O "primeiro tempo" de Santos como candidata à cidade-base da Copa 2014 já está quase no fim. Afinal, a cidade se preparou para os catálogos de apresentação da estrutura urbana e turística para um dos CTS (Catálogo dos Centros de Treinamento para Seleções) e sete delegações, incluindo as da Inglaterra e da Alemanha, já visitaram as instalações. Tudo isso incluindo leitos, CT do Santos e a Vila Belmiro.
"A situação do processo de candidatura não começou agora. Para se ter uma ideia, o fato de termos um CT bem estruturado e um estádio como a Vila nos ajudou a ter a possibilidade de trabalharmos por duas candidaturas", diz o secretário de Turismo de Santos e secretário executivo do Comitê Local para a Copa 2014, Luiz Dias Guimarães.
Se caso uma das seleções escolher a Cidade, após o dia 6 de dezembro de 2013 (data do sorteio das chaves da Copa do Mundo pela Fifa), ela poderá optar por um dos pacotes: o CT do Santos com o Hotel Mercure ou a Vila Belmiro com o Parque Balneário, como locais de treinos e hospedagem.
"Mas conseguimos pedir ao comitê uma possibilidade de flexibilidade de escolher o hotel e mudar o local de treino, e vice versa. O México demonstrou esse interesse e, como essa é uma das delegações que mais gostaram da cidade, queremos recebê-los bem", ressalta. Mas Guimarães é cauteloso ao falar da possibilidade de duas seleções virem para Santos. "O importante é atender uma delegação muito bem. Não importa de onde seja".
Visitas
Além das visitas das delegações, (leia quadro explicativo sobre as etapas da escolha das cidades-base), Santos já recebeu o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, que visitou o CT do Santos FC em meados do mês passado, e demonstrou convicção na escolha da cidade como uma das sub-sedes da Copa. Guimarães explicou que o Comitê se encontrou duas vezes com o presidente da CBF, José Marin. "Além de estreitar relações, atendemos as formalidades de cadastramento da cidade-base".
Guarujá
Guarujá também está inclusa no contexto de candidatura como cidade-base. O anúncio do ministro dos Esportes foi feito em fevereiro do ano passado, quando afirmou que o município se enquadra nos requisitos pedidos pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local da Copa 2014. Assim como Santos, ela recebeu as visitas de comitivas da Alemanha, Inglaterra e Bélgica, além dos Estados Unidos.
Muito estudo, mas pouca fluência
De acordo com pesquisas da Catho Online, apenas 11% dos executivos brasileiros conseguem se comunicar sem dificuldades utilizando a língua inglesa, sendo que destes apenas 3,4% conseguem se expressar fluentemente e compreender questões sobre qualquer assunto. Para o diretor de educação do CNA, Marcelo Barros, esse é um dos dados mais preocupantes do Brasil, em razão da aproximação dos eventos esportivos mais importantes nos próximos anos.
"Sabemos que muitos dos profissionais vão trabalhar com turismo receptivo, mas a maioria tem um inglês básico, e quando tem. Então, nosso desafio é abrir duas alternativas de cursos de curta duração, porém que possam direcionar o aluno a falar o inglês nas ocasiões específicas e sem medo".
Em Santos, a primeira turma formada foi lecionada pela professora Lorena Lopes. Ela conta que a grande surpresa foi que a turma, além de ter sido composta por sete mulheres, foi criada por iniciativa da chefe delas.
"Todas trabalhavam numa loja de shopping e a empresária sentiu a necessidade de que suas funcionárias soubessem se comunicar em inglês, já que, além do fator Copa, elas recebem clientes estrangeiros".
Desse grupo, estão as gerentes da loja House, Alessandra Bassetti e Valevisca Campi. Com o curso, elas aprenderam algo que, na prática, já começaram a perceber: quando o estudo direcionado surte efeito na prática. "Já precisei direcionar um casal que queria comprar uma roupa para a loja de câmbio do shopping", diz Alessandra.
