Foto: João Pedro Bezerra

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25 DE JUNHO DE 2021

Esclarecimento sobre incidente com o navio da Hamburg Sud levará meses

Causas do incidente com o navio estão sendo investigadas pela Capitania dos Portos

Por: Da Redação

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Muitas dúvidas e poucos respostas. Afinal, todos querem saber o motivo do incidente que envolveu o navio Cap San Antonio da operadora Hamburg Sud, que colidiu com as plataformas da travessia de balsas entre Santos e Guarujá, no último domingo (20).

A embarcação de grande porte (333 metros) saiu de forma desgovernada do Canal do Porto, tanto que os usuários da balsa perceberam o fato e tiveram tempo de se protegerem. O navio atingiu algumas balsas e destruiu a plataforma da travessia de ciclistas no lado de Guarujá. É importante frisar que para este tipo de embarcação é necessária a presença de dois práticos que vão realizar a manobra.

Rapidamente, as pessoas que estavam no local compartilharam vídeos do incidente pelas redes sociais. Felizmente, não houve feridos, apesar da cena ser assustadora, haja visto que a embarcação poderia ter causado ainda mais problemas.

Após descarregar na Santos Brasil, o Cap San Antonio, tinha como destino o Porto de Paranaguá. A embarcação retornou na quinta (24).

Momento do incidente/ Foto: Reprodução

Causas

De acordo com o presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Sérgio Aquino, é preciso evitar qualquer suposição sobre as causas do incidente “Temos que esperar a avaliação técnica das autoridades marítimas antes de afirmar algo. É importante que haja um estudo rigoroso para saber as causas do incidente e se necessário criar um novo procedimento nesta área”, destacou Aquino.

Além disso, o presidente da Fenop destacou a importância do Porto para a Baixada Santista, citando que o setor é a solução e não o problema.

A Capitania dos Portos informou que já foi aberto um inquérito com prazo de 90 dias para apurar as causas do incidente.

Contudo, o prazo pode ser prorrogado. Em relação aos danos do navio, a Capitania explicou que a embarcação teve um rasgo na avaria do casco, onde fica a água e não houve nenhum vazamento que comprometeu o meio ambiente, inclusive o Ibama esteve no local para realizar a avaliação.

O navio precisou de reparos e voltou ao Porto de Santos na última quinta-feira (24) onde atracou no terminal da BTP para descarregar algumas cargas e depois a embarcação será direcionada a outro ponto do cais para realizar a manutenção.

Prejuízos

Como reflexo do incidente, os usuários do sistema de travessia de balsas entre Santos e Guarujá enfrentaram extensas filas, pois a plataforma da embarcação para os ciclistas no lado de Guarujá ficou destruída. Dessa forma, os ciclistas foram direcionados para a mesma plataforma que os carros e as motos utilizam.

Assim, o reflexo desta situação foi imediato. Ao longo da semana a fila para a travessia de carros nos dois lados variou entre 40 e 55 minutos nos horários de pico, levando em conta apenas o tempo dentro do bolsão da Dersa.,

Assim, o usuário precisou ter muita paciência para entrar na balsa.

Fila da balsa no horário de pico/ Foto: João Pedro Bezerra

A equipe de reportagem do Boqnews esteve no local na manhã da última quarta-feira (23). Uma pessoas que não quis se identificar citou que a espera já era longa antes do incidente com o navio, porém após o fato o cenário só piorou.

Em nota, o Departamento Hidroviário, responsável pela travessia, citou que aguarda o resultado das vistorias e do inquérito, feito pela Capitania dos Portos, para calcular os prejuízos e as obras que serão necessárias na travessia, em Guarujá. O DH mantém conversas com o escritório que representa o navio no Brasil para dar celeridade neste processo de forma legal.

“Vale ressaltar que o Departamento tem trabalhado ao máximo para reduzir os efeitos aos usuários. Nesta semana, mesmo operando com restrição, a travessia Santos/Guarujá registrou excesso de veículos apenas no horário de pico pela manhã. Para garantir o atendimento aos ciclistas e pedestres com segurança, o DH mantém, nos horários de pico, duas embarcações destinadas somente para os ciclistas. Os usuários estão sendo orientados através dos Painéis de Mensagens Variáveis (PMV) sobre restrições e tempo de espera nas travessias”, concluiu o Departamento Hidroviário.

Discussões

O incidente com o navio da Hamburg Sud fez aumentar ainda mais as discussões sobre a ligação seca no Porto de Santos.

Dentre um dos assuntos mais comentados por especialistas está a questão da túnel que tem o apoio do Governo Federal e iria trazer menos impactos à população de Santos e Guarujá em casos como esse. Outro fator é que esta não é a primeira vez que um navio atinge as balsas. Em 2009, por exemplo, uma embarcação bateu nas balsas no lado de Guarujá e comprometeu a travessia de carros e motos, já que a plataforma precisou de algum tempo para ser reformada e aprovada pela Marinha.

Plataforma para a travessia de ciclista ficou destruída/ Foto: João Pedro Bezerra

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