Os animais de estimação fazem, mais do que nunca, parte das famílias brasileiras. Quem não fica feliz ao chegar em casa e receber o carinho do cachorro ou gatinho. Em número cada vez maior, muitas pessoas os vêem como integrantes da família e os levam para todos os cantos, além de ter cuidado redobrado com a saúde do animal.
Para muitas pessoas que não possuem carro, levá-los ao veterinário ou mesmo para passear em um local mais distante era sempre um desafio. No final de dezembro, o problema chegou ao fim com a lei municipal, de autoria do vereador Benedicto Furtado (PSB), que permite o transporte de animais de pequeno porte nos ônibus municipais.
Completando pouco mais de um mês, a lei começa a fazer diferença para as pessoas que necessitam do transporte. A luta por este direito, entretanto, é antiga. De acordo com Yolanda Vianna, sócia-fundadora da Ong Defesa da Vida Animal e representante da Mapan no Conselho Municipal de Proteção Animal e no Fundo de Proteção a Vida Animal, esta é uma reinvindicação antiga. Desde o primeiro mandato do ex-prefeito João Paulo Tavares Papa, a Ong pedia a aprovação da lei. "Comemoramos muito esta conquista", ressalta.
Yolanda, que possui carro e não depende tanto do transporte público, fez questão de fazer um teste pessoalmente para ver se a lei estava funcionando. Durante 15 dias levou um de seus gatos para o veterinário utilizando o transporte público nas mais variadas linhas. "Como meu gato precisava tomar injeções todos os dias, aproveitei para ir de ônibus e fiquei bem feliz com que presenciei. Não encontrei qualquer dificuldade nem por parte dos motoristas nem dos próprios passageiros. Quem tem animal e depende do transporte público tem que saber disso, pois muitas estão com medo ou receio ainda de levar o animal", explica.
A equipe de reportagem do Boqnews também fez o teste e conseguiu sem problema algum entrar em duas linhas municipais transportando um gato. A maioria das pessoas, como também relatou Yolanda, é favorável e elogia a lei e o animal. "Que bonitinho, olha a carinha dele e estes olhos. Ainda bem que agora é permitido", foi o que mais se ouviu durante a viagem nos ônibus.
Entretanto, existe também quem é contrário à legislação, como é o caso do aposentado José Carlos, que reclamou ao ouvir o miado do gato. Segundo ele, isto trará apenas mais problemas para o transporte público que não já não é dos melhores, mesmo reconhecendo que para quem tem animal, a implantação da lei deve facilitar muita coisa.
Para a militante Yolanda, a lei ainda beneficiará quem é contra atualmente. "O animal, sendo transportado da maneira adequada, não atrapalha em nada os outros passageiros. Em relação a higiene, eles são mais limpos do que muita gente por aí", ressalta.
Benefícios
De acordo com o Yolanda, um dos principais benefícios é a facilidade que as pessoas terão em levar o animal para o veterinário para vacinar e castrar. "O número de animais tanto vacinados como castrados deverá aumentar. O que acaba sendo um serviço para a sociedade. Antes muitas pessoas não tinham como levar o cachorro ou o gato para castrar gratuitamente na Zona Noroeste, por exemplo, pois não havia como chegar. Fora as vacinas e idas ao veterinário", conta.
Para a protetora dos animais, Claudia Aparecida, que participa da ONG Mapan, a lei realmente irá ajudar. "Como levo os animais que retiro das ruas para adoção nas feirinhas da Mapan, sempre usei ônibus para transportá-los. Já faço isso há quase 10 anos, mas muitas vezes tive que brigar com o motorista e até mesmo chorar para conseguir entrar. Hoje, fica mais fácil. Também tem o lado ruim, precisamos mostrar o documentos dos animais e muitas vezes não temos por serem de rua. Este é meu único receio", conta.
Lei
A fiscalização da lei será feita pela CET-Santos. De acordo com a empresa, se o motorista não autorizar o embarque do animal, o passageiro deverá contatar a CET-Santos pelo 0800.7719194 (opção 2) ou preencher formulário no www.cetsantos.com.br. Deve ainda anotar o prefixo do ônibus, local e horário.
Veja as regras
1. Só podem ser carregados animais pequenos, com até dez quilos
2. Os animais devem ser carregados em compartimentos especiais
3. Será necessário apresentar carteira de vacinação do animal transportado
4. Não será permitido carregar água, alimentos ou dejetos junto com as caixas. Caso haja alguma ocorrência, o passageiro tem de descer em um ponto de parada para a higiene do animal
5. O carregamento do animal não poderá prejudicar os passageiros ou alterar o funcionamento da linha
6. Será cobrada tarifa regular na linha pelo assento utilizado pelo animal, se for o caso
Veja o que a população acha da lei
"Não sabia desta lei, mas desde que os animais sejam transportados de maneira segura acho uma iniciativa importante" - Cátia salvador, 51 anos, dona de casa
"Já sabia, mas como é até 10 quilos minha cachorra não pode. Mas facilitou para minha empregada, por exemplo, que consegue levar os dela" - Maria de Lourdes, 66 anos, professora
"Não sabia desta lei, mas acho super importante, pois não é todo mundo que consegue pagar um táxi para transportar o animal" - Célia Regina, 51 anos, dona de casa
Os animais de estimação fazem, mais do que nunca, parte das famílias brasileiras. Quem não fica feliz ao chegar em casa e receber o carinho do cachorro ou gatinho. Em número cada vez maior, muitas pessoas os vêem como integrantes da família e os levam para todos os cantos, além de ter cuidado redobrado com a saúde do animal.
