Foto: Nando Santos

Sociedade

02 DE DEZEMBRO DE 2017

Não há crise para ser solidário neste Natal. Basta querer

São várias as formas que as pessoas podem contribuir para transformar o Natal de muitas crianças e suas famílias. O programa Papai Noel dos Correios é uma delas.

Por: Fernando De Maria

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“Meu nome é Felipe, tenho 3 aninhos e quem escreve por mim é a minha mãe.

Pedi e ela um presente do Papai Noel e ela resolveu escrever-lhe, peço encarecidamente sua ajuda para meu filho, pois não tenho condições de dar tudo o que meu filho precisa.

Ele precisa urgentemente de roupas, mas o que você puder contribuir será bem vindo.

Lhe (sic) agradeço muito. Deus te abençõe”.

 

“Me chamo Nicolas e estou com 8 anos.

Tenho mais 2 irmãos pequenos e moro com eles e meus pais (…)

Como eles não estão trabalhando eu gostaria de ganhar uma roupa e calçado para usar no Natal”.

 

“Querido Papai Noel. Meu nome é Wallace. Tenho 3 meses.

A mamãe está desempregada e eu preciso de frauda (sic) M, roupa tamanho G (1 ano), calçado 18. Sou um bebezão.

Gostaria de ganhar também um brinquedo. O que o senhor me der mamãe já fica feliz. Deus abençõe, Papai Noel”.

 

Os interessados têm à disposição dezenas de cartinhas escritas pelas crianças, cujos os pedidos para o Papai Noel são os mais variados. Foto: Nando Santos

Estas são algumas das cartas que aguardam em um organizado escaninho na agência Centro dos Correios, no Centro de Santos, um padrinho ou madrinha que seja o Papai ou Mamãe Noel de centenas de crianças.

Os pedidos são extensos: computadores, tablets, bonecas (o modelo da vez é a Baby Alive), material escolar, mochilhas, mas as roupas e calçados lideram.

Mas também surgem cobertores, meias e até cesta básica.

Diariamente, dezenas de pessoas passam pela Casa do Papai Noel para escolher os ‘afilhados’.

Nem a crise econômica atrapalhou a procura.

“A receptividade continua boa”, destaca a gerente da unidade Elaine Dagner Rosada.

No ano passado, foram mais de mil crianças ‘adotadas’. No Brasil, 421.825 menores.

 

Padrinhos e madrinhas

Os padrinhos e madrinhas anônimos chegam com pacotes em caixas envelopadas com papel pardo na agência para seguir ao destino da criança, conforme cadastro.

É o caso do casal Cristina e Marcos Torreta, que adquiriu roupas, brinquedos e material escolar para fazer um Natal feliz para as escolhidas.

Até o dia 10 serão cadastradas as cartinhas e a entrega dos presentes encerra-se no dia 15 de dezembro, que depois seguirão rumo às residências dos menores.

Todas as agências dos Correios (além do Centro, também recebem doações as unidades da Zona Noroeste e a da Av. Pedro Lessa, 2711, na Aparecida), o mesmo ocorrendo nas cidades vizinhas (só as unidades próprias).

 

Até o dia 15, interessados podem adotar e entregar os presentes para as crianças, cujos pedidos são aceitos até o próximo dia 10. Foto: Nando Santos

Entidades

Além dos Correios, existem outras formas de ajuda.

Entidades buscam dar um diferencial às crianças nesta época do Natal.

A Casa Vó Benedita é uma delas. Abrigando 19 crianças de 3 meses a 17 anos, todas as doações de roupas, calçados e brinquedos são bem-vindas.

As doações financeiras caíram cerca de 30%, segundo a presidente da entidade, Elizabeth Rovai, mas as doações de roupas não.

“Existem crianças que chegam só com o vestuário do corpo. Por isso, sempre precisamos de materiais”.

As doações poderão ser entregues até o dia 23 de dezembro.

No dia 15, a entidade promove a 2ª Ceia de Natal, à Rua Xavier Pinheiro, 163, às 20 horas. Interessados podem ajudar pelo 3299-5415.

Com cinco unidades, a ONG Pró-Viver driblou a crise e conseguiu garantir os padrinhos para as 486 crianças atendidas pela entidade, que receberão os presentes a partir do dia 8.

 

Polícia Militar

Há 15 anos, a base comunitária do Campo Grande cadastra famílias para uma grande festa que ocorrerá, desta vez, na Arena Santos.

Em junho, 1.400 crianças foram cadastradas para receber as sacolinhas. Serão 200 a mais que no ano passado.

“No início, fiquei preocupado, mas graças a Deus o pessoal colaborou”, lembra o sargento Douglas Gomes, atual coordenador do projeto.

As doações das sacolinhas foram concluídas, mas Gomes solicita o apoio de voluntários para ajudar no dia do evento e também empresários que queiram doar lanches “ou o que for possível” para abrilhantar a festa, cuja presenças de palhaços e Papai Noel já estão garantidas.

Interessados em fazer um fim de ano mais feliz para as crianças e familiares, basta ligar para 3252-3010.

 

Pelas redes sociais

Anônimos também realizam trabalhos voluntários.

E as redes sociais ajudam nesta ação.

Jovens do Entrega por Santos, que levam roupas, água, produtos de higiene pessoal para moradores de rua, estão arrecadando recursos para fazer chocotones artesanais para entrega no dia 23 de dezembro. Para ajudar, basta acessar (www.facebook.com/entregaporsantos).

Qualquer quantia é bem vinda.

Também por meio do Facebook, Andrea Corralo da Quinta Barbosa pede a colaboração de voluntários ao projeto Sacolinha de Natal para crianças da Vila Progresso.

A busca agora é para montar 18 enxovais de bebês.

Quem quiser ajudar, basta ligar para 99162-5443 (Andrea).

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