Marcha ‘Nem uma a menos: Basta de Violência!’ acontece nesta sexta (25) | Boqnews
22 de novembro de 2016

Marcha ‘Nem uma a menos: Basta de Violência!’ acontece nesta sexta (25)

Esta sexta-feira, dia 25 de novembro,  é o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher. Para marcar a data coletivos feministas – Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, Marcha das Vadias-Baixada Santista, Coletivo Maria Vai com as Outras e Mulheres Bancárias – promovem juntos a marcha Nem uma a menos: Basta de Violência. A atividade terá início em concentração na Avenida Conselheiro Nébias, entre o SENAC e a UniSantos, a partir das 17 horas e segue até a frente da Estação da Cidadania, na Avenida Ana Costa, 340, Vila Mathias, em Santos.

Na ocasião, haverá intervenções a respeito do aumento crescente da violência contra as mulheres muitas delas seguidas de morte, além da ausência de Políticas Públicas de prevenção e acolhimento. A violência contra a mulher, no País, é muito dura dói e rasga. Ela opera socialmente, dentro da visão machista e capitalista realizada sobre a mulher, de forma generalizada, em diversos espaços: em casa, na rua, no trabalho, na escola, no transporte público.

A violência cometida contra mulheres do mundo inteiro acontece na sua maioria dentro da própria casa da vítima. De acordo com dados da ONU, no Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto. A violência doméstica é a maior casa de mortes ou deficiências para mulheres e meninas entre 16 e 44 anos.

As agressões acontecem também nas ruas, locais de trabalho e estudo, em especial das mulheres pobres trabalhadoras e negras. A violência que as mulheres enfrentam em todas as esferas de suas vidas é cruelmente silenciada pelo medo de serem mortas, pela dependência emocional ou financeira. Fica claro também o contexto de violência econômica a qual as mulheres são submetidas, que se reflete nos salários mais baixos, nas duplas e triplas jornadas de trabalho, no assédio sexual.

A Lei Maria da Penha de 2006 proporciona maior proteção para as mulheres, mas a sociedade precisa se abrir para o diálogo em torno do assunto, participar na construção de políticas públicas de proteção às vítimas de violência, lutar pelo cumprimento de leis que protegem os direitos humanos e a implantação de órgãos e qualificação de profissionais capacitados para atender a demanda da violência contra a mulher, na proporção que a realidade exige.

A professora Aldenir Dida Dias explica que o nome da Marcha Nem Uma a Menos (originalmente Ni una Menos) é uma organização social argentina que denuncia os casos de violência contra a mulher no País. Com este título, mulheres em várias cidades da Argentina iniciaram uma onda de manifestações contra o feminicídio, após o aumento de 78% nos casos de crimes sexuais entre 2008 e 2015. “Com apoio de sindicatos, movimentos estudantis e partidos políticos, mulheres na Argentina, no Chile, no Uruguai e México, Panamá, Peru, Bolívia, Nicarágua, Guatemala e também no Brasil, marcharam contra a violência que atinge as mulheres. Isso também ocorrerá em nossa região, na cidade de Santos, no dia 25 de novembro Dia Internacional de combate à violência Contra a Mulher”, diz ela.

25 de novembro

A data de 25 de novembro, mas de 1960, ficou conhecida mundialmente por conta do assassinato brutal das irmãs dominicanas Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”. As três mulheres – que lutavam por soluções para problemas sociais de seu país – foram perseguidas e mortas.

Em 1981, durante o 1º Encontro Feminista Latino-americano e Caribenho, a data foi instuitda como o Dia Latino Americano da Não Violência Contra a Mulher. Já em 1999, a Assembleia Geral da ONU proclamou como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher.

 

Da Redação
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