Para muitas pessoas que não possuem carro, levá-los ao veterinário ou mesmo para passear em um local mais distante era sempre um desafio. No final de dezembro, o problema chegou ao fim com a lei municipal, de autoria do vereador Benedicto Furtado (PSB), que permite o transporte de animais de pequeno porte nos ônibus municipais.
Completando pouco mais de um mês, a lei começa a fazer diferença para as pessoas que necessitam do transporte. A luta por este direito, entretanto, é antiga. De acordo com Yolanda Vianna, sócia-fundadora da Ong Defesa da Vida Animal e representante da Mapan no Conselho Municipal de Proteção Animal e no Fundo de Proteção a Vida Animal, esta é uma reinvindicação antiga. Desde o primeiro mandato do ex-prefeito João Paulo Tavares Papa, a Ong pedia a aprovação da lei. “Comemoramos muito esta conquista”, ressalta.
Yolanda, que possui carro e não depende tanto do transporte público, fez questão de fazer um teste pessoalmente para ver se a lei estava funcionando. Durante 15 dias levou um de seus gatos para o veterinário utilizando o transporte público nas mais variadas linhas. “Como meu gato precisava tomar injeções todos os dias, aproveitei para ir de ônibus e fiquei bem feliz com que presenciei. Não encontrei qualquer dificuldade nem por parte dos motoristas nem dos próprios passageiros. Quem tem animal e depende do transporte público tem que saber disso, pois muitas estão com medo ou receio ainda de levar o animal”, explica.
A equipe de reportagem do Boqnews também fez o teste e conseguiu sem problema algum entrar em duas linhas municipais transportando um gato. A maioria das pessoas, como também relatou Yolanda, é favorável e elogia a lei e o animal. “Que bonitinho, olha a carinha dele e estes olhos. Ainda bem que agora é permitido”, foi o que mais se ouviu durante a viagem nos ônibus.
Entretanto, existe também quem é contrário à legislação, como é o caso do aposentado José Carlos, que reclamou ao ouvir o miado do gato. Segundo ele, isto trará apenas mais problemas para o transporte público que não já não é dos melhores, mesmo reconhecendo que para quem tem animal, a implantação da lei deve facilitar muita coisa.
Para a militante Yolanda, a lei ainda beneficiará quem é contra atualmente. “O animal, sendo transportado da maneira adequada, não atrapalha em nada os outros passageiros. Em relação a higiene, eles são mais limpos do que muita gente por aí”, ressalta.
Benefícios
De acordo com o Yolanda, um dos principais benefícios é a facilidade que as pessoas terão em levar o animal para o veterinário para vacinar e castrar. “O número de animais tanto vacinados como castrados deverá aumentar. O que acaba sendo um serviço para a sociedade. Antes muitas pessoas não tinham como levar o cachorro ou o gato para castrar gratuitamente na Zona Noroeste, por exemplo, pois não havia como chegar. Fora as vacinas e idas ao veterinário”, conta.
Para a protetora dos animais, Claudia Aparecida, que participa da ONG Mapan, a lei realmente irá ajudar. “Como levo os animais que retiro das ruas para adoção nas feirinhas da Mapan, sempre usei ônibus para transportá-los. Já faço isso há quase 10 anos, mas muitas vezes tive que brigar com o motorista e até mesmo chorar para conseguir entrar. Hoje, fica mais fácil. Também tem o lado ruim, precisamos mostrar o documentos dos animais e muitas vezes não temos por serem de rua. Este é meu único receio”, conta.
Lei
A fiscalização da lei será feita pela CET-Santos. De acordo com a empresa, se o motorista não autorizar o embarque do animal, o passageiro deverá contatar a CET-Santos pelo 0800.7719194 (opção 2) ou preencher formulário no www.cetsantos.com.br. Deve ainda anotar o prefixo do ônibus, local e horário.
Veja as regras
1. Só podem ser carregados animais pequenos, com até dez quilos
2. Os animais devem ser carregados em compartimentos especiais
3. Será necessário apresentar carteira de vacinação do animal transportado
4. Não será permitido carregar água, alimentos ou dejetos junto com as caixas. Caso haja alguma ocorrência, o passageiro tem de descer em um ponto de parada para a higiene do animal
5. O carregamento do animal não poderá prejudicar os passageiros ou alterar o funcionamento da linha
6. Será cobrada tarifa regular na linha pelo assento utilizado pelo animal, se for o caso
Veja o que a população acha da lei
“Não sabia desta lei, mas desde que os animais sejam transportados de maneira segura acho uma iniciativa importante” – Cátia salvador, 51 anos, dona de casa
“Já sabia, mas como é até 10 quilos minha cachorra não pode. Mas facilitou para minha empregada, por exemplo, que consegue levar os dela” – Maria de Lourdes, 66 anos, professora
“Não sabia desta lei, mas acho super importante, pois não é todo mundo que consegue pagar um táxi para transportar o animal” – Célia Regina, 51 anos, dona de casa