Educação

Dia do Professor celebra o trabalho de quem ensina todas as profissões

Apesar de pouco valorizados, os docentes exercem papel primordial na formação das crianças e jovens

15 de outubro de 2019 - 09:15

Da Redação

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A educação consiste em um processo contínuo de aprendizagem que ajuda na formação de cada indivíduo.

Uma das principais figuras presentes neste caminho é a do professor.

Ele, dentro do ambiente educacional, é o responsável por ministrar disciplinas e ensinar valores em diferentes gerações, do maternal ao ensino superior, a fim de ajudar a guiar o aluno para o que o futuro reserva.

Nesta terça (15), celebra-se o Dia do Professor, e para exercer a profissão é necessário, sobretudo, amor.

Quem se dispõe a ensinar também está constantemente aprendendo.

Na rede pública de ensino de Santos, os “tios” e “tias” – como professores costumam ser chamados na maioria das instituições – passam por novas experiências a cada dia de aula.

Participação

Na área há 15 anos, Danielle Martins teve a família como influência para conhecer e se interessar pela área da educação.

Para ela, é justamente a falta de participação da família o maior desafio a ser enfrentado na educação dos pequenos.

Aos 40 anos, a professora destaca e entende as rotinas cada vez mais conturbadas, bem como o excesso de trabalho. Entretanto, porém demonstra preocupação com a ausência de pais ou responsáveis.

Atualmente responsável por alunos do 4º ano na Unidade Municipal de Ensino (UME) Dr. Dino Bueno – crianças entre 9 e 11 anos – Danielle menciona o programa Escola Total.

A iniciativa da Prefeitura visa aumentar o tempo de permanência dos alunos na escola, em período integral.

Além disso, pretende fomentar a participação da comunidade nos espaços escolares.

“Deixo bem claro qual é o papel da família e qual é o meu papel. E que estou lá para auxiliar. E também que é uma participação tanto da família quanto da escola para o desenvolvimento do aluno”, enfatiza a professora.

Persistência

O bem-estar mútuo entre alunos e professora é o que mantém Anna Célia de Almeida há 23 anos na educação pública.

Desde nova com muito apreço por crianças, destaca a relação bilateral que a profissão proporciona: “Não é só ensiná-los. É uma troca”.

Anna reconhece a desvalorização do professor como um dos maiores obstáculos do ofício, e driblá-la é um “trabalho de formiguinha”.

Além disso, constantemente esta carreira coloca o profissional de frente para uma realidade muitas vezes inimaginável, seja por situação financeira, problemas familiares ou outros fatores que os alunos podem encarar ao longo da vida.

“Há uma realidade toda que a gente tem que trabalhar. Não é só o aprendizado, é o ser humano”, assegura.

Após mais de duas décadas lecionando, aos 52 anos, Anna Célia nota que está chegando o momento para se aposentar.

Da brincadeira à profissão

O ambiente escolar sempre proporcionou conforto e acolhimento para Kerolayne Bezerra, 24, e Sabrina Soares, 21, que optaram pelo curso de Pedagogia, e agora estão a poucos meses de concluir a licenciatura.

O “brincar de escolinha” que as duas – assim como muitas crianças – faziam na infância, tornou-se algo sério com a chegada da vida adulta.

Kerolayne vê a educação como a única maneira eficiente para mudar o que é necessário na sociedade.

A formanda teve maior envolvimento com pautas sociais em um cursinho pré-vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e busca ser uma profissional capaz de despertar o prazer pelo conhecimento para mudar.

Já Sabrina frisa que ambas reconhecem que a área não é um terreno fértil atualmente.

Entretanto, elas acreditam na possibilidade de transformação. Além disso, observam a necessidade de mais pessoas com vontade de trabalhar, especialmente na rede pública de ensino.

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