Não é necessário um olhar atento para perceber a quantidade de pessoas em situação de rua em Santos. Número que aumenta em todo o País. Com caixas de papelão, cobertores velhos, homens e mulheres dormem todos os dias sob marquises. O motivo que os levam a tal situação? São os mais diferentes possíveis.
De acordo com a secretária de Assistência Social de Santos, Rosana Russo, o perfil dos moradores de rua mudou bastante nos últimos anos. "Hoje, mais de 80%, segundo pesquisas, são usuários de crack e outras drogas. O serviço de abordagem, portanto, precisou ser modificado. São pessoas que estão doentes. A abordagem inicial deve ser, nestes casos, prioritariamente na área da saúde. Para estes casos, programas do Governo como Crack, é possível vencer vem contribuir com esta luta", ressalta.
Além disso, Rosana explica que o número de mulheres e jovens nas ruas também é crescente. "Não temos abrigo específico para elas. Muitas perdem o emprego, são despejadas ou mesmo rompem o ciclo de violência que vivem e acabam - com os filhos ou mesmo grávidas - nas ruas. Desde o começo do ano estamos buscando parcerias com entidades para acolher pelo menos 35 mulheres e seus filhos. Como não conseguimos, estamos preparando um edital", explica.
Parcerias
Acordo entre a Prefeitura de Santos e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), ligada à Universidade de São Paulo, prevê a realização de um censo sobre o número de moradores de rua na cidade. O serviço vai custar R$ 221 mil aos cofres municipais.
"Eles farão uma radiografia. É preciso entender quem são estas pessoas. Precisamos de um conhecimento científico. A fundação utiliza uma metodologia de contagem muito difícil, de estratégia e logística complexos para não contar a mesma pessoa duas vezes, por exemplo. Achamos arriscado fazermos por conta própria", explica.
E no que isto implicará? De acordo com Rosana, na formação de uma política pública adequada tanto em número quanto em perfil. Para ela, isto deve ser feito no mínimo de quatro em quatro anos para que a política pública aplicada seja realmente eficaz.
Unifesp
A Universidade Federal de São Paulo, que desenvolve pesquisas sobre moradores de rua na Cidade, também foi procurada para fazer o censo. "A ideia inicial era fazer o levantamento no começo do ano com a Unifesp.
Procuramos a universidade e, neste ano, por conta de calendário. eles não se colocaram disponíveis para realizar este levantamento mais detalhado. Mas se colocaram à disposição para pensar os resultados junto com a gente", explica.
Números
Durante levantamento realizado em março, idealizado pela equipe da Secretaria de Assistência Social de Santos, foram abordadas 830 pessoas diferentes que vivem nas ruas. "Se você pensar que em alguns lugares é difícil entrar e falar com as pessoas, principalmente nos locais de uso de crack, o número tende a ser ainda maior", ressalta Rosana.
Atualmente, a prefeitura de Santos oferece 220 vagas em diferentes abrigos: 100 no da Rua Bittencourt; 40 na Rua General Câmara; 60 no Albergue Noturno, além de 20 vagas que foram abertas em forma emergencial por conta dos dias frios. "Sabemos que não é o suficiente. Estamos buscando abrigo somente para mulheres nesta situação", conta.
Plano Metropolitano
De acordo com Rosana, a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) está trabalhando há um tempo na construção de sistema de identificação da população de rua. Será um sistema integrado, que mapeia o percurso de cada pessoa.
"Com este sistema poderemos localizar em cada município quais são as ações necessárias, além de fazer um trabalho de atendimento em conjunto, com continuação e não começando do zero cada vez que a pessoa muda de Cidade".
Não é necessário um olhar atento para perceber a quantidade de pessoas em situação de rua em Santos. Número que aumenta em todo o País. Com caixas de papelão, cobertores velhos, homens e mulheres dormem todos os dias sob marquises. O motivo que os levam a tal situação? São os mais diferentes possíveis.
De acordo com a secretária de Assistência Social de Santos, Rosana Russo, o perfil dos moradores de rua mudou bastante nos últimos anos. “Hoje, mais de 80%, segundo pesquisas, são usuários de crack e outras drogas. O serviço de abordagem, portanto, precisou ser modificado. São pessoas que estão doentes. A abordagem inicial deve ser, nestes casos, prioritariamente na área da saúde. Para estes casos, programas do Governo como Crack, é possível vencer vem contribuir com esta luta”, ressalta.
Além disso, Rosana explica que o número de mulheres e jovens nas ruas também é crescente. “Não temos abrigo específico para elas. Muitas perdem o emprego, são despejadas ou mesmo rompem o ciclo de violência que vivem e acabam – com os filhos ou mesmo grávidas – nas ruas. Desde o começo do ano estamos buscando parcerias com entidades para acolher pelo menos 35 mulheres e seus filhos. Como não conseguimos, estamos preparando um edital”, explica.
Parcerias
Acordo entre a Prefeitura de Santos e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), ligada à Universidade de São Paulo, prevê a realização de um censo sobre o número de moradores de rua na cidade. O serviço vai custar R$ 221 mil aos cofres municipais.
“Eles farão uma radiografia. É preciso entender quem são estas pessoas. Precisamos de um conhecimento científico. A fundação utiliza uma metodologia de contagem muito difícil, de estratégia e logística complexos para não contar a mesma pessoa duas vezes, por exemplo. Achamos arriscado fazermos por conta própria”, explica.
E no que isto implicará? De acordo com Rosana, na formação de uma política pública adequada tanto em número quanto em perfil. Para ela, isto deve ser feito no mínimo de quatro em quatro anos para que a política pública aplicada seja realmente eficaz.
Unifesp
A Universidade Federal de São Paulo, que desenvolve pesquisas sobre moradores de rua na Cidade, também foi procurada para fazer o censo. “A ideia inicial era fazer o levantamento no começo do ano com a Unifesp.
Procuramos a universidade e, neste ano, por conta de calendário. eles não se colocaram disponíveis para realizar este levantamento mais detalhado. Mas se colocaram à disposição para pensar os resultados junto com a gente”, explica.
Números
Durante levantamento realizado em março, idealizado pela equipe da Secretaria de Assistência Social de Santos, foram abordadas 830 pessoas diferentes que vivem nas ruas. “Se você pensar que em alguns lugares é difícil entrar e falar com as pessoas, principalmente nos locais de uso de crack, o número tende a ser ainda maior”, ressalta Rosana.
Atualmente, a prefeitura de Santos oferece 220 vagas em diferentes abrigos: 100 no da Rua Bittencourt; 40 na Rua General Câmara; 60 no Albergue Noturno, além de 20 vagas que foram abertas em forma emergencial por conta dos dias frios. “Sabemos que não é o suficiente. Estamos buscando abrigo somente para mulheres nesta situação”, conta.
Plano Metropolitano
De acordo com Rosana, a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) está trabalhando há um tempo na construção de sistema de identificação da população de rua. Será um sistema integrado, que mapeia o percurso de cada pessoa.
“Com este sistema poderemos localizar em cada município quais são as ações necessárias, além de fazer um trabalho de atendimento em conjunto, com continuação e não começando do zero cada vez que a pessoa muda de Cidade”.