Museu dos Escravos de São Vicente será recuperado | Boqnews
Museu dos Escravos de São Vicente será recuperado
“Há muito que fazer, já que o lugar ficou abandonado durante muito tempo. Para isso, precisamos de parcerias e vamos buscá-las”. O compromisso é do secretário de Cultura de São Vicente, Amauri Alves, ao visitar o museu instalado desde 1976 em uma área do Parque Ecológico Voturuá (Rua Catalão, 620, Voturuá), com um grupo de historiadores, dirigentes de entidades culturais e técnicos da Prefeitura. 

A recuperação do lugar, devido à sua importância cultural e turística, está entre as prioridades da pasta. “Queremos uma retomada coletiva”, diz ainda o secretário, “com a participação de entidades representativas, mas com regras de ocupação, atividades e serviços. Legalmente, vamos abrir licitação para que uma associação que se interesse em manter o restaurante possa assumir a estrutura já existente”. 

Segundo o secretário, desde sua criação o Museu dos Escravos passou por algumas reformas, mas hoje se encontra deteriorado, apesar de durante muito tempo ter sido palco de memoráveis eventos culturais, abertos à comunidade de toda a Região. 

Segundo Amauri Alves, se a ideia é resgatar a história da escravidão no Brasil, além de manter as tradições e a importância da cultura negra, é importante que as pessoas interessadas participem desse processo. “A cultura gera trabalho e divisas, além de harmonizar as pessoas”, arremata. 

Primeiras ações – Como resultado prático da visita do grupo convidado pelo secretário Amauri Alves, foi determinada a imediata limpeza do local, para o procedimento de descupinização das paredes e mobiliário. Walter Diogo, presidente da Associação Religiosa do Candomblé do Estado de São Paulo (Arcesp), que também é artista plástico, comprometeu-se a recuperar a parte externa, que possui esculturas nas paredes. Participaram ainda da vistoria o diretor do parque, Ilton Alves; o historiador Flávio Viana Barbosa; a presidente da Associação Filhos de Aruanda, Benedita Aparecida Marqueti; e o arquiteto da Codesavi, Pedro Silveira, a quem caberá um levantamento completo da situação do museu. 

Histórico - Construído em taipa, técnica que usa madeira e barro, no local era possível aprender sobre a história dos escravos e seus costumes desde a colonização até a Lei Áurea. O museu sempre despertou o interesse geral de professores, historiadores estudiosos de temas afros, estudantes e o público em geral. É com essa proposta que o museu deverá ser reaberto tão logo seja restaurado. No final de 2005, já bastante deteriorado, o imóvel foi fechado para uma nova reforma que nunca aconteceu; na época, mesmo a visitação do restante do parque tendo sido interrompida para obras gerais, o museu não foi contemplado por nenhuma intervenção. O Parque do Voturuá foi reaberto ao público em julho de 2012. 

Passados 37 anos de sua criação, o local mantém poucas referências do projeto original, que mostrava cerca de 800 esculturas feitas pelo ceramista Geraldo Albertini. Em 1990 foram feitos serviços de restauro e acrescentada edificação ao lado, denominada Casa de Angola (restaurante de comida típica africana), que funcionou até meados de 2005. Um longo período de abandono seguiu-se depois. 

Amauri relata que hoje, infestado por cupins e com sérios problemas na estruturam provocada pela umidade, as consequências dessa situação fizeram com que ficassem igualmente prejudicadas outras atividades que tinham o lugar como referência, caso das rodas de capoeira da Cidade, reuniões de grupos de igualdade racial e associações afro, entre outras. 

Tombamento - No final de outubro de 2012, o Museu dos Escravos foi tombado por Decreto Municipal, um ano depois de solicitação nesse sentido por parte do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico de São Vicente e sete anos depois de total abandono de um dos pontos de interesse turístico-cultural da Cidade ficar fechado.
 

18 de fevereiro de 2013

Museu dos Escravos de São Vicente será recuperado

“Há muito que fazer, já que o lugar ficou abandonado durante muito tempo. Para isso, precisamos de parcerias e vamos buscá-las”. O compromisso é do secretário de Cultura de São Vicente, Amauri Alves, ao visitar o museu instalado desde 1976 em uma área do Parque Ecológico Voturuá (Rua Catalão, 620, Voturuá), com um grupo de historiadores, dirigentes de entidades culturais e técnicos da Prefeitura. 
A recuperação do lugar, devido à sua importância cultural e turística, está entre as prioridades da pasta. “Queremos uma retomada coletiva”, diz ainda o secretário, “com a participação de entidades representativas, mas com regras de ocupação, atividades e serviços. Legalmente, vamos abrir licitação para que uma associação que se interesse em manter o restaurante possa assumir a estrutura já existente”. 
Segundo o secretário, desde sua criação o Museu dos Escravos passou por algumas reformas, mas hoje se encontra deteriorado, apesar de durante muito tempo ter sido palco de memoráveis eventos culturais, abertos à comunidade de toda a Região. 
Segundo Amauri Alves, se a ideia é resgatar a história da escravidão no Brasil, além de manter as tradições e a importância da cultura negra, é importante que as pessoas interessadas participem desse processo. “A cultura gera trabalho e divisas, além de harmonizar as pessoas”, arremata. 
Primeiras ações – Como resultado prático da visita do grupo convidado pelo secretário Amauri Alves, foi determinada a imediata limpeza do local, para o procedimento de descupinização das paredes e mobiliário. Walter Diogo, presidente da Associação Religiosa do Candomblé do Estado de São Paulo (Arcesp), que também é artista plástico, comprometeu-se a recuperar a parte externa, que possui esculturas nas paredes. Participaram ainda da vistoria o diretor do parque, Ilton Alves; o historiador Flávio Viana Barbosa; a presidente da Associação Filhos de Aruanda, Benedita Aparecida Marqueti; e o arquiteto da Codesavi, Pedro Silveira, a quem caberá um levantamento completo da situação do museu. 
Histórico – Construído em taipa, técnica que usa madeira e barro, no local era possível aprender sobre a história dos escravos e seus costumes desde a colonização até a Lei Áurea. O museu sempre despertou o interesse geral de professores, historiadores estudiosos de temas afros, estudantes e o público em geral. É com essa proposta que o museu deverá ser reaberto tão logo seja restaurado. No final de 2005, já bastante deteriorado, o imóvel foi fechado para uma nova reforma que nunca aconteceu; na época, mesmo a visitação do restante do parque tendo sido interrompida para obras gerais, o museu não foi contemplado por nenhuma intervenção. O Parque do Voturuá foi reaberto ao público em julho de 2012. 
Passados 37 anos de sua criação, o local mantém poucas referências do projeto original, que mostrava cerca de 800 esculturas feitas pelo ceramista Geraldo Albertini. Em 1990 foram feitos serviços de restauro e acrescentada edificação ao lado, denominada Casa de Angola (restaurante de comida típica africana), que funcionou até meados de 2005. Um longo período de abandono seguiu-se depois. 
Amauri relata que hoje, infestado por cupins e com sérios problemas na estruturam provocada pela umidade, as consequências dessa situação fizeram com que ficassem igualmente prejudicadas outras atividades que tinham o lugar como referência, caso das rodas de capoeira da Cidade, reuniões de grupos de igualdade racial e associações afro, entre outras. 
Tombamento – No final de outubro de 2012, o Museu dos Escravos foi tombado por Decreto Municipal, um ano depois de solicitação nesse sentido por parte do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico de São Vicente e sete anos depois de total abandono de um dos pontos de interesse turístico-cultural da Cidade ficar fechado.
 

Da Redação
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