Divulgação Estado amplia empregos, mas Baixada Santista tem taxa menor

Oportunidades

14 DE SETEMBRO DE 2021

Empregos crescem no Estado de SP, mas Baixada fica abaixo da média paulista

Apesar da alta de empregos, Baixada Santista ficou em 13º lugar entre 16 regiões paulistas na comparação entre os trimestres deste ano. E em último, em relação ao mesmo período do ano passado

Por: Da Redação

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Os empregos no Estado de São Paulo cresceram 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período anterior.

Assim, o número de ocupados (20,9 milhões de pessoas) subiu 2,3% (478 mil) entre o 1º e o 2º trimestres.

Números empurrados pelos setores de serviços (351 mil), comércio (75 mil), serviços domésticos (70 mil) e construção civil (60 mil).

Por sua vez, queda de vagas na indústria (- 53 mil) e na agricultura (- 44 mil).

Portanto, os dados fazem parte de novo estudo da Fundação Seade com base em dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Continua – Pnad, do IBGE.

Não bastasse, a Baixada Santista foi a terceira que menos empregos gerou em termos percentuais.

Assim, de cada 100 empregos no Estado  de São Paulo, a região responde por 2,7, totalizando 337.797 empregados formais.

Ao todo, foram 2.950 postos de trabalho a mais, 0,9% do total.

De qualquer forma, bem abaixo da média para o segundo trimestre – de 1,5% – e na geração de novos empregos – elevação de 6,5%.

Assim, crescimento de 0,9% no total de vagas da região na comparação com o trimestre anterior só superou três regiões.

Casos do Vale do Paraíba/Litoral Norte e São José do Rio Preto, com alta de 0,8% em ambas, e Franca, com o pior crescimento – elevação de apenas 0,1%.

Mas se levar em consideração a comparação entre os segundos trimestre de 2020 e 2021, a Baixada Santista é a que registrou a menor taxa de crescimento, de 3,5%.

Foram 11.494 postos de trabalho a mais em relação ao mesmo período do ano anterior – no auge da pandemia.

No entanto, pior percentual entre as 17 regiões paulistas analisadas na comparação anual. (veja quadro no final da reportagem).

Já a média paulista foi de 6,5%.

Construção civil

Portanto, a retomada das atividades com o avanço da vacinação contra a Covid contribuiu para o setor da construção civil na Baixada Santista.

Assim, o setor cresceu 8,1% na Baixada Santista na comparação entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado.

Por sua vez, em relação ao trimestre anterior deste ano, a alta foi de 2,2%.

Todos os demais segmentos econômicos também registraram aumento de vagas: casos do comércio (0,9%), serviços (0,8%), indústria (0,5%) e agricultura/pesca (0,2%).

Estado amplia empregos, mas Baixada Santista tem taxa menor

Vagas de empregos na Baixada Santista foi menor que a média paulista.

Desocupados

No estado, estima-se que 3,5 milhões de pessoas estavam desocupadas no 2º trimestre.

Assim, a taxa de desocupação permaneceu relativamente estável (de 14,6% para 14,4%) e a taxa composta de subutilização da mão de obra diminuiu de 25,9% para 25,1%.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o número de ocupados foi estimado em 10,2 milhões, com crescimento de 3,0% (297 mil) em relação ao trimestre anterior.

Porém, esse resultado deveu-se ao aumento nos serviços (274 mil), nos serviços domésticos (70 mil), no comércio (27 mil), na agricultura (14 mil) e na construção (11 mil), registrando-se redução na indústria (-112 mil).

Por sua vez, no interior e litoral, o número de ocupados aumentou 1,7% (182 mil) entre o 1º e o 2º trimestres.

Dessa forma, houve crescimento nos serviços (77 mil), na indústria (59 mil), na construção (49 mil) e no comércio (48 mil), com redução na agricultura (-59 mil).

Já entre o 1º e o 2º trimestres de 2021, o rendimento efetivo médio dos ocupados retraiu-se em 9,4% e o habitualmente recebido médio declinou 2,6%.

 

Emprego formal no 2º trimestre

De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no 2º trimestre de 2021, foram gerados no estado de São Paulo 187.324 postos de trabalho.

Já na comparação com o 2º trim. de 2020, houve acréscimo de 769.081 postos.

Porém, por setores da economia, houve acréscimos na construção (1,7%), na indústria (1,1%), nos serviços (1,4%), no comércio (1,5%) e na agricultura, pecuária e pesca (5,6%).

Assim, no segundo trimestre, houve saldos positivos em todas as regiões do estado com destaque para a Região Metropolitana de São Paulo (92.771), RAs de Campinas (31.590), Sorocaba (12.419), Central (8.081) e Ribeirão Preto (7.290).

Além disso, a Baixada registrou alta de 2.950 postos de trabalho no período.

 

Crescimento em % 

Regiões                 –  2º/1º trimestre 21       2º trimestre 21/20

RM B. Santista                    0,9                              3,5

RM Campinas                      1,5                               7,4

RM R. Preto                         1,6                               7,1

São Paulo                             1,4                               6,1

Sorocaba                               1,7                              8,3

V. Paraíba/L. Norte           0,8                              5,0

Araçatuba                             2,2                              5,7

Barretos                                6,2                              4,3

Bauru                                    2,0                              7,4

RA Central                           2,8                              8,1

Franca                                  0,1                               9,0

Itapeva                                 1,7                                6,2

Marília                                  1,5                               6,8

Pres. Prudente                    1,5                               6,3

Registro                                1,3                              4,3

São José do R. Preto         0,8                               6,5

Sorocaba                             2,0                                7,9

Estado de S. Paulo       1,5                                6,5

 

Fonte: Fundação Seade

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