Santos fortalece compromisso com a cultura de paz nas escolas
Santos reforçou, na quinta-feira (2), seu compromisso com a cultura de paz e a construção de ambientes escolares cada vez mais acolhedores na celebração do Dia Municipal da Justiça Restaurativa, na Sala Princesa Isabel, no Paço Municipal.
Representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Secretaria de Educação (Seduc), facilitadores, educadores e parceiros se reuniram para marcar os avanços do Programa Municipal de Justiça Restaurativa, política pública implantada em 2017 que fortalece o diálogo, a escuta e a prevenção de conflitos na rede municipal.
A abertura contou com a apresentação dos alunos da educação infantil da UME Olívia Fernandes, que emocionaram o público com a dança Girassol, simbolizando o fortalecimento de relações pautadas no respeito, empatia e convivência pacífica. Os participantes também assistiram ao vídeo institucional Justiça Restaurativa em Santos, com registros das ações desenvolvidas nas escolas e dos resultados alcançados pelo programa.
Indicadores
Foram apresentados os principais indicadores da iniciativa. Atualmente, são 28 facilitadores atuando na rede com impacto direto em mais de 2.350 estudantes em 2026. Entre as ações desenvolvidas estão círculos restaurativos, mediações de conflitos e acolhimento socioemocional. Além de formação continuada de facilitadores e projetos como Mães pela Paz, Vozes da Paz e Semeadores da Paz, além da ampliação das práticas restaurativas para a primeiríssima infância.
Sendo assim, a prefeita em exercício, Audrey Kleys, destacou que a Justiça Restaurativa demonstra que uma cidade melhor é construída por meio das relações humanas. “Uma política pública muito respeitada que em Santos tem um diferencial importante: envolve diversas secretarias em um trabalho baseado no diálogo, no respeito e na construção coletiva. Quando percebemos que transforma vidas e fortalece a relação entre o poder público e a sociedade, entendemos sua importância. Comemorar esta data é dar ainda mais visibilidade a uma iniciativa que já faz a diferença nas escolas e que deve estar presente em todos os espaços da sociedade”.
Desse modo, a secretária em exercício de Educação, Joana Patrícia Costal, ressaltou o fortalecimento da política pública ao longo dos últimos anos. “Completa nove anos como política pública e segue ampliando suas ações. Investir no diálogo, na escuta e no acolhimento é fortalecer relações mais saudáveis e construir uma cultura de paz. Formar crianças com esses valores é investir em um futuro melhor para toda a sociedade”.
A coordenadora do programa, Liliane Rezende, destacou que o trabalho vai além da resolução de conflitos. “Quando levamos as práticas restaurativas para o cotidiano escolar, investimos principalmente na prevenção da violência. Essa política pública teve construção de forma coletiva e baseada na corresponsabilidade. Nosso objetivo é fortalecer o diálogo e a comunicação não violenta para que as pessoas possam lidar com conflitos de maneira respeitosa e saudável”.
Educação infantil
Portanto, ao final, as facilitadoras Adriana Maria das Neves e Nathaly Buteslauf Simões apresentaram o trabalho com a educação infantil nas UMEs Olívia Fernandes e Padre Francisco Leite.
Dessa maneira, demonstrando como as práticas restaurativas vêm sendo incorporadas desde os primeiros anos da vida escolar por meio de rodas de conversa, contação de histórias e atividades voltadas ao fortalecimento dos vínculos afetivos.
Intersetorialidade
Instituído pela Lei Municipal nº 3.371/2017, o programa tornou Santos referência nacional na promoção da cultura de paz. As ações são desenvolvidas de forma intersetorial. Sendo assim, reunindo escolas municipais e estaduais, Tribunal de Justiça, Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Educação, universidades e diversos parceiros.
Desse modo, entre os destaques, a revitalização do Núcleo de Educação para Paz (NEP), a implantação do Cantinho do Bem-Estar, a formação permanente dos facilitadores e o reconhecimento do Ministério da Educação, que escolheu Santos como cidade-modelo para as gravações do programa Escola que Protege – Tecendo Redes de Paz.
Titular do Juizado Criminal de Santos e coordenadora do Núcleo da Justiça Restaurativa do Judiciário, a juíza Renata Gusmão destacou a importância da parceria entre as instituições.
“A Justiça Restaurativa se fortalece porque reúne diferentes instituições em torno de um objetivo comum. Mais do que solucionar conflitos já existentes, buscamos preveni-los por meio da educação, fortalecendo vínculos e promovendo uma cultura de diálogo, respeito e responsabilidade compartilhada”.
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