O programa de reciclagem desenvolvido pela Prefeitura de Cubatão em parceira com a ABC MARBAS (Associação Beneficente dos Catadores de Materiais Recicláveis da Baixada Santista) completa um ano no início do próximo mês de junho e já apresenta resultados significativos. Em menos de 1 ano de funcionamento a entidade aumentou de cerca de 60 para mais de 200 toneladas de material reciclado, ou seja, houve um acréscimo superior a 200%.
O aumento foi possível graças ao esforço da Prefeitura, que garantiu o repasse de verbas federais para a construção do galpão em 2012. O equipamento funciona na Rua Tenente Coronel Geraldo Aparecido Correa, no Sítio Cafezal, em uma área de mais de 1.500 m². O terreno foi cedido pelo município. Além disso, foram adquiridos equipamentos, esteiras, empilhadeira e prensa. A entidade também conta com apoio da Petrobras.
A Semam avalia que os resultados estão dentro do esperado e que o caminho para implantação do Projeto de Coleta Seletiva em toda a cidade é irreversível.
Até 2012, o trabalho dos catadores era realizado em uma ocupação irregular no Conjunto Mário Covas, na Vila Natal. Embora tenha um forte caráter social e signifique a garantia de emprego e renda para diversas famílias, os moradores do conjunto reclamavam muito das condições e dos transtornos que até então eram causados.
Agora, de acordo com o presidente da entidade, Carlos Araújo, tudo mudou. "O avanço é muito significativo. Atualmente quase 40 famílias têm o sustento garantido por esse trabalho. Estamos muito próximos de atingir o patamar mínimo de remuneração de ao menos um salário mínimo", comemora.
Ainda de acordo com o presidente dos cooperados, a entidade fornece três refeições diárias aos trabalhadores (café da manhã, almoço e café da tarde) e também auxilia no fornecimento da maior parte do valor do vale-transporte. "Quase todos os meses o Fundo Social também auxilia com a doação de uma cesta básica a cada um dos trabalhadores. Isso ajuda bastante", afirma.
Pagamento do INSS - O processo de melhoria contínua das condições de trabalho dos catadores é um dos fundamentos do Projeto de Reciclagem e Coleta Seletiva em curso no município.
Um dos objetivos desse processo é também uma preocupação para a trabalhadora Cleusa Regina Teixeira, 55 anos. "Nosso grande sonho é poder pagar o nosso INSS. Essa é uma segurança de que precisamos e a garantia de sustento no futuro".
Outra demanda dos cooperados é o aumento na renda. Na opinião de Zilá Maria Augusta, os catadores desenvolvem uma tarefa importante de defesa da sustentabilidade e do meio ambiente. "Essas características justificam até mais investimentos públicos", pondera.
Educação ambiental - As trabalhadoras que fazem o trabalho de separação do material que chega à entidade ressaltam que ainda é necessário a de conscientização das pessoas quanto ao que pode ou não ser reciclado. Além disso, afirmam que a maioria das pessoas ainda não adotam medidas simples como "passar água nas embalagens e não misturar restos de alimentos com o material que vai ser enviado para reciclagem", relata Ana Cláudia Aparecida Leite dos Santos. Ainda de acordo com Ana Claudia, até cachorro morto já foi encontrado durante a separação.
Locais de Entrega Voluntária - Também em 2012, a Prefeitura lançou o programa Locais de Entrega Voluntária (LEVs), que consiste na instalação de bolsas gigantes para receber pequenas quantidades de papel, latas de alumínio, garrafas de vidro e embalagens plásticas.
Esses equipamentos ficam em pontos estratégicos, como escolas e outros próprios públicos. A coleta é realizada uma vez por semana ou quando solicitada pela unidade. De acordo com a assessoria da Semam, os LEVs têm alcance de até 25 mil pessoas. O material recolhido nesses pontos se junta ao que é diariamente enviado por empresas parceiras, órgãos e setores públicos, além de munícipes que voluntariamente levam seus recicláveis à entidade.
O presidente da associação esclarece que o maior volume reciclado é de plástico, seguido de papelão e do ferro. Esse último ocasionalmente representa um importante reforço no ganho dos cooperados. "Com sorte, recebemos grandes volumes de doação de ferro das empresas do Polo. Isso reforça bastante", completa Araújo.
