O prefeito João Paulo Tavares Papa termina seu governo iniciado em 2005 com uma aprovação de 86%, conforme levantamento realizado pela Enfoque Comunicação/jornal Boqnews com 1.202 santistas acima de 16 anos entre os dias 4 e 12 de dezembro. O resultado toma como base a seguinte pergunta: Após oito anos de governo Papa, o sr. aprova ou desaprova sua administração?
Quanto aos conceitos indicados pelos entrevistados, Papa encerra seu mandato com 44,4% de adjetivos ótimo e bom, contra 11,9% de ruim e péssimo. Outros 39,8% consideram o governo regular. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.
Este é o maior índice que um governante encerra seu mandato, desde que as pesquisas deste jornal foram iniciadas. Em 1996, David Capistrano encerrou seu governo com uma rejeição de 69,7%, índice que contribuiu para não ter feito a sucessora Telma de Souza, enquanto Beto Mansur, em 2004, foi considerado um governo regular por 47,5%. Somados os índices de ótimo e bom, ele encerrou seu governo com 27,5% de adjetivos positivos contra 20,5% de ruim e péssimo.
Por zonas eleitorais, os conceitos dados a Papa de ótimo e bom chegaram a 47,7% na ZE 118ª (Encruzilhada, Vila Mathias, bairros centrais, morros e Zona Noroeste); 45,6% na ZE 273ª (Boqueirão, Gonzaga, Pompéia, José Menino, Marapé, Campo Grande e Vila Belmiro) e 40,9% na 272ª (Ponta da Praia, Aparecida, Embaré, Macuco e Estuário). Ou seja, a avaliação positiva foi praticamente uniforme, mas em especial destaque aos bairros mais periféricos, antigo reduto das administrações petistas.
Entre as áreas que mais se destacaram durante seu governo, o turismo ficou com 38,5% das citações, seguida pela construção de ciclovias, com 11,4%, e áreas para lazer e educação, ambas com 10,6%, respectivamente.
Um desafio, porém, que Papa não conseguiu reverter foi a imagem negativa na área da saúde. Em 2005, quando iniciou seu governo, o item era o principal desafio que ele deveria enfrentar, ao lado da geração de empregos, este último relativamente solucionado. Porém, os investimentos não alteraram o panorama, pois 42,5% dos entrevistados assinalaram a saúde como a área mais negativa após os oito anos de governo.
A partir de 2013, pela primeira vez, o setor receberá a maior parte dos recursos orçamentários: R$ 423,8 milhões em razão do início do funcionamento do hospital dos Estivadores, adquirido pela atual administração, mas que caberá ao prefeito eleito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) colocá-lo em funcionamento.
Outros dados - O levantamento também identificou o desinteresse dos santistas em acompanhar as atividades dos parlamentares. Apenas um em cada quatro entrevistados afirmou que acompanha as atuações dos deputados federais e estaduais eleitos pela região. Com tanta desinteresse, não surpreende o fato que quase 70% do público não saber quem se destaca neste cenário. O mais lembrado foi Beto Mansur (PP), com 8,5%, seguido por Alberto Mourão (PSDB), prefeito eleito de Praia Grande, com 4,6%.
A situação não difere em relação aos deputados estaduais. Quase 2/3 (65,5%) dos eleitores não citaram qualquer nome, apesar de apresentado o quadro com os representantes da região. O prefeito eleito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ficou com 15,9% das citações, seguido pela deputada Telma de Souza (PT), com 8%.
Câmara tem nota regular
A indiferença do eleitorado é menor em relação à Câmara de Santos, mas 1/3 dos entrevistados assinalaram que não têm condições de avaliar as atividades dos legisladores. Como consequência, 30,2% qualificaram a Câmara como regular. Entre conceitos positivos (ótimo e bom), o Legislativo santista ficou com 29,9% contra 7,9% de ruim e péssimo, um cenário ainda longe do ideal, mas bem distante da imagem negativa que a Câmara tinha em um passado recente.
Nas próximas semanas, a pesquisa divulgará quais as expectativas dos santistas para 2013 e os principais desafios do futuro governo municipal na opinião do eleitorado.
