal Enfoque – Manhã de Notícias desta segunda (22), onde relatou, entre diversos tópicos, esta preocupação.

“Estudos iniciais já apontam que a região será novamente foco de dengue e chikungunya”, alerta.

Ela pede que as pessoas fiquem atentas ao acúmulo de água para evitar a proliferação do mosquito nos mais variados trechos da casa, incluindo atrás das geladeiras, aparelhos de ar condicionado e até em cortinas.

Para se ter ideia, até outubro, a Baixada Santista registrou  14.699 casos confirmados de dengue – de um total de 138.425 no estado de São Paulo.

Ou seja, a Baixada Santista respondeu por 10,6% do total de casos paulistas em relação à dengue.

Em 2020, foram 2.080 casos de um total de 193.093 no estado – meros 1,07%.

Ou seja, o crescimento de casos de dengue na região chegou a 606,7% até o momento (janeiro a outubro) em relação a todo o ano de 2020.

Chikungunya

Portanto, se a situação já foi preocupante em relação à dengue – são quatro variáveis – no tocante a chikungunya, os números explodiram.

Literalmente.

Em 2020, Santos registrou 96 casos contra 7.319 até o  momento, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Ou seja, cerca de 7.600% a mais – e o ano nem acabou.

Além disso, do total de 14.352 casos confirmados no estado, foram 7.319 na Cidade, exatamente a metade dos casos.

“Não significa que só Santos teve explosão de chikungunya, mas porque nós notificamos mais todos os casos suspeitos”, acrescenta Ana Paula.

Assim, o cenário não é positivo.

“Nós estamos sim preocupados”, reconhece. “A gente sabe que teremos epidemia de dengue e chikungunya no próximo ano”, resume.

Caos

Não bastasse, os períodos mais críticos foram os mesmos que os da Covid-19, quando houve o lockdown das cidades da região nos meses de março e abril, provocando um verdadeiro caos no sistema de saúde.

Dessa forma, para se ter ideia, em março foram 4.106 notificações sendo 2.667 confirmações apenas da doença.

Assim, em abril, 3.600 notificações, sendo 2.284 confirmações.

“Vivenciamos um período muito difícil”, relembra a profissional, agradecendo o empenho de todos aqueles que trabalharem na linha de frente no combate às pandemias do vírus e arbovírus.

Cruzeiros

Já sobre os cruzeiros marítimos, a diretora da Vigilância em Saúde enfatizou o trabalho desenvolvido em parceria com a Anvisa e Secretaria de Saúde do Estado para a realização do monitoramento dos passageiros que chegam ao terminal de passageiros em Santos.

Apesar dos esforços, ela reconhece que existem riscos de contaminação, caso as pessoas não sigam à risca as normas das autoridades sanitárias, como distanciamento e uso de máscaras no ambiente das embarcações.

No entanto, reconhece que tal atitude não é tão simples, especialmente em cruzeiros temáticos com shows, onde música e bebida são comuns.

Dessa forma,  se tornam brechas para os esquecimentos destas práticas e os abusos proliferam.

Escolas

Por sua vez, ela abordou também o trabalho realizado nas escolas para a volta à normalidade, cujos resultados tem sido altamente positivos, conforme destacou.

Assim, na entrevista, Ana Paula também explicou sobre a necessidade das pessoas tomarem a dose de reforço da vacina.

Além disso, explicou sobre a necessidade da vacina, independente qual foi a aplicada anteriormente tanto na primeira como segunda dose – dentro do período de até 6 meses – agora reduzido para 5 meses –  entre a última dose e a atual.

Nesta segunda (22), começou a vacinação da dose de reforço para moradores de Santos acima de 55 anos.

Por sua vez, a Coronavac é a vacinação que está sendo aplicada.

Dose de reforço

Além disso, ela reforçou a importância das pessoas voltarem a se vacinar para evitar riscos de contaminação, em razão da queda do volume de anticorpos com o passar do tempo.

Dessa forma, durante o programa, Ana Paula também falou do trabalho de fiscalização que o setor tem feito em buffets e outros espaços para evitar abusos por parte da população.

“A pandemia não acabou. Estamos vendo o que está ocorrendo na Europa neste momento”, alerta.

“Se as pessoas que nos visitam não se conscientizarem, nós podemos sofrer as consequências em um futuro próximo novamente”, salientou.

Por exemplo, países da Europa, como Rússia, Ucrânia e Romênia, sentem a nova onda de casos e mortes.

Portanto, recado dado.

Programa completo

Confira o programa completo

 

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