O programa de reciclagem desenvolvido pela Prefeitura de Cubatão em parceira com a ABC MARBAS (Associação Beneficente dos Catadores de Materiais Recicláveis da Baixada Santista) completa um ano no início do próximo mês de junho e já apresenta resultados significativos. Em menos de 1 ano de funcionamento a entidade aumentou de cerca de 60 para mais de 200 toneladas de material reciclado, ou seja, houve um acréscimo superior a 200%.
O aumento foi possível graças ao esforço da Prefeitura, que garantiu o repasse de verbas federais para a construção do galpão em 2012. O equipamento funciona na Rua Tenente Coronel Geraldo Aparecido Correa, no Sítio Cafezal, em uma área de mais de 1.500 m². O terreno foi cedido pelo município. Além disso, foram adquiridos equipamentos, esteiras, empilhadeira e prensa. A entidade também conta com apoio da Petrobras.
A Semam avalia que os resultados estão dentro do esperado e que o caminho para implantação do Projeto de Coleta Seletiva em toda a cidade é irreversível.
Até 2012, o trabalho dos catadores era realizado em uma ocupação irregular no Conjunto Mário Covas, na Vila Natal. Embora tenha um forte caráter social e signifique a garantia de emprego e renda para diversas famílias, os moradores do conjunto reclamavam muito das condições e dos transtornos que até então eram causados.
Agora, de acordo com o presidente da entidade, Carlos Araújo, tudo mudou. “O avanço é muito significativo. Atualmente quase 40 famílias têm o sustento garantido por esse trabalho. Estamos muito próximos de atingir o patamar mínimo de remuneração de ao menos um salário mínimo”, comemora.
Ainda de acordo com o presidente dos cooperados, a entidade fornece três refeições diárias aos trabalhadores (café da manhã, almoço e café da tarde) e também auxilia no fornecimento da maior parte do valor do vale-transporte. “Quase todos os meses o Fundo Social também auxilia com a doação de uma cesta básica a cada um dos trabalhadores. Isso ajuda bastante”, afirma.
Pagamento do INSS – O processo de melhoria contínua das condições de trabalho dos catadores é um dos fundamentos do Projeto de Reciclagem e Coleta Seletiva em curso no município.
Um dos objetivos desse processo é também uma preocupação para a trabalhadora Cleusa Regina Teixeira, 55 anos. “Nosso grande sonho é poder pagar o nosso INSS. Essa é uma segurança de que precisamos e a garantia de sustento no futuro”.
Outra demanda dos cooperados é o aumento na renda. Na opinião de Zilá Maria Augusta, os catadores desenvolvem uma tarefa importante de defesa da sustentabilidade e do meio ambiente. “Essas características justificam até mais investimentos públicos”, pondera.
Educação ambiental – As trabalhadoras que fazem o trabalho de separação do material que chega à entidade ressaltam que ainda é necessário a de conscientização das pessoas quanto ao que pode ou não ser reciclado. Além disso, afirmam que a maioria das pessoas ainda não adotam medidas simples como “passar água nas embalagens e não misturar restos de alimentos com o material que vai ser enviado para reciclagem”, relata Ana Cláudia Aparecida Leite dos Santos. Ainda de acordo com Ana Claudia, até cachorro morto já foi encontrado durante a separação.
Locais de Entrega Voluntária – Também em 2012, a Prefeitura lançou o programa Locais de Entrega Voluntária (LEVs), que consiste na instalação de bolsas gigantes para receber pequenas quantidades de papel, latas de alumínio, garrafas de vidro e embalagens plásticas.
Esses equipamentos ficam em pontos estratégicos, como escolas e outros próprios públicos. A coleta é realizada uma vez por semana ou quando solicitada pela unidade. De acordo com a assessoria da Semam, os LEVs têm alcance de até 25 mil pessoas. O material recolhido nesses pontos se junta ao que é diariamente enviado por empresas parceiras, órgãos e setores públicos, além de munícipes que voluntariamente levam seus recicláveis à entidade.
O presidente da associação esclarece que o maior volume reciclado é de plástico, seguido de papelão e do ferro. Esse último ocasionalmente representa um importante reforço no ganho dos cooperados. “Com sorte, recebemos grandes volumes de doação de ferro das empresas do Polo. Isso reforça bastante”, completa Araújo.