Inflação impacta produtos natalinos | Boqnews
Foto: João Pedro Bezerra
3 de dezembro de 2021

Inflação impacta produtos natalinos

O Natal está chegando, mas com um sabor meio amargo. Isso porque a crise econômica, somada à inflação e ao desemprego, vai impactar diretamente nas compras de fim de ano.

Ou seja, a ceia de Natal será mais simples para muitas famílias e os tradicionais presentes entre amigos devem dar lugar às populares “lembrancinhas”. Um dos principais fatores para este panorama é a inflação elevada no Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou seu maior patamar desde 2015. Para se ter uma ideia, até outubro o IPCA acumulava 8,24%.

Os dados de dezembro ainda não foram divulgados, mas tudo leva a crer que teremos o Natal com maior inflação dos últimos seis anos, conforme explica o economista Luciano Simões.

O economista destacou que o aumento do valor dos produtos que compõem a cesta de Natal foi elevado, sendo assim itens, como carne, frango, bacalhau, pernil, lombo, pães e vinho passaram a ficar mais caros em 2021.

Para se ter uma ideia, o frango aumentou em mais de 27%, em relação ao ano anterior. Simões salienta que o único item que teve uma queda no preço foi o arroz.

Razões

“A alta do dólar e a própria inflação do ano passado para 2021 são algumas das razões para o aumento dos produtos de Natal”, frisou o economista.

Ele deu o exemplo do frango, que teve um impacto no preço final repassado ao consumidor, pois a ração para este animal tem uma composição de produtos importados, além da seca que aumenta o consumo de ração, em vez do pasto natural

Endividamento

Um ponto importante para a cesta de Natal mais enxuta é o endividamento das famílias brasileiros.

Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 74,6% das famílias brasileiras estão com dívidas em atraso.

O balanço foi publicado em outubro, marcando o maior patamar em 12 anos. Dessa forma, muitos brasileiros devem usar o 13º salário para quitar os passivos, em vez de comprar produtos ou presentes de Natal. Para o economista Dênis Castro, o 13º precisa ser administrado com cuidado.

“Ele sempre precisa ser utilizado de maneira racional. Logo no início de ano vem IPVA, IPTU, matrícula e materiais escolares. Assim, o 13º nunca deve ser utilizado para compra de presentes. O ideal é que as famílias se planejem ao longo do ano para este momento de festividades”, frisou o economista.

Outra questão é o reflexo da pandemia da Covid-19 que infelizmente aumentou a participação de pessoas na pobreza.

Compras

Com a difícil situação, a pergunta que todos querem saber é como comprar os produtos de Natal driblando a inflação?

Dênis Castro cita a importância da pesquisa em diferentes lojas e supermercados, antes da compra. Na questão dos alimentos, ele salienta que substituir produtos da ceia natalina é uma boa opção para escapar do aumento da inflação que tem seu maior impacto justamente nesta área.

Questionado sobre o valor dos presentes no e-commerce, Castro enfatizou que a compra pela internet é um instrumento de grande valor para o consumidor na hora de pesquisar, comprar e até utilizar como argumento de negociação nas lojas físicas pra tentar buscar um desconto maior.

“O e-comerce tem uma estrutura bem mais enxuta de custos e assim consegue ofertar os produtos a preços mais baixos”, finalizou.

Mercado

A busca pelos produtos natalinos já começou em Santos.

Todavia, o preço dos alimentos tem preocupado os consumidores. Em um dos hipermercados da cidade, o quilo do peru da Perdigão sai a R$ 25,98.

Já o chester da mesma marca chega a R$ 27,98/quilo.

O produto mais caro é o lombo de bacalhau, que custa mais quase R$ 134,90/quilo.

Em relação ao panetone, o da Bauducco, de 908 g, chega a R$ 37,99.

Segundo a aposentada Maria Silva, os preços dos alimentos não cabem no seu orçamento.

“Está tudo caro, ainda não sei como vou comprar os produtos da ceia natalina, pois existem contas para pagar e o salário não está rendendo nos últimos meses”, finalizou.

Entidades

Diversas entidades estão arrecadando doações para fazer as sacolas de Natal.

Quem puder ajudar os mais necessitados, além das cestas para as famílias, é sempre uma oportunidade para fazer o bem.

 

Da Redação
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