O prefeito João Paulo Tavares Papa termina seu governo iniciado em 2005 com uma aprovação de 86%, conforme levantamento realizado pela Enfoque Comunicação/jornal Boqnews com 1.202 santistas acima de 16 anos entre os dias 4 e 12 de dezembro. O resultado toma como base a seguinte pergunta: Após oito anos de governo Papa, o sr. aprova ou desaprova sua administração?
Quanto aos conceitos indicados pelos entrevistados, Papa encerra seu mandato com 44,4% de adjetivos ótimo e bom, contra 11,9% de ruim e péssimo. Outros 39,8% consideram o governo regular. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.
Este é o maior índice que um governante encerra seu mandato, desde que as pesquisas deste jornal foram iniciadas. Em 1996, David Capistrano encerrou seu governo com uma rejeição de 69,7%, índice que contribuiu para não ter feito a sucessora Telma de Souza, enquanto Beto Mansur, em 2004, foi considerado um governo regular por 47,5%. Somados os índices de ótimo e bom, ele encerrou seu governo com 27,5% de adjetivos positivos contra 20,5% de ruim e péssimo.
Por zonas eleitorais, os conceitos dados a Papa de ótimo e bom chegaram a 47,7% na ZE 118ª (Encruzilhada, Vila Mathias, bairros centrais, morros e Zona Noroeste); 45,6% na ZE 273ª (Boqueirão, Gonzaga, Pompéia, José Menino, Marapé, Campo Grande e Vila Belmiro) e 40,9% na 272ª (Ponta da Praia, Aparecida, Embaré, Macuco e Estuário). Ou seja, a avaliação positiva foi praticamente uniforme, mas em especial destaque aos bairros mais periféricos, antigo reduto das administrações petistas.
Entre as áreas que mais se destacaram durante seu governo, o turismo ficou com 38,5% das citações, seguida pela construção de ciclovias, com 11,4%, e áreas para lazer e educação, ambas com 10,6%, respectivamente.
Um desafio, porém, que Papa não conseguiu reverter foi a imagem negativa na área da saúde. Em 2005, quando iniciou seu governo, o item era o principal desafio que ele deveria enfrentar, ao lado da geração de empregos, este último relativamente solucionado. Porém, os investimentos não alteraram o panorama, pois 42,5% dos entrevistados assinalaram a saúde como a área mais negativa após os oito anos de governo.
A partir de 2013, pela primeira vez, o setor receberá a maior parte dos recursos orçamentários: R$ 423,8 milhões em razão do início do funcionamento do hospital dos Estivadores, adquirido pela atual administração, mas que caberá ao prefeito eleito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) colocá-lo em funcionamento.
Outros dados – O levantamento também identificou o desinteresse dos santistas em acompanhar as atividades dos parlamentares. Apenas um em cada quatro entrevistados afirmou que acompanha as atuações dos deputados federais e estaduais eleitos pela região. Com tanta desinteresse, não surpreende o fato que quase 70% do público não saber quem se destaca neste cenário. O mais lembrado foi Beto Mansur (PP), com 8,5%, seguido por Alberto Mourão (PSDB), prefeito eleito de Praia Grande, com 4,6%.
A situação não difere em relação aos deputados estaduais. Quase 2/3 (65,5%) dos eleitores não citaram qualquer nome, apesar de apresentado o quadro com os representantes da região. O prefeito eleito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ficou com 15,9% das citações, seguido pela deputada Telma de Souza (PT), com 8%.
Câmara tem nota regular
A indiferença do eleitorado é menor em relação à Câmara de Santos, mas 1/3 dos entrevistados assinalaram que não têm condições de avaliar as atividades dos legisladores. Como consequência, 30,2% qualificaram a Câmara como regular. Entre conceitos positivos (ótimo e bom), o Legislativo santista ficou com 29,9% contra 7,9% de ruim e péssimo, um cenário ainda longe do ideal, mas bem distante da imagem negativa que a Câmara tinha em um passado recente.
Nas próximas semanas, a pesquisa divulgará quais as expectativas dos santistas para 2013 e os principais desafios do futuro governo municipal na opinião do eleitorado.