Pandemia

Profissionais que são essenciais para a população ao longo da pandemia

Em meio a Covid-19, diversos trabalhadores se arriscam para atender as pessoas

12 de abril de 2021 - 10:33

João Pedro Bezerra

Compartilhe

Em meio à pandemia da Covid-19, vários profissionais seguiram as atividades normalmente para atender a população. É o caso do motorista de ônibus, Luís Dantas, de 54 anos, que transporta milhares de passageiros para o trabalho ao longo da semana.

Luís destaca a preocupação com a Covid-19. Assim, ele sempre está com um tubo de álcool em gel ao lado do volante para fazer a higienização das mãos que está exposta ao vírus, principalmente quando entra em contato com o dinheiro.

Motorista do transporte municipal de Santos há mais de 15 anos, Luís ressalta a importância do funcionamento dos ônibus. Afinal, os coletivos são fundamentais no combate à pandemia, pois diariamente muitos profissionais que trabalham nos hospitais e nas UPA’s utilizam os veículos. Basta lembrar os fins de semana do lockdown, quando as linhas foram exclusivas para as pessoas que atuam na área da saúde.

“Geralmente o movimento nos ônibus está sendo tranquilo ao longo do dia. Nos horários de pico, levo muitas pessoas que trabalham em serviços essenciais, como os indivíduos que trabalham em mercado, na área de limpeza e segurança”, citou.

Por fim, Luís salientou a esperança de ser vacinado contra a Covid-19 nos próximos meses, “Com o plano de imunização em andamento, não vejo a hora de chegar minha vez”.

Motoristas de ônibus estão realizando um papel fundamental durante a pandemia/ Foto: João Pedro Bezerra

Segurança

Um dos trabalhos mais importantes durante a pandemia é realizado pela Guarda Civil Municipal, já que infelizmente algumas pessoas não respeitam os protocolos de segurança da Covid-19 e insistem em desobedecer às recomendações das autoridades e do Centro de Contingência.

O inspetor chefe da Guarda Civil de Santos, Aurélio dos Santos, 54 anos, tem realizado uma árdua missão para estabelecer o cumprimento das medidas de segurança da Covid-19. Ele destaca que a equipe está empenhada na missão. “Estamos trabalhando em vários pontos da cidade, orientando as pessoas a usar máscara. Se a pessoa resistir, uma multa de R$ 300 é aplicada. Um dos locais de atuação é na Orla e na entrada da cidade”, ressaltou Aurélio. Além disso, ele destacou que a fiscalização aumenta nos fins de semana, pois parte da população acaba saindo de casa.

Aurélio é um dos membros mais antigos da Guarda Civil. Ele trabalha na instituição desde 1989, por fim o inspetor enfatizou que seu trabalho é servir e ajudar a população. Aurélio recebeu a primeira dose da vacina na última quarta-feira.

Aurélio dos Santos é inspetor da Guarda Civil de Santos/Foto: Divulgação

Frentista

Os postos de combustíveis também são fundamentais na pandemia e os locais não pararam de funcionar. Davison Costa, de 31 anos, é frentista em um posto localizado no bairro do Embaré. Desde janeiro de 2020, ele ressaltou a mudança de rotina com a chegada do vírus. “Nunca imaginei trabalhar tanto tempo de máscara, mas é necessário. O posto está cumprindo as medidas necessárias, como a higienização e os protocolos de segurança na loja de conveniência”, salientou.

O frentista também citou a preocupação com o contágio da doença e destacou a importância do trabalho da categoria “Apesar do receio de contrair a Covid-19, estamos motivados em ajudar a população que depende de nós. Um exemplo é que vários motoboys que trabalham no delivery passam no posto para abastecer”, enfatizou. Davison diz estar ansioso pela vacina.

Frentista destacou a importância da categoria/ Foto: João Pedro Bezerra

Farmacêutica

Certamente os profissionais que trabalham nas farmácias são um dos mais expostos ao vírus, pois as pessoas que estão com a Covid-19 ou quem teve contato com o infectado pode procurar um medicamento nas lojas. Daniela Almeida, de 44 anos, trabalha na área de manipulação em uma farmácia localizada no bairro do Embaré.

Ela ressaltou que ao longo da pandemia a procura pela cloroquina aumentou no estabelecimento “Antes o medicamento não precisava de receita médica, porém a lei mudou e agora a cloroquina só pode ser vendida com a prescrição do médico, assim temos algumas dificuldades no trabalho, pois as pessoas reclamam e ficam com uma certa raiva em não poder comprar o medicamento. Além disso, quem depende do remédio, como os pacientes com lúpus, tiveram dificuldades em comprar o remédio”.

A farmacêutica também abordou a preocupação com a higienização e a limpeza “Na semana passada, veio uma pessoa e falou que teve contato com um infectado. Tivemos que higienizar tudo. A preocupação é constante, pois quantas pessoas já fizeram isso, mas não falaram”. Daniela já foi vacinada e agora está trabalhando com mais tranquilidade e segue na missão de ajudar e servir a população.

Daniela Almeida trabalha na área de manipulação de uma farmácia/Foto: Arquivo Pessoal

Outras profissões

É importante frisar que os funcionários de supermercados, de limpeza, porteiros, jornalistas e motoboys também fazem parte desta linha de frente tão importante para a sociedade neste período delicado.

LEIA TAMBÉM: