Foto: Divulgação

Mundo dos pets

23 DE AGOSTO DE 2021

Sem campanha, atenção à vacinação antirrábica

Baixada Santista está há três anos com campanha de vacinação antirrábica suspensa

Por: Gabriela Rodrigues
Da Redação

Você já ouviu falar que agosto é o mês do cachorro louco? Essa fama se deve ao aumento de concentração de cadelas no cio em função das condições climáticas, fazendo com que elas “sincronizem” o período e os cachorros briguem entre si para conquistá-las. Desta forma, a raiva é uma doença transmitida pela saliva do bicho. Quando há essa luta entre os machos, a moléstia se alastra entre os animais. Além de que, por causa da raiva, os cães ficam espumando pela  boca, o que contribui para que eles ganhem a fama de ‘loucos’.

Todos os anos, o Estado de São Paulo realiza uma campanha de conscientização da vacina antirrábica de cães e gatos no segundo semestre. No entanto, pelo terceiro ano consecutivo, isso não irá acontecer, nem previsões de novas datas. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a situação epidemiológica da raiva (variante 2) no Estado de São Paulo está controlada e a suspensão tem como objetivo evitar aglomerações e a circulação do coronavírus.

Em 2019, a Baixada Santista também não recebeu doses suficientes para realizar a campanha, um problema técnico na produção das vacinas por parte do Ministério da Saúde atrasou a entrega das doses ao Estado de São Paulo, que é responsável pela entrega aos municípios da região.

Apesar de não haver por mais um ano seguido a realização de campanha de vacinação, algumas cidades da Baixada, como Santos e Guarujá seguem com a  vacinação de rotina. Em média, os Município recebem 100 doses por mês. Dessa forma, o tutor do cão ou gato deve realizar agendamento prévio com as unidades responsáveis.

Em nota, a prefeitura de Bertioga informou que vacinação não faz mais parte do protocolo do Governo Estadual no município. As doses são aplicadas conforme a rotina de atendimentos após a castrações de cães e gatos.

Já as prefeituras de Itanhaém, São Vicente, Mongaguá e Praia Grande aguardam orientações do Governo do Estado de São Paulo. Estes municípios foram questionados também sobre a disponibilidades de doses para vacinação de rotina, porém apenas Praia Grande informou que não há vacinação. Cubatão e Peruíbe não responderam até o final desta reportagem.

Tipos de raiva

Existem três tipos de raiva canina: a muda, a intestinal e a furiosa, sendo a última semelhante a raiva felina. Todas elas provocam uma alteração comportamental no animal. A raiva furiosa é considerada a mais comum. O  animal fica extremamente agitado, estressado, agressivo e saliva muito, além dos latidos descontrolados.

A raiva muda é a mais grave. O cachorro se apresenta sonolento e logo após terá sintomas como maxilar rígido ou paralisado e dificuldade para deglutição, tipo um engasgo.

Já a raiva intestinal é a mais rara. O cão não apresenta quaisquer sintomas citados anteriormente  , apenas vômitos frequentes e cólicas intestinais.

“É preciso lembrar que a raiva é uma doença letal e deve-se fazer a vacinação anual nos animais e em humanos que estão em constante risco de contaminação”, destaca a médica veterinária, Gabrielen Hamoud.

Antes de vacinar o seu pet, verifique se ele está saudável. É contraindicado caso esteja com sinais de febre, vômitos, diarreia, apatia e verminose, pois a imunização pode ficar comprometida. Em caso de dúvidas, procure
orientação veterinária.

Notícias relacionadas

ENFOQUE JORNAL E EDITORA © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

desenvolvido por:
Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.