Saúde

Para secretário, é desnecessária corrida para se vacinar contra a febre amarela

Secretário de Saúde, Fábio Ferraz, salienta que não há necessidade de alarmismo por parte das pessoas, pois não existem casos registrados da doença na Cidade nem na Baixada Santista. Temor é que faltem vacinas para as pessoas que realmente precisam tomá-las, especialmente para quem vai viajar

15 de janeiro de 2018 - 20:38

Da Redação

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As filas dos postos de saúde que atendem a população, como da Aparecida, começam duas horas antes do início do atendimento. Movimento é crescente, preocupando autoridades. Foto: Nando Santos

Preocupado com o crescente aumento de atendimentos nas unidades de saúde por pessoas que procuram a vacina contra a febre amarela, o secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz, é categórico.

“Não há necessidade desta correria das pessoas para serem vacinadas”, enfatizou durante entrevista coletiva lançada na manhã desta segunda-feira (15).

O secretário toma como referência o crescimento expressivo das pessoas nas unidades de saúde.

Em Santos, são quatro que atendem o público – policlínicas da Vila Mathias, Ponta da Praia, Aparecida e Centro de Saúde Martins Fontes.

Os números impressionam.

Em 2016, foram 3.600 pessoas vacinadas contra a febre amarela.

No ano passado, 5.700, e nos 15 primeiros dias deste ano – sendo apenas 9 dias úteis – 3.600 (média de 400/dia).

O estoque no início do ano era de 5 mil doses.

“Estamos preocupados com este aumento na procura, pois não excluímos o término das vacinas para as pessoas que realmente precisam, como as que irão viajar para lugares que exijam o certificado”, enfatiza.

Ele esclarece que em razão da diminuição do estoque, a partir desta terça (16), outras 2 mil doses serão encaminhadas pela Secretaria de Saúde do Estado para Santos.

“E um outro lote deverá vir antes do início da campanha”, destaca.

A preocupação do secretário é que as doses sejam insuficientes para atender a população que realmente necessite até o dia 3 de fevereiro.

A data é quando efetivamente começará a campanha estadual.

Os lotes atuais (5 ml) são para pessoas que viajarão para a região norte de São Paulo, locais de Minas Gerais e regiões do Norte e Nordeste.

Além de países que exigem o certificado internacional (de vacinação completa, não fracionada), como o Panamá, muitas vezes porta de entrada para quem viaja aos Estados Unidos.

Deve-se salientar que a dose da vacina deve ser tomada 10 dias antes do embarque da pessoa para o efeito ser pleno.

“Mantendo este ritmo, não excluímos a possibilidade de faltar vacinas mantes do início da campanha”, alerta.

Campanha

A campanha será entre os dias 3 e 24 de fevereiro.

Os Dias D de Vacinação contra a febre amarela ocorrerão em dois sábados (3 e 24).

Ela ocorrerá em todas as 21 policlínicas de Santos, com 378 profissionais envolvidos.

Serão 400 mil doses enviadas pela Secretaria de Saúde do Estado.

Serão doses fracionadas, ou seja, tem o mesmo valor que as doses comuns, mas podem ser divididas para cinco pessoas.

A diferença é que a validade é de 9 anos – a outra é para o resto da vida.

O público-alvo santista é formado por 420 mil pessoas.

A Secretaria Municipal de Saúde calcula que 50 mil santistas já tomaram a vacina no passado.

“Eles não precisam ser mais vacinados”, enfatiza o secretário.

Ferraz destaca a importância das pessoas deixarem para ser vacinadas a partir do dia 3. (a campanha segue de 3 a 24 de fevereiro)

Assim, não faltará o medicamento para quem realmente precisa.

Além do atendimento nos dois sábados (3 e 24), todas as policlínicas (hoje são apenas quatro) farão a vacinação, das 9 às 16 horas, entre segunda a sexta, excluindo o período de Carnaval.

Idosos

A secretaria de Saúde também informa que pessoas com 60 anos ou mais precisam de avaliação e prescrição médica autorizando a vacina por escrito.

Consultórios médicos já começam a receber dezenas de telefonemas de pacientes em busca desta autorização.

Um profissional do setor, porém, questiona este alarmismo.

“Querem jogar a responsabilidade da vacinação aos idosos para os demais médicos”, salientou o profissional.

Somente hoje, ele recebeu seis pedidos de pacientes preocupados com o risco de não receberem a vacina.

 

Vacina não é indicada

  • Para crianças com menos de 6 meses
  • Pessoas com doenças com baixa imunidade, como lúpus, câncer e HIV
  • Grávidas, mulheres que amamentam bebês de até seis meses e alérgicos a gelatina e ovo

 

 

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