Entrevista com... Raquel Verdenacci
O “primeiro tempo” de Santos como candidata à cidade-base da Copa 2014 já está quase no fim. Afinal, a cidade se preparou para os catálogos de apresentação da estrutura urbana e turística para um dos CTS (Catálogo dos Centros de Treinamento para Seleções) e sete delegações, incluindo as da Inglaterra e da Alemanha, já visitaram as instalações. Tudo isso incluindo leitos, CT do Santos e a Vila Belmiro.
“A situação do processo de candidatura não começou agora. Para se ter uma ideia, o fato de termos um CT bem estruturado e um estádio como a Vila nos ajudou a ter a possibilidade de trabalharmos por duas candidaturas”, diz o secretário de Turismo de Santos e secretário executivo do Comitê Local para a Copa 2014, Luiz Dias Guimarães.
Se caso uma das seleções escolher a Cidade, após o dia 6 de dezembro de 2013 (data do sorteio das chaves da Copa do Mundo pela Fifa), ela poderá optar por um dos pacotes: o CT do Santos com o Hotel Mercure ou a Vila Belmiro com o Parque Balneário, como locais de treinos e hospedagem.
“Mas conseguimos pedir ao comitê uma possibilidade de flexibilidade de escolher o hotel e mudar o local de treino, e vice versa. O México demonstrou esse interesse e, como essa é uma das delegações que mais gostaram da cidade, queremos recebê-los bem”, ressalta. Mas Guimarães é cauteloso ao falar da possibilidade de duas seleções virem para Santos. “O importante é atender uma delegação muito bem. Não importa de onde seja”.
Visitas
Além das visitas das delegações, (leia quadro explicativo sobre as etapas da escolha das cidades-base), Santos já recebeu o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, que visitou o CT do Santos FC em meados do mês passado, e demonstrou convicção na escolha da cidade como uma das sub-sedes da Copa. Guimarães explicou que o Comitê se encontrou duas vezes com o presidente da CBF, José Marin. “Além de estreitar relações, atendemos as formalidades de cadastramento da cidade-base”.
Guarujá
Guarujá também está inclusa no contexto de candidatura como cidade-base. O anúncio do ministro dos Esportes foi feito em fevereiro do ano passado, quando afirmou que o município se enquadra nos requisitos pedidos pela Fifa e pelo Comitê Organizador Local da Copa 2014. Assim como Santos, ela recebeu as visitas de comitivas da Alemanha, Inglaterra e Bélgica, além dos Estados Unidos.
Muito estudo, mas pouca fluência
De acordo com pesquisas da Catho Online, apenas 11% dos executivos brasileiros conseguem se comunicar sem dificuldades utilizando a língua inglesa, sendo que destes apenas 3,4% conseguem se expressar fluentemente e compreender questões sobre qualquer assunto. Para o diretor de educação do CNA, Marcelo Barros, esse é um dos dados mais preocupantes do Brasil, em razão da aproximação dos eventos esportivos mais importantes nos próximos anos.
“Sabemos que muitos dos profissionais vão trabalhar com turismo receptivo, mas a maioria tem um inglês básico, e quando tem. Então, nosso desafio é abrir duas alternativas de cursos de curta duração, porém que possam direcionar o aluno a falar o inglês nas ocasiões específicas e sem medo”.
Em Santos, a primeira turma formada foi lecionada pela professora Lorena Lopes. Ela conta que a grande surpresa foi que a turma, além de ter sido composta por sete mulheres, foi criada por iniciativa da chefe delas.
“Todas trabalhavam numa loja de shopping e a empresária sentiu a necessidade de que suas funcionárias soubessem se comunicar em inglês, já que, além do fator Copa, elas recebem clientes estrangeiros”.
Desse grupo, estão as gerentes da loja House, Alessandra Bassetti e Valevisca Campi. Com o curso, elas aprenderam algo que, na prática, já começaram a perceber: quando o estudo direcionado surte efeito na prática. “Já precisei direcionar um casal que queria comprar uma roupa para a loja de câmbio do shopping”, diz Alessandra.
Entrevista com… Raquel Verdenacci