Foto: Divulgação/PMS

Santos

05 DE NOVEMBRO DE 2021

Proteção de navio encalhado será ampliada na praia de Santos

A área isolada terá aproximadamente 22m de largura e 72m de comprimento, e cada uma das 24 barras, com 3,50m, é afixada em uma base civil de concreto

Por: Da Redação

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Vinte e quatro barras de ferro, interligadas por cabos onde serão afixadas boias de sinalização que se movimentarão acompanhando a altura da maré, vão ampliar a proteção da estrutura do navio encalhado na Praia do Embaré, junto ao canal 5.

As novas barras, fincadas em uma base de concreto, que substituem as peças anteriores, desgastadas pela ação do tempo e da maresia, começaram a ser instaladas na manhã de quinta-feira (4).

“A equipe iniciou os trabalhos por volta das 6h, aproveitando a maré baixa”, afirmou Flávio Pereira Morgado, coordenador técnico da Subprefeitura da Zona da Orla e Intermediária (SupZOI). Ele explicou que os serviços, realizados por três funcionários e apoio de um caminhão Munck, precisam ser interrompidos com a subida da maré e, depois, no final da tarde, a fim de evitar acidentes com banhistas e esportistas.

A área isolada terá aproximadamente 22m de largura e 72m de comprimento, e cada uma das 24 barras, com 3,50m, é afixada em uma base civil de concreto. Em formato piramidal, a base dispõe, na parte inferior, de quatro peças em aço inox, com 0,30m de comprimento, semelhantes a uma âncora, para melhor fixação na areia. A base de concreto é revestida com epóxi, ampliando a vida útil da peça. A distância entre as bases será de 6,50m e as barras, pintadas na cor laranja, com 1,20m fincados na areia, sustentarão os cabos de aço inox revestido, onde ficará o suporte, também em inox, das boias de sinalização.

De acordo com estudiosos, é possível que os destroços sejam do veleiro Kestrel, embarcação de madeira com 80m de comprimento, que teria afundado em 1895 na Praia do Embaré. Arqueólogos, geólogos e historiadores do Brasil e de Portugal estiveram na Cidade em 2017 na tentativa de identificá-la.

Uma sondagem com sonar revelou que o navio está totalmente enterrado, entre 2m e 3m mais fundo do que a linha visível na areia, que tem aproximadamente 0,50m. No interior da embarcação há um objeto de metal do tamanho de um carro, com 6m de comprimento e 2m de largura, provavelmente um depósito de metal para guardar carvão e lenha, comum em veleiros do século 19. Os trabalhos foram encerrados no final de 2019 e a Prefeitura monitora a área desde 2017, quando apareceram os primeiros destroços do navio.

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