Dia das Mães: tempo em casa só fortaleceu o amor | Boqnews

Dia das Mães

09 DE MAIO DE 2021

Dia das Mães: tempo em casa só fortaleceu o amor

Com a pandemia, mães passaram a ficar mais tempo com os filhos e o afeto e a convivência só aumentaram

Por: João Pedro Bezerra

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Dia das Mães é sempre uma data especial. Afinal, amor de mãe não há igual.

Vale destacar que a relação de mãe e filho só aumentou durante a pandemia da Covid-19, pois , o isolamento social deixou o laço familiar ainda mais intenso.

Muitas empresas adotaram o home office e assim diversas mães passaram a trabalhar em casa, como a analista de call center, Caroline Custódio, que viu sua rotina mudar completamente.

“Eu saia de casa para trabalhar pela manhã e só conseguia ver meu filho Kauan, de 7 anos, no fim de tarde. Muitas vezes, ele dormia cedo. Com a pandemia, tudo mudou e foi preciso se reinventar”, lembrou Caroline.

Para a analista, um dos maiores desafios é a parte educacional do filho. Ela ressalta que fica ao lado de Kauan no momento das tarefas e tira as dúvidas do menino quando ele não entende algum conteúdo passado nas aulas, citando que este período de ensino remoto tem sido prejudicial no aprendizado das crianças.

Segundo Caroline, um dos maiores orgulhos no momento é ver o filho aprender a ler com sua ajuda.

Trabalhar em casa pode ser um fator complicado, pois algumas crianças não ficam quietas e atrapalham os pais. Contudo, Caroline salienta que o comportamento de Kauan é tranquilo “Ele entende a importância do meu trabalho, fico no meu quarto fazendo as minhas
obrigações profissionais com um certo sossego. O Kauan sabe que eu faço tudo por ele”.

Caroline enfatiza que sempre teve o sonho em ser mãe e neste ano, a comemoração será especial, já que sua mãe e avó que moram na mesma casa foram vacinadas contra a Covid-19. “Minha avó já recebeu as duas doses e minha mãe recebeu a primeira dose do imunizante nesta semana. Fiquei muito feliz, pois foi um presente nesta semana tão importante. Mesmo com a vacina não estamos saindo para lazer. Estou com uma sensação de alívio, pois ao longo da pandemia tive medo delas serem infectadas pela Covid-19”.

Caroline (mãe) e Kauan/ Foto: Divulgação

Amor em dobro

Certamente, o desafio de ser mãe aumenta quando se tem mais de um filho. A assessora de comunicação, Fabiana Honorato, já tinha o costume de realizar trabalhos em home office antes da pandemia, principalmente em reuniões. Todavia, ela sempre gostava de estar presente nos estabelecimentos onde fazia a assessoria.

Fabiana cita que houve uma mudança drástica no dia a dia da pandemia, pois os filhos Lucas, de 13 anos, e Lara, de 10, praticavam atividades esportivas e culturais nos horários em que não estavam na escola.

Como a maioria das mães, a jornalista enfatiza que as maiores dificuldades encontradas ao longo deste período foram justamente na
parte educacional dos filhos. “Com meu filho mais velho, foi tranquilo, contudo a Lara teve alguns problemas, sobretudo no começo do isolamento, principalmente no acesso às aulas”. Fabiana destaca que passou noites ajudando os filhos nas tarefas. Além de ser uma mãe dedicada na parte profissional e educacional, ela entendeu que era preciso buscar algo diferente para ter lazer com os  “Fizemos diversas brincadeiras com jogos de tabuleiro, filmes e comidas, como pizzas caseiras e bolos que eu aprendi a fazer, após consultar receitas na internet, inclusive ele apelidaram o prato de bolo fofinho”.

Fabiana ressalta a vontade de ser mãe desde sempre, citando que na gestação do primeiro filho, ficava lendo métodos de como deveria cuidar de Lucas nos primeiros meses.

Agora ela tem uma nova missão que é enfrentar o início da adolescência do filho, sempre com muito amor.

Fabiana (mãe), Lara e Lucas/ Foto; Arquivo Pessoal

Rotina

Se a rotina de mãe já não é fácil, imagina na pandemia da Covid-19. Porém, elas sempre conseguem dar um jeito e deixar tudo organizado para os filhos, como em cenas de filmes, onde a mãe se preocupa com a alimentação, educação, saúde e lazer da criança.

A jornalista Elizabeth Faria cita que o dia a dia não é fácil, ela ressalta que não se sente segura em mandar a filha Alice, de 7 anos, para a escola, já que sua mãe ainda não tomou a segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Apesar do isolamento, as atividades continuaram as mesmas. Em alguns dias consigo trabalhar em casa, o que é excelente, já que consigo ajudar minha filha na escola”.

Elizabeth ressalta que fica triste por um lado em ver o atual cenário, pois a filha tem saudades dos seus colegas e a escola é fundamental para a socialização, principalmente neste idade, onde as crianças estão aprendendo a ler e escrever. “Infelizmente, esta geração não terá uma das partes mais incríveis da vida escolar”.

Além disso, ela destaca que o home office exige uma concentração ainda maior, pois há uma preocupação natural com o aprendizado da filha.

Essa preocupação é familiar, a  jornalista conta que sua mãe faz tudo pela a Alice. “Apesar de minha mãe ter 77 anos quando a neta nasceu, ela sempre me ajudou, fazendo o possível para o nosso bem-estar”.

Por fim, Elizabeth destaca que o significado do Dia das Mães para ela é muito forte, pois ela é filha adotiva, pois sua mãe biológica acabou
falecendo no parto.

“Fui adotada nos primeiros dias de vida. Minha mãe é tudo para mim, sem ela eu não seria nada. Ela me acolheu de uma forma maravilhosa, sinceramente não sei explicar como seria minha trajetória sem minha mãe”.

Elizabeth (mãe) e Alice/ Foto: Arquivo Pessoal

Mãe e professora

Se existem profissionais que tiveram o trabalho dobrado, mesmo em home office, foram os professores. Afinal, além de ensinar os alunos, eles precisaram ajudar os filhos.

A professora Samanta Rayel res- salta que o primeiro grande desafio foi adequar o ambiente domiciliar para uma sala de aula. “No começo foi difícil, era um desafio ministrar as aulas sem atrapalhar o meu filho, Guilherme, de 13 anos”.

Como toda educadora, Samanta criou uma rotina para os dois cumprirem as obrigações.

“Sempre busquei montar aulas diversificadas para atrair a atenção e o interesse dos alunos. Ao mesmo tempo, precisei incentivar o meu filho para que ele continuasse estudando”

Como só os dois moram sob o mesmo teto, a relação sempre foi de muita união e isso se fortaleceu ainda mais na pandemia. “Eu levava meu filho para o futebol, inglês e para atividades de lazer. Com a quarentena, criamos momentos de cinema, de produção de material e uma série de atividades, evitando o costume de ficar no celular ou no videogame”.

Além disso, Samanta salientou que tudo tem um lado bom e ruim. Ela citou que o lado positivo foi ficar mais tempo com o filho, porém vê-lo desmotivado em casa, sem poder fazer suas atividades foi um ponto negativo.

Perguntada sobre o que é ser mãe e qual a importância da data, a professora destacou que ter um filho é o momento mais lindo e sublime que uma mulher pode passar. “O Dia das Mães é uma data especial, repleta de carinho e amor, onde o filho tenta retribuir todo o suporte que você deu ao longo da vida. É importante que o filho saiba o quanto amamos, pois mãe é mãe nos 365 dias do ano e não apenas em
uma data”, ressalta.

Samanta (mãe) e Guilherme/ Foto: Arquivo Pessoal